Cumprindo o óbvio, evitar a disseminação de pequenas Companhias de Teatro que dificilmente sobrevivem, 11 Companhias associam-se para “desenvolver a actividade artística e intervir nas questões relacionadas com o trabalho cultural vocacionado para o público infanto-juvenil” – Associação Portuguesa de Teatro para a Infância e Juventude – ATINJ. (ver Público)
A ATINJ prevê estatutariamente a adesão do novos associados, não se bloquando no grupo dos 11 fundadores.
Em várias ocasiões alertei para a necessidade de as instituições ligadas às artes performativas se associarem em projectos comuns com a finalidade de conseguirem uma maior penetração da sua divulgação e, por outro lado, congregarem os financiamentos e receitas de forma harmoniosa, evitando a disseminação dos investimentos e despesas.
É um primeiro passo, é certo, mas poderá abrir o caminho para outro tipo de associações que assegurem uma dimensão mínima para que os projectos possam ir por diante e com noutro patamar de profissionalismo.
No caso concreto, saliento também o objecto, o de focar o trabalho em prol da infância e juventude, o único caminho sério para a prossecução do desenvolvimento de novos públicos.
Parabéns à ATINJ.


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6 Respostas to “Teatro para a Infância e Juventude – um exemplo”

Comentários (6)
  1. rui diz:

    Falávamos sobre isto há algum tempo…

  2. Gi diz:

    Plenamente de acordo. Ao apostarem num público mais jovem estão a angariar e a fidelizar o público do futuro. A isto chama-se instinto de sobrevivência. Quando ao resto fica mal dizer o que penso :) . É que o meu genro é um dos responsáveis por um dos teatros supra citados!
    Um abraço,

  3. rui diz:

    Resta saber como vão estruturar as actividades. Este tipo de associações, que proliferam em outros paises da europa ocidental, pautam-se por actividades rigorosas e directrizes comuns. Ora, em Portugal, não é costume as entidades artísticas estarem de acordo e muito menos terem objectivos comuns. Esperemos que este caso seja a excepção. A ideia começou a ganhar forma no dia mundial do teatro de 2006 (27 de março) no Chapitô quando nós convidámos uma série de companhias para reflectirmos sobre o teatro para a infância e juventude, onde testemunhámos a nossa relação com as ditas assiciações.
    Tenho esperança e receio neste projecto. No que depender de mim farei tudo para que vingue da melhor maneira.

  4. carlos a.a. diz:

    Instinto de sobrevivência, Gi, que obriga à boa gestão!

    Não sabia do cozinhado, Rui, mas estou muito feliz por considerar que é um sinal de que os agentes artísticos começam a pensar e a organizarem-se por princípios básicos de gestão. A dimensão crítica é um dos pontos mais sensíveis das Companhias de Teatro.
    Compreendo perfeitamente, Rui, a sua esperança e o seu receio – é absolutamente natural! Estranho seria que quando se mudam as estruturas e as rotinas não sentíssemos o que desafio que temos pela frente.
    Agora, uma coisa é certa, a reorganização administrativa é apenas o primeiro passo! Os mais importantes estão por dar, como a reorganização funcional, o papel que a cada um cabe no novo processo, será fulcral para o sucesso do projecto.
    Abraço e força para levar este projecto por diante.

  5. amanda diz:

    oi. em vocês me poderia mandar uns texto de teatros……
    sobre: Um filho que tem AIDS e usa drogas, e as reaçoes do pais….
    obrigado… abraços…

  6. Talvez falando com o Rui Rebelo do Anacruses seja mais fácil Amanda.
    Obrigado pelo comentário.

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