Toscanini - cinquentenário da morte
Ao passar pelo desNorte dou com um texto do HVA onde aborda o paradoxo da coincidência das comemorações do cinquentenário da morte de Toscanini, o mestre de todos os que lhe seguiram, um inabalável lutador contra o fascismo e o anti-semitismo de Hitler e Mussolini, e a complacência com que se permitiu a instalação de um pertido fascista no Parlamento Europeu.
Deixo um excerto:
«não deixa de ser irónico que, quando se assinala o cinquentenário da morte do maestro italiano Arturo Toscanini, que passou uma boa parte da sua vida lutando contra tais ideais, estejamos a assistir no Parlamento Europeu ao nascimento de um grupo parlamentar de extrema-direita.
Em 1931, Toscanini, que na altura já andava de candeias às avessas com os governantes do seu país natal, recusou-se a tocar a Giovinezza, o hino fascista italiano. Toscanini não voltaria a tocar em Itália até à morte de Benito Mussolini, em Abril de 1945. A partir de 1933 passou a boicotar todas as orquestras e teatros alemães, como forma de protesto contra as leis anti-semitas introduzidas pelo regime nazi.»
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