Subscrevo na íntegra a solicitação do HVA no desNorte que com humor expõe o ridículo da programação da Casa da Música para 2007 bem como a impensável qualidade da estrutura e da informação do respectivo site.
Ai Alves Monteiro, que saudades…

João Paulo Esteves da Silva

Memórias de Quem é o trabalho já gravado e brevemente editado que João Paulo Esteves da Silva apresenta hoje, às 21:30h, no grande auditório da Culturgest.
É curioso que o João Paulo, um dos excelentes pianistas portugueses, aluno brilhante do Conservatório Nacional, credor de vários prémios em Paris, aclamado em várias salas da Europa e EEUU, seja ainda pouco conhecido e reconhecido pelos meios e meandros jazzísticos nacionais. É certo que fez a escola clássica, é certo que hesitou sobre o género de música a que se dedicaria mas, depois de incorporar que o seu caminho se situaria algures entre a música portuguesa e o jazz, o que falta para que o coloquemos no plano que merece? Será que terá de passar pelo beija-mão ao Hot para a sua excelência ser assumida?
Não será necessário percorrer toda a sua biografia, deveria bastar a Roda, les suites portugaises para reconhecermos o seu génio enquanto compositor, pianista e improvisador mas, hélas, não pertence ao clã do Hot!
É um outsider, felizmente, mas quem gosta de música e de bons músicos e não se interessa por capelas vá ouvi-lo, ficará a ganhar!

Os projectos de Educação para a Saúde, que incluem a educação sexual obrigatória, vão ser desenvolvidos em cada escola do 2º e 3º ciclos por um professor coordenador nomeado pelos conselhos executivos (…) (Portugal Diário)

Vou informar-me se o meu currículo sexual dá para meter uma cunha às Câmaras e aos Conselhos Executivos tal como aconteceu com os professores do enriquecimento curricular do 1º ciclo.
Tomem as gotas, pá, da-se!

Há uma antipatia generalizada pelo cinema nacional e muito poucas pessoas vão ver filmes portugueses, criando dificuldades acrescidas aos cineastas deste país (Miguel Gonçalves Mendes à SIC)

A culpa é do público, claro, que não agradece nem corresponde à excelência que os cineastas lhe têm abnegadamente ofertado.

A greve de fome será para manter até eu cair para o lado (…) afirma o líder da concelhia de Arcos de Valdevez que entrou em greve de fome devido ao encerramento do SAP local.

Os Estados Unidos pediram hoje ao Sudão para este cooperar com o Tribunal Penal Internacional (…) (Público)

Então os EEUU não aceitam que o TPI julgue nenhum dos seus compatriotas, mas aconselham os outros países a cooperar com ele?

Qual é o modelo que defende em termos de gestão das escolas?

Estamos ainda a trabalhar na proposta. Temos que trabalhar com os conselhos executivos e com a Associação Nacional de Municípios. Mas aquilo que me parece crítico no actual modelo de gestão é a abertura da escola ao exterior. A gestão quotidiana da escola tem dois eixos críticos. Em primeiro lugar, a escola deve permitir uma efectiva participação das comunidades educativas locais, ou seja, de associações de pais, de instituições de proximidade, das autarquias. O segundo eixo é o funcionamento dos órgãos intermédios de gestão. O estatuto vem ajudar a tornar mais efectivo o trabalho desses órgãos. Mas esse facto deve ter consequências no diploma de gestão e autonomia, com uma responsabilização diferente destes órgãos e com a designação dos seus responsáveis de modo diferente. (entrevista de Maria de Lurdes Rodrigues a Ensino Magazine em Fevereiro de 2007)

Sra Ministra, estas suas palavras não fazem sentido algum nem alcance têm enquanto não enraizar os alicerces organizacionais do sistema educativo conforme escrevi, nomeadamente ao que à gestão escolar diz respeito e que reafirmo:

1 – responsabilizar civilmente os pais pela educação dos seus filhos através do Código Civil, dentro do âmbito dos deveres da paternidade e com penas aplicáveis;

2 – acabar com os conselhos directivos eleitos (resquícios do PREC) e contratar, por concursos público, directores aos quais estejam atribuídos objectivos específicos e quantificáveis para a escola em causa tendo, para o efeito, autonomia para contratar quem bem entenderem para a direcção pedagógica que deverá fazer parte de um conselho composto por representantes eleitos dos professores, dos pais e da comunidade;

3 – exames nacionais nos 4º, 6º, 9º e 12º anos a todas as disciplinas e, anualmente, provas globais internas a todas as disciplinas, corrigidas cegamente;

4 – cada professor deve ter objectivos particulares por classe a cumprir, acordados entre ele e o director, perante os quais, e apenas por eles, deverá ser avaliado anualmente, contribuindo, assim, para o cumprimento dos objectivos gerais do director, i.e., da escola.

Basta de palavras avulsas sobre revisões de estatutos de carreira docente, sobre tlebs sim, tlebs não, sobre educação artística como opção de ‘enriquecimento curricular’, de Educação para a saúde obrigatória!
Basta minha senhora!
Tudo quanto possa dizer ou fazer sem estes prévios passos não passa de demagogia, nem em nada melhora a qualidade do ensino prestado!

O Governo manifestamente encravou em matéria de política educativa e um dos sinais é a gestão das escolas, onde não há evolução no modelo”, disse o dirigente democrata-cristão, que defende um modelo de “escolas capazes de desenvolver o seu próprio projecto educativo e a sua autonomia (Ribeiro e Castro via Público)

Às vezes fico com a impressão de que os blogues servem para alguma coisa. Mas é muito pouco às vezes…

Isso seria ouro sobre azul, Tiago A. Fernandes, embora duvide que ele aceitasse!
Basta recuarmos um pouco para vermos que de há uns anos a esta parte Artur Santos Silva evita, por uma questão de dedicar-se mais à vida pessoal, suponho, assumir funções de elevada responsabilidade executiva. Não obstante, não tem deixado enquanto cidadão de indicar as pessoas certas para os lugares certos, podendo talvez tentar formar-se um movimento encabeçado por ele, onde se possam incluir as pessoas que considera mais adequadas para levar a cabo a revitalização do Porto e da região que representa.

Tem a nossa memória o condão não só de recordar como de profanar o tempo ao recolocar-nos em vivências passadas sem tempo que as apague.
Vem isto a propósito do Firth of the Firth dos Genesis que, apesar de cortado e com péssimo som, aqui coloco com dedicatória especial para o Ricardo, o Quico, a Susana e a Malú com quem o convivi intensamente.