1-02-07
Blogosfera nacional - tendências
Aborto em primeiro; IVG em segundo; não e sim e sim e não não se conseguiu apurar!
Quantos dias faltam para 12 de Fevereiro pra ivgetizar este assunto de vez?
tags: Aborto, Blogosfera, ideias, Ideias Soltas, IVG - Interrupção Voluntária da Gravidez, Ora Foda-se, sem categoria
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concordo. já não se aguenta mais.
é despachar o assunto, Rui! Vote-se, pronto, em consciência, mas libertem-nos de considerações sobre…
Gosto especialmente do label. :DDDD
Ora aí está um label que dá mesmo a ideia de labelaricização!
Beijinho
gosto da pasta!
É uma pasta onde meto muita coisa, Cristina, no blogue … e na vida…
Beijinho
Olá! Apesar de haver quem não aguente mais, é verdade já enjoa, queria remeter para a leitura da crónica do Frei Bento Domingues, de hoje no Público, onde “Por opcção da mulher” tem um significado ou leitura diferente daquele que fazes . Foi pela mesma razão que te disse que acho que a última palavra é da mulher.
Provavelmente já leste, mas não queria que te passasse ao lado.
Susana, julgo que te referes ao ponto 3 do artigo do Frei Bento:
«3. Em última análise, a grande suspeita em relação à pergunta do referendo
está neste fragmento da frase: “por opção da mulher.” E porquê? Porque se
julga que as mulheres não são de confiança. No entanto, foi a elas que a
natureza confiou a concepção e o desenvolvimento da vida humana, durante
nove meses.
Para os cristãos, esta desconfiança em relação às mulheres deveria ser
insuportável. Não se lê, no Novo Testamento, que a Incarnação redentora
ficou para sempre dependente da decisão de uma mulher, Maria de Nazaré (Lc
l, 26-38)? Não foram as mulheres - e, segundo a cultura do tempo, não podiam
testemunhar em tribunal - que são apresentadas, nos seus textos fundadores,
como as grandes testemunhas do processo de Jesus? Não foram elas que
testemunharam que Ele estava vivo, quando os Apóstolos já tinham concluído
que estava tudo acabado? Não foi Maria Madalena a escolhida, por Jesus
ressuscitado, para evangelizar os Apóstolos, para os convocar para a missão
(3)?»
Frei Bento, contextualizemos, Susana, fala sobre o lugar que a igreja católica reservou (e continua a reservar) à mulher. Subscrevo na íntegra.
No entanto, fora da igreja, a discriminação da mulher tem vindo a ser, felizmente, atenuada desde os anos 60 do sec. passado.
Se é verdade que há ainda um longo caminho a percorrer para a mulher fruir de uma igualdade de facto na sociedade ocidental, não é menos verdade que, em termos de direito, ela encontra-se hiper-protegida em várias áreas, como seja no código de família no que à paternidade diz respeito.
Tu sabes que, por exemplo, os tribunais não podem aplicar justiça quanto à atribuição da tutela da paternidade em casos em que os pais não vivem juntos! Os juízes, por lei, nem são obrigados a mandar investigar quais a melhor solução para a criança - a sua tutela é, por lei, entregue à mãe a não ser em casos muito, mas muito, excepcionais!
Ora aqui já não há igualdade - há uma desigualdade latente e gritante em desfavor do pai!
Por outro lado, e no que se refere a este referendo, onde se salvaguarda a ‘opção da mulher’ mais grave é uma vez que o código penal prevê penas para os pais coniventes na IVG! Ninguém fala disto, Susana, mas a verdade é que se ganhar o ’sim’ poderemos chegar ao absurdo de perante uma IVG um pai incorrer numa pena que pode ir até a 36 meses de prisão efectiva em caso de conivência, enquanto a mulher ficará despenalizada!
Achas bem? Tenho a certeza de que não, mas o facto de este assunto não estar a ser escalpelizado, por um lado e, por outro, só assistirmos a ruídos histéricos, inviabiliza qualquer debate ponderado.
Por isso digo: vote-se, mas rápido, para não sermos obrigados a ouvir impropérios de gente que parece ter enlouquecido!
Beijinho
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