Educação - o descalabro
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, defendeu hoje no Parlamento que as provas globais do 9º ano são dispensáveis porque não têm efeitos práticos na avaliação dos alunos, mas escusou-se a adiantar se estas serão substituídas por exames nacionais. (Público)
Há já uns dias que circulava a informação, há tantos quantos a outra que a Sra. Ministra se recusou a responder - o fim dos exames nacionais do 3º ciclo, o 9º ano.
Finou-se aquela réstia de esperança que alimentava, Sra. Ministra da Educação, a de que no fundo a senhora tinha boas intenções. A Senhora vergou-se, por completo, à pressão do sucesso escolar, ou melhor dizendo, do facilitismo que implica que haja passagens para a estatística sem o equivalente conhecimento.
A Senhora encetou reformas quando, muito antes delas, deveria ter começado por aquilo a que chamei de alicerces - a reorganização administrativa e de gestão do sistema educativo.
Das duas uma, ou a senhora andou a enganar o país desde o início, ou terá sido pressionada para abdicar do que inicialmente almejava!
Seja qual for a hipótese verdadeira só lhe resta uma saída honrosa - a demissão!
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A senhora é uma confusão pegada. Nós vamos a reboque e o ensino vai a pique.
Sinto o enorme desconforto nos professores; quando se muda de política a meio do percurso… A auto estima dos professores mais jovens está muito por baixo.
Por outro lado, entendo a pertinência do Plano Nacional de Leitura, embora a “figura de proa” escolhida (Isabel Alçada) me levante muitas dúvidas.
Retirar escolas primárias das freguesias, só por gestão económica, não deixando no local mediadores culturais é aumentar a desertificação do interior do país. Será que uma escola é tão importante como um serviço de urgência ou uma maternidade? Faz tudo parte do conceito que se tem para o país.
Reconheço o desconforto de Jorge Pedreira (sec. estado), homem de grande qualidade…
A Senhora Ministra, estimado João Norte, perdeu, com esta medida, toda a credibilidade no que à melhoria do ensino diz respeito, questionando ou, pelo menos, colocando em dúvida, o alcance de todas as medidas que tomou.
Estimada Gaivina
Julgo que já não há desconforto! Já passou! Existe uma grande revolta e o sentimento de que tudo o que até agora foi feito masi objectivo não teve que a redução, cega, de custos, penalizando, claro, a qualidade do ensino e da aprendizagem.
Já li duas vezes este post e tenho sempre vontade de comentar! Mas a verdade é que é demasiado penoso fazê-lo, nem sei por onde começar. Talvez diga só que, do meu ponto de vista a ministra e as luminárias que a assistem não fazem ideia nenhuma das várias realidades escolares e na verdade também não querem saber.
Susana
Acho que é mais grave, Susana! Não sabem, não querem saber do ensino, mas são implacáveis na persecução de 2 objectivos: aumentar o sucesso escolar, vulgo passagens; reduzir a despesa do Ministério da Educação. Tudo o que possa colidir com esses dois objectivos é sumariamente ignorado ou mesmo prejudicado.
[...] Às vezes fico com a impressão de que os blogues servem para alguma coisa. Mas é muito pouco às vezes… Popularity: 1% [?] arquivado em Gestão Cultural, Educação, Pensamentos, Cultural Management, Ideias Soltas and Educação em Cultura. | Tags: No Tags. var blogTool = “WordPress”; var blogURL = “http://ideias-soltas.net”; var blogTitle = “Ideias Soltas”; var postURL = “http://ideias-soltas.net/2007/02/26/gestao-escolar-e-reforma-educativa/”; var postTitle = “Gestão Escolar e Reforma Educativa”; var commentAuthorFieldName = “author”; var commentAuthorLoggedIn = false; var commentFormID = “commentform”; var commentTextFieldName = “comment”; var commentButtonName = “submit”; [...]