
fotografia tratada por Dionísio Leitão
Balada do Outono
Águas
E pedras do rio
Meu sono vazio
Não vão
Acordar
Águas
Das fontes
calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar
Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar
Águas
Do rio correndo
Poentes morrendo
P’ras bandas do mar
Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar
Águas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar
Canção de Embalar
Dorme meu menino a estrela d’alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será pra ti
Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar
Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d’alva o seu fulgor
Perde a estrela d’alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme quinda à noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer
Utopia
Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
E teu a ti o deves
lança o teu
desafio
Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?
Tags: Música, Música Tradicional, Poesia, Zeca Afonso






















Pois é Carlos,
É com agrado que vejo a blogosfera encher-se de homenagens ao Zeca.
Deixei uma versão minha do “Cantar Alentejano” no ANACRUSES.
um abraço,
rui
gosto.:)
bom fim de semana.
Já lá tinha ido ver e deixei um comentário, Rui: está excelente a versão que apresenta!
Obrigado, Cristina, não poderia ter sido melhor…, com Alain Neveux e hoje com La Femme d’à Coté!
Beijinho.
Nunca é demais invocar Zeca Afonso, sobretudo para nós amigo Carlos que vivemos no período em que as suas canções eram proibidas. Recordo-me em 1972
quando de férias percorrendo Portugal, de vidros fechados no automóvel ouvi-a no auto-rádio, uma cassete na qual estavam gravadas entre outras, os “Vampiros” interpretação que como temos consciência continua muito actual. Um abraço do Raul
Ainda bem que gostou Carlos,
Tenho mais algumas versões do Zeca algures nos incontáveis arquivos áudio.
Estou a preparar novo CD e terá com certeza mais uma música do Zeca.
Escolher é a parte mais dificil.
um abraço
É Joadas! Tenho uma imagem de infância que não esqueço! Fui com os meus Pais a casa de um amigo, o Sampaio e Castro, onde estavam outras pessoas, tendo ficado muito perplexo por pedirem o máximo silêncio para ouvirem um disco muito baixinho. Tratava-se daquela canção ‘Lá vai uma/ Lá vão duas/ Três pombinhas a voar/…, uma das primeiras que me lembro de aprender e que me disseram que era proibido ouvir! Não percebi porque raio uma canção seria proibida, para mais nem dizia asneiras! A coisa marcou-me e só mais tarde percebi que entre os outros estava o Zeca!
Abraço
Gostei, Rui, gostei bastante conforme lhe disse, pese embora uma mistura pouca amiga do acústico e mais habituada à electrónica.
Escolher canções do Zeca, pois, que dizer, mas talvez o Rui possa ir não pelo Zeca, mas pelos arranjos que efectuaram.
Abraço
foi gravado apenas com um microfone estereo numa péssima sala e mais tarde, na masterização, arruinaram o som com compressão e muito reverb. Um processo que já não consegui controlar. Produtores e editores são bichos dificeis de comunicar com…
O próximo CD será mais cuidado.
abraço
Bom, boa sorte para o próximo!
Produtores e editores bichos difíceis de comunicar…, pois…, e músicos, então nem se fala!:)
Abraço
hahaha, bem visto Carlos.
Mas entre nós a comunicação vai-se conseguindo (pelo menos a não verbal)
É uma felicidade enorme encontrar, cada vez mais, espaços como este, onde se fala e homenageia Zeca Afonso. Bem Haja. Tudo de bom
Eu é que agraço, Delta, o espaço que tem sobre o nosso Zeca.
Bem haja!