Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo: Março, 2007

Maria Manuela Araújo proporcionou a 1.ª audição em Portugal desta obra para piano depois de, durante alguns anos, a analisar e trabalhar com a preciosa ajuda de Dimitri Schostakovitch, da qual não restou qualquer das gravações efectuadas. Antes de a apresentar em Portugal, a sua interpretação foi aplaudida pelo público e pela crítica em Moscovo, Berlim, Leningrado (na época), Kiev, Budapeste e Varsóvia entre outras cidades europeias.
Deixo-vos durante uns dias a interpretação de Evgeny Kissin, ao vivo, para ouvir com calma e sem dar tempo ao tempo…
ps: volume baixo pois a gravação tem o audio saturado.


Não contava, essa é a verdade, mas foi com alegria que encomendei a edição de autor em papel e belíssima encadernação do Dragão, sob o título À Queima-Roupa, autor assumidissimamente anónimo do Dragoscópio, um dos blogues que mais prazer de leitura me dá, tanto pela excepcional qualidade da escrita como pelo conteúdo.
Diz o autor assim, retirado daqui:

A Queima-Roupa - Dragão3. Estamos a falar efectivamente de um livro; não de um desses blocos de folhas mal amanhadas e pior coladas, embrulhados a cartolina estampada, que a indústria despeja -quando não bolsa - pelos escaparates. É, de facto, um livro na acepção genuína do termo: são folhas devidamente cosidas e encadernadas - encadernação a pele de réptil (sintética, naturalmente; não desejaríamos contribuir para a extinção dos meus parentes terrestres, nem, consequentemente, tornarmo-nos alvos da ira das boas gentes ecologistas). Era, aliás, importante que a excelência do veículo compensasse da humildade da carga.
4. Custa a módica (e vergonhosa! infame!) quantia de 25€ (mais os portes de envio pelo correio, aproximadamente 2€, para Portugal Continental). Aproveito para afiançar que não tenciono ficar rico. Grande parte da receita reverte para o encadernador aqui do bairro, velho artesão que bem precisa.
5. É uma edição não industrial e não destinada ao grande público, mas ao escol da humanidade que são os leitores deste famigerado blogue. Ou seja, na matéria e na forma, o artigo é produto integral de mãos humanas e destina-se a seres humanos. Os semideuses ainda vão ter que esperar.

Primavera Musical 2007 é o título do 13.º Festival Internacional de Música de Castelo Branco que hoje inicia, organizado pelo Conservatório Regional local e que decorrerá até 13 de Junho.

Primavera Musical

PROGRAMA:
5 Maio 2007. 21h30
Cine-Teatro Avenida
JAQUES MORELENBAUM – Trio Cello Samba

18 Maio 2007.21h30
Cine-Teatro Avenida
ORQUESTRA SINFÓNICA DA ESART
Concerto dedicado a Luís Pio

19 Maio 2007.21h30
Cine-Teatro Avenida
MÃ?RIO LAGINHA e BERNARDO SASSETTI (dois pianos)
Concerto dedicado a ZECA AFONSO

23 Maio 2007.20h00
Governo Civil de Castelo Branco
ORLANDO CONSORT
“Food, Wine and Song� - Concerto com degustação

25 Maio 2007.21h30
Conservatório Regional de Castelo Branco
Concerto Jovens Intérpretes
DIANA VIEIRA e SAÚL PICADO (piano)

26 Maio 2007.21h30
Museu de Francisco Tavares Proença Júnior
TRIO HANTAÃ?

7 Junho 2007.21h30
Conservatório Regional de Castelo Branco
MOSCOW PIANO QUARTET
“Mosaico Musical�

8 Junho 2007.21h30
Instituto Português de Juventude
CARDUCCI QUARTET (quarteto de cordas)

9 e 10 de Maio
Das 18 às 19h30, no Cybercentro de Castelo Branco
CURSO LIVRE “SOLO BACH�, por César Viana
Um pequeno curso dedicado às Suites para Violoncelo Solo

11 e 13 de Maio
Governo Civil de Castelo Branco
BRUNO BORRALHINHO (violoncelo)
Ciclo SOLO BACH – Integral das Suites para Violoncelo Solo

13 de Junho
Instituto Português da Juventude
(DES) CONCERTANTE TRIO
Vencedor do FOLEFEST 2007, categoria de Música de Câmara

CICLO DE CINEMA
Cine-Teatro Avenida, 21h30
1 de Maio – Cidade de Deus, de F. Meirelles
8 de Maio – Sarabande, de I. Bergman
15 de Maio – Amarcord, de F. Fellini

ITINERÂNCIA NAS FREGUESIAS
4 concertos realizados pelo QUARTETO INDÃ?GO (clarinetes)
Dias 10 e 12 de Maio e 1, 2 de Junho

O que é isto? Será verdade? Vem assim no Público a propósito do projecto “Green Car”:

Nos próximos dois a três anos, a euroregião Norte de Portugal/Galiza vai conceber e fabricar veículos automóveis sustentáveis, no âmbito de um projecto pioneiro de engenharia, previsto durar entre dois e três anos. (…) O projecto envolve o Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel (CEIIA) e o Centro Tecnológico de Automoción de Galicia (CTAG). Estas duas entidades vão desenvolver um novo conceito de veículo sustentável ou “green car”?, ou seja, um carro com processos de fabrico e um motor “limpos”? (…)

Fui ver se era 1 de Abril, mas não! E, para cúmulo, este anúncio contou com a presença da Comissária Europeia para a Política Regional, Danuta Hubnera, que afirmou na circunstância:

é necessário que estes projectos se tornem “mais visíveis” na Europa e no mundo.

Ainda desconfiado, adiantei a leitura:

De acordo com os dados do CEIIA, a indústria automóvel na euroregião integra dois construtores e 190 fornecedores, que empregam um total de 40 mil pessoas e produzem anualmente um volume de negócios de cerca de quatro milhões de euros.

Como será isto compaginável com o que aqui dei conta sobre a hipotética pressão de José Sócrates junto do governo espanhol contra esta tal Euroregião Norte de Portugal e Galiza? Relembro o que saiu no El Pais e ainda ninguém desmentiu:

(…) la decisión de los Gobiernos de Lisboa y Madrid no ha pesado exclusivamente el interés de Extremadura. El deseo del Ejecutivo portugués, presidido por José Sócrates, de desincentivar cualquier posible aspiración autonomista por parte de la Región Norte ha terminado por inclinar la balance del lado contrario a los intereses de Galicia.
(…)
De hecho, la Xunta (de Galicia) tenía mucho interés en hacerse cargo de la gestión de los fondos a través de un nuevo instrumento comunitario, una Agrupación Europea de Cooperación Transfronteriza (AECT), que permitiría a la Región Norte dotarse de un organismo con personaldad jurídica propia, algo de lo que carece en el sistema constitucional portugués. La AECT permitiría a ambos territorios, protagonistas desde hace años de la cooperación a lo largo de la frontera, superar el estrecho marco de la Comunidad de Trabajo, dentro la cual habían venido situando sus iniciativas. La AECT permitiría además, según fuentes de la Xunta, consolidar la relación con el Norte de Portugal cuando se acaben los fondos europeos de cooperación al salvar definitivamente las dificultades derivadas de la naturaleza centralizada del Estado portugués.

Por aqui, por este país, nada! Continua tudo muito calado, a assobiar para o ar…

ps: parte do texto citado em evidência é de minha iniciativa.

É o programa que António Barreto iniciou ontem na RTP1 e a horas de ser visto. Fazia falta e fazem falta mais programas desta qualidade, mas sobre ele nada tenho a acrescentar ao que o Francisco José Viegas já escreveu.

Com a inauguração de hoje da Central Fotovoltaica de Serpa o Alentejo dá o primeiro passo em direcção a uma das suas mais promissoras esperanças para o futuro - a produção de energia solar.
Embora atrasado no tempo Portugal parece começar a ver que o seu futuro não passará só pelo turismo (que à falta de outro desígnio este serve para tudo), mas para produzir energia limpa, como a que o Sol nos oferece no Alentejo e no Algarve.
A esta de Serpa seguir-se-á muito brevemente a da Amareleja/Moura, com uma capacidade ainda superior e, se engenho e vontade do poder central nos não faltar, a Comissão Europeia parece inclinada a apoiar este que, repito, parece constituir um sólido desígnio para o futuro do Alentejo e do país.

A viabilização de um loteamento de grandes dimensões em terrenos adquiridos por Luís Filipe Vieira à Petrogal, nas imediações da Expo, teve por base um projecto elaborado por um “atelier� de arquitectura com o qual o director municipal de Planeamento Urbano da Câmara de Lisboa, Fernando Pinto Coelho, colaborou durante muitos anos.
(…)
Embora o novo texto do regulamento nada diga nesse sentido, os serviços camarários passaram a interpretá-lo como se a predominância dos usos industriais – ou seja, a obrigação de os manter em 50,1 por cento dessas áreas – se se medisse em relação à totalidade da zona oriental e não em relação a cada uma das parcelas, ou até das diferentes manchas industriais. Quer isto dizer que das alterações efectuadas beneficiam, antes de mais, os primeiros a chegar.
(…)
A decisão de interpretar o regulamento desta maneira, diz Pinto Coelho, foi ditada por razões técnicas e “determinada superiormente�. Como boa parte destas áreas está há muito ocupada com usos terciários que não vão ser abandonados, e como Vieira comprou e está a comprar outras parcelas na zona, tudo indica que será ele – que o PÚBLICO não conseguiu contactar – o grande beneficiário da polémica alteração do PDM de Lisboa. (Público)

Se há coisa que é preciso pôr cobro é à corrupção desportiva e à das autarquias… da província, bem entendido!
Pois…
Olha se isto tivesse acontecido com o Fernando Gomes, o Narciso Miranda ou o Filipe Meneses…

Em tempos que se avizinham muito negros para o ensino artístico em Portugal, deixo um excerto de um texto de Fanny Abramovich sobre o que é o Teatro na Educação, retirado do sítio da WOOZ.

Mistério! Dúvida! Inquietação! Afinal de contas, o que é esta matéria nova, repentinamente incluída na programação escolar, com o nome mutável de teatro, artes cênicas, improvisação teatral, expressão dramática?(…)
O “mistério” está na visão estereotipada de que teatro na educação é espetáculo. É claro que nenhum professor sente-se em condições de dirigir uma peça. Se não é montar algo, é, ludicamente, possibilitar que os alunos se expressem, fazer com que eles inventem a sua “história” e encontrem a melhor forma de mostrá-la a seus amigos (não precisa de platéia especial). Onde? Na descoberta do próprio espaço que a escola oferece (não precisa de nenhum palco). Sem material? Claro, com o material que os alunos descobrem na própria escola, nas imediações, trazem de casa. Quando? Sempre, porque toda atividade que é um jogo não tem data prévia para acontecer. E eu, o que faço? Olho o jogo espontâneo e o enriqueço, possibilitando outras alternativas, sem me preocupar em dar o meu enfoque. Pouco misterioso, não é? É só olhar as crianças na hora do recreio, na rua, para ver que elas estão sempre “brincando de teatro”. (…)

Shakespeare - a tragedia de Julio CesarDeixo uma sugestão e recomendação: revisitemos os clássicos, aprendamos com eles, divulguêmo-los porque eles, per si, demonstram, qual mágico espelho, a abjecção que os políticos deste governo preparam relativamente ao ensino artístico em Portugal.
As artes são tão necessárias para a educação e formação da identidade da Pessoa como as demais áreas do saber e do sentir, sendo que não será com enriquecimentos curriculares opcionais que algo se conseguirá, mas com a sua integração curricular.

A Tragédia de Júlio César - W. Shakespeare
uma co-produção São Luiz- Tetro Municipal / Teatro da Cornucópia

sinopse:
A Roma antiga do século I a.c. reinventada por Shakespeare. A vida política nas mãos de heróis de tragédia que são grandes como gigantes e humanos como nós.
A tragédia de Shakespeare fala de tirania, da cegueira do povo, das sangrentas lutas pelo poder, de vida privada e responsabilidade pública, de paz e de guerra, fala de política e da imensa tensão entre política e moral. Com estas peripécias de uma Roma antiga fantasiada pelo princípio do século XVII, devolve aos espectadores de hoje os jogos políticos de sempre, mas desenha uma visão do Homem e do poder político com valores que o nosso tempo já esqueceu.

Ficha artística:
Tradução: José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto e Luis Miguel Cintra
Encenação: Luis Miguel Cintra
Cenário e Figurinos: Cristina Reis
Desenho de luz: Daniel Worm dAssumpção
Música original: Vasco Mendonça
Interpretação: André Silva, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Edgar Morais, Filipe Costa,
Hugo Tourita, Ivo Alexandre, Joaquim Horta, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto,
Luis Miguel Cintra, Luís Lucas, Martim Pedroso, Pedro Lamas, Nuno Lopes, Nuno Gil,
Pedro Lacerda, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Tiago Matias, Teresa Sobral, Tónan Quito e
Vítor de Andrade
Músicos: Gonçalo Marques (trompete), Marco Santos (percussão), Nuno Costa
(guitarra)

Conforme o anunciado aí está, oficialmente, o sítio da TubarãoEsquilo.

Quase dois séculos, 2 séculos de política e políticos a defender o capital e sua livre circulação, como condição prima para o aparecimento de uma larga classe média, sustentáculo das nossas democracias representativas e da democracia!
Mas esse mal parido filho emancipou-se, dos progenitores não mais quer saber, porque descobriu que o meio em que melhor se dá e reproduz não é neste modelo ocidental, mas sim o do autoritarismo de um capitalismo que explora sem piedade a mão-de-obra.

A China cresceu 55% nas exportações durante o 1º semestre deste ano e prevê atingir o final do ano com um superavit da balança comercial de 120 a 130 mil milhões de dólares. (Le Monde)

O capital já não é sinónimo de empreendimento, de desenvolvimento, ele próprio de meio em objecto se tornou, assexuado, capaz de se reproduzir por si próprio. As democracias ocidentais (as mães) tornaram-se descartáveis e apenas delas se servirá enquanto elas conseguirem ter capacidade de intervir apenas e só enquanto consumidoras de bens produzidos sob o estigma da exploração humana.

Pour la première fois, la Chine a dépassé les États-Unis comme fournisseur de l’Union européenne en 2006. (…) Ses ventes ont atteint 191,5 milliards d’euros, devant celles des États-Unis qui n’ont représenté que 176,2 milliards. Les produits informatiques, la hi-fi et les télécoms ont été les trois premiers secteurs d’exportation chinoise devant l’électroménager et les vêtements. (…) Conséquence, le déficit commercial de l’UE vis-à-vis de la Chine s’est encore alourdi de 20 % l’année dernière pour atteindre 128,2 milliards. La Chine est ainsi le pays vis-à-vis duquel l’Europe affiche le plus fort déficit, loin devant celui de la Russie (65 milliards). (…) Cette dégradation du commerce extérieur de l’Union européenne ne semble pas sur le point d’être enrayée. En janvier, le déficit commercial de l’UE a atteint 26,2 milliards d’euros contre 9,4 milliards en décembre. (Le Figaro)

É um novo paradigma, uma emancipação não esplanada nas melhores sebentas ou manuais académicos, alheio a eles, alheio à liberdade, à mão invisível e adverso à liberdade - ele molda-se e dá-se bem na ditadura, seu novo e mais que adequado habitat.
Aqui há tempos falei da falta de negócio e do fim da liberdade; agora escrevo sobre o ocaso da União Europeia, uma congregação de burocratas idealistas que querem à força evoluir para uma união política quando a económica não conseguiram sedimentar!
O Banco Central Europeu, esse baluarte último, preocupa-se só, e apenas, com a atracção do capital agiota que com deferência acolhe e, sem o obrigar a empreender, lhe garante mais-valias fiduciárias inimagináveis em fundos de investimento sem rosto, que tudo vendem e compram e alienam com o maior desprezo pela sua fixação e pelo desenvolvimento do Homem.

Birdland, audição diária e frenética nos finais de 70 e princípios de 80, com o Eurico C. na memória (a quem dedico o post) que conseguia numa guitarra acústica, quase, quase, o cover perfeito da entrada do grande Pastorius, o expoente máximo do baixo eléctrico no período da fusão! Weather Report a melhor banda de fusão de sempre …, e para sempre.


Weather Report - Birdland ao vivo

inginheiro? Já pensaram bem nisso! O que será deste país se se provar que afinal o Primeiro Ministro não é inginheiro?
Nem quero pensar…

Demol foi um dos que bateu
BELGA FOI CAMPEÃO NO FC PORTO EM 1989/90

Stéphane Demol, ex-defesa central de qualidade (38 internacionalizações), ajudou o FC Porto a conquistar o título nacional na temporada 1989/90. Na altura, o agora adjunto da formação do seu país foi peça fulcral no conjunto azul e branco, participando em 31 jogos, nos quais assinou 11 golos, sendo de destacar os 2 conseguidos (na marcação de penáltis, uma especialidade), a 4 de Março, nas Antas, num clássico com o Sporting (3-2). (notícia do Record)

Este senhor, lamentavelmente, agrediu ontem um jornalista do Record, mas não sei, perante as notícias, se o terá feito na qualidade de representante da selecção belga, se na de energúmeno ou, pior ainda, na de ex-jogador do F. C. do Porto!

TubaraoEsquiloO website da TubarãoEsquilo, primeira rede de blogues portuguesa, será oficialmente lançada no próximo dia 27, terça-feira.
A rede conta já com cerca de 25 projectos editoriais, estando outros em perspectiva de breve lançamento. De momento estão, por ordem alfabéctica:

Adufe 4.0
Atlântico Expresso
Carreira da Ã?ndia
Capital Intelectual
Dados Pessoais
Diário Universal
Direito & Economia
Economia & Finanças
Get a (second) Life
Geoscópio
Granosalis
Low Cost (Portugal)
Magia de Papel
Marketing de Busca
Memória Virtual
Modus Vivendi
Na Web 2
Oldies and Goldies
Ponto Sapo
Portugal Geração Starup
Remixtures
Teknológico
Tomar
VideosAver
e este Ideias Soltas.

A todos os companheiros e ao Paulo Querido, autor do projecto e suporte de toda a rede TubarãoEsquilo, votos de sucesso nesta nova etapa blogosférica.

V Congresso SOPCOM A Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM) realiza o seu V Congresso, entre 6 e 8 de Setembro próximo, sob o tema Comunicação e Cidadania.
A organização será assegurada pela SOPCOM e pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, onde decorrerá o congresso, e as inscrições já estão abertas, decorrendo até 30 de Junho.
Para mais informações e/ou inscrições contactar directamente o sítio específico - SOPCOM.

Nada! Nem pio, nem do visado, nem dos seus assessores de imprensa, nem do ministro da Presidência, nem dos orgãos de comunicação social, nem do Presidente de todos os portugueses. Nada! Silêncio sepulcral sobre a pressão que José Sócrates terá exercido junto de Espanha para trocar Vigo por Badajoz para sede da União Europeia para a cooperação hispanolusa com intenção de prejudicar o Norte de Portugal que o El Pais editou e aqui fiz referência. Reponho:

El deseo del Ejecutivo portugués, presidido por José Sócrates, de desincentivar cualquier posible aspiración autonomista por parte de la Región Norte ha terminado por inclinar la balance del lado contrario a los intereses de Galicia.

Sobre o assunto ler Seremos todos Burros? de Alexandre Burmester no A Baixa do Porto.

Em certo Reino, à esquina do Planeta,
Onde nasceram meus Avós, meus Pais,
Há quatro lustros, viu a luz um poeta
Que melhor fora não a ver jamais.

Mal despontava para a vida inquieta,
Logo ao nascer, mataram-lhe os ideias,
À falsa-fé, numa traição abjecta,
Como os bandidos nas estradas reais!

E, embora eu seja descendente, um ramo
Dessa árvore de Heróis que, entre perigos
E guerras, se esforçaram pelo Ideal:

Nada me importas, País! seja meu Amo
O Carlos ou o Zé da T’ resa… Amigos,
Que desgraça nascer em Portugal!

António Nobre, Coimbra, 1889

Seis meses depois do maior incêndio de sempre no Parque Nacional da Peneda-Gerês ainda não há quaisquer sinais de reflorestação.
A15 de Agosto do ano passado, depois de dez dias de inferno nas serras do Soajo e da Peneda e já com as chamas apagadas, foram muitas as promessas, de ministros e deputados, de rápida reflorestação dos mais de cinco mil hectares ardidos em plena área de paisagem protegida.
Só que, mais de seis meses depois, ainda não há um sinal sequer de qualquer iniciativa de reflorestação. Aliás, ainda está por tirar metade da madeira queimada, o que está a causar ainda mais revolta nas populações, já que quanto mais tarde for tirada, mais baixo é o preço pago pelos madeireiros.
No entanto, tratando-se do maior incêndio de sempre na mais importante reserva ecológica nacional e que reduziu a cinzas a Mata do Ramiscal, que era uma das três áreas de reserva integral do Parque Nacional, criou-se a expectativa nas populações e nos autarcas locais de que, desta vez, iria ser mesmo elaborado e concretizado, com urgência, um plano de reflorestação, respeitando a diversidade arbórea, mas tentando apostar mais em folhosas do que em resinosas, já que são mais resistentes aos incêndios. Além disso, a área ardida foi visitada por deputados, ministros e até pelo Presidente da República.
Fonte do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) disse ao Correio da Manhã que “o problema é que o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) não tem dinheiro e o orçamento do parque, em 2007, para a reflorestação, não chega aos dez mil euros e já está comprometido em dois projectos em curso na Serra Amarela�. (ver fonte, Correio da Manhã de 21/02/2007)

A Associação para a Defesa do Património de Beja organiza um ciclo de workshops subordinados ao tema Percursos no Desenvolvimento, a ocorrerem na Pousada de S. Francisco, em Beja, entre Março e Julho.
A ADPB exorta os baixo-alentejanos a inscreverem-se para o email abaixo e participarem activamente neste ciclo. De todas as conferências que abaixo divulgo destaco a de Augusto Mateus, pessoa, geralmente, atenta, isenta da pressão de aparelhos partidários e incisiva na observação e reflexão.

Baixo Alentejo - percursos no desenvolvimento
Claude Monet - Effet de Brouillard
Monet - Le Parlement, effet de brouillard

O HVA do Desnorte faz um breve balanço da programação da Casa da Música desde Abril de 2005 para chegar à mesma conclusão que o Henrique Silveira, no Crítico, e eu também escrito - muito fraca a programação do 2º trimestre!

Antonio Lobo Antunes
Lobo Antunes - Prémio Pessoa 2007

Eduardo Pitta escreve, e bem, que toda a turbulência mediática em torno da não prorrogação do contrato de Pinamonti e a sua substituição, em regime pontual, por Christoph Dammann pelo mesmo preço, apesar de caricato, não passa de um fait divers, atendendo a que o nosso ‘enorme’ S. Carlos resume-se a uma gloriosa temporada de 5 óperas! De facto, longe vão os tempos em que o S. Carlos desceu ao Coliseu e, mais longe ainda, os tempos em que o S. Carlos produzia mais de 20 óperas por ano e fazia itinerância, apresentando, por exemplo, 7 a 9 óperas por ano no Porto!
O grave da situação, conforme escrevi, não é a substituição de Pinamonti, mas a criação de uma Empresa Pública Empresarial (E.P.E.), a OPART, para administrar conjuntamente o S. Carlos e a Companhia Nacional de Bailado, cujo conselho de administração (formado por 3 administradores executivos nomeados pelo Sr. Secretário de Estado da Cultura, mais os 2 directores artísticos em função não-executiva) estará impedido de administrar, de empreender, de gerir a sua equipa, uma vez que Mário Vieira de Carvalho reserva o direito de nomear, também directamente, os directores artísticos, não tendo estes de responder perante o mesmo conselho de administração!
Ora isto não é uma empresa, nem sequer pública! Que empresa é esta onde toda a administração e direcção artística é nomeada, destituída ou readmitida directamente por Sua Ex.ª o senhor Secretário de Estado da Cultura?
Isto é muito pouco transparente para não dizer que será um descarado embuste!

Tal como Henrique Granadeiro prognosticou a Telefonica está muito aflita após o núcleo de accionistas financeiros da PT afirmar em uníssono que ela deveria tirar as consequências de não votar com eles!
Já tirou e prova disso é o anúncio da compra da Endemol publicado no Guardian:

Spanish telecoms group Telefonica finally launched the £2bn sale of Big Brother producer Endemol today.
The formal announcement, which had been hotly anticipated for many weeks, is set to trigger a fiercely contested auction between the likes of Endemol co-founder John de Mol and recently departed chief operating officer Tom Barnicoat.
Telefonica has hired Lehman Brothers to advise on the process, which could see it sell part or all of its 75% shareholding.

A reestruturação orgânica do Ministério da Cultura (Decreto-Lei n.º 215/2006
de 27 de Outubro
) ao abrigo do prescrito no PRACE (resolução do Conselho de Ministros n.º 39 de 2006) levou, entre outras reorganizações, à criação de Empresas Públicas Empresariais (EPE’s) para gerir Equipamentos Culturais como o T.N.D. Maria II, como o T. N. S. João e como o novo Organismo de Produção Artística (OPART) (ver alínea c) do ponto 5 do artigo 26º do Dec. n.º 205) que ‘articula’ na mesma EPE o T.N. de S. Carlos e a Companhia Nacional de Bailado.
Há muito que pugno (e pugnarei) pela separação e clarificação entre a gestão, a direcção e a programação culturais, aproveitando a convergência de sinergias entre os gestores culturais, os directores artísticos e os programadores conforme se poderá deduzir pelo que fui escrevendo sobre o tema gestão cultural.
De facto, um dos principais problemas da cultura em Portugal foi, e é, termos artistas programadores, programadores gestores e, só talvez por mero acaso, não tenhamos visto ainda gestores a subir ao palco, muito embora também nesta classe possa haver (e há-os, seguramente) excelentes artistas…
Contudo, existe uma particularidade neste processo que, apesar de na nomenclatura conter o adjectivo empresarial, a forma como Mário Vieira de Carvalho gizou o OPART inviabiliza a tão necessária empresarialização da cultura por parte do Estado, ao prescrever que os directores artísticos não serão nomeados pelo Conselho de Administração (composto por 3 elementos executivos e dois não executivos que serão os respectivos directores artísticos), mas por despacho conjunto dos Ministério da Cultura e das Finanças!
Como? Como é que diz? Não, diz mais, pasme-se, afirma que o Conselho de administração do OPART não estará acima dos directores artísticos, mas a servi-los e vai aliviar os DA da carga das preocupações burocráticas do quotidiano! (DN de 26/01/2006 pags. 34 e 35)
Como? Mas que raio de empresa é esta? Para que irão servir 3 excelsas e executivas pessoas no conselho de administração? Isto é folclore e fumaceira; é uma brincadeira de mau gosto às empresasinhas e um rude golpe à empresarialização!

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A caça às cartas de condução portuguesas em Angola não vai abrandar, mesmo depois de Luís Amado ter dado conta de um acordo para breve entre Lisboa e Luanda, disse hoje uma fonte policial angolana. (Público)

Ao que parece Mantorras terá bem mais do que 6 milhões e meio de adeptos! Uma marca a explorar com investimento de muito baixo risco!

Mediae VoxConstituído em 2004, o Mediae Vox ensemble dedica-se à investigação e intrepretação da Música Medieval incluindo Canto Gregoriano, Hildegard Von Bingen e Polifonia Medieval, tendo as suas interpertações, por exclusivo suporte, os manuscritos e as notações originais. Os instrumentos que utiliza, nomeadamente a sanfona, são réplicas da época construídos por Mario Bugnoconto, Giordano Ceccottie e Otello Girardi.

Mediae Vox Ensemble

Formado por Ana Paula Almeida, Ana Carolina Figueiredo, Mónica Santos e Filipa Taipina assegurando, esta última, a investigação e a direcção musical, o MediaeVox ensemble entrará brevemente em estúdio para gravar o seu actual repertório, constituído por Canto Gregoriano e Hildegard Von Bingen (1098-1179).

ps: para mais informações ver o sítio do Mediae Vox ensemble.

O termo adiantado pelo André Moura e Cunha no In Absentia o qual adoptámos e fizemos eco não foi acolhido com grande entusiasmo pela blogosfera. É natural, a maioria dos autores vivem em Lisboa.
Mas será este crescente e castrador centralismo uma paranóia? Julgo que não e, pelos vistos até de fora vêem o que muitos por cá não querem ver, nomeadamente o El Pais, que a propósito do facto, já consumado, de Vigo perder para Badajoz a sede da União Europeia para a cooperação hispanolusa coloca em subtítulo: Solbes cede ante el Gobierno portugués, interesado en no alentar el autonomismo de Oporto.
Do desenvolvimento do artigo deixo alguns excertos:

Vigo no será, finalmente, la sede del secretariado técnico de la Unión Europea (UE) que debe gestionar los programas de cooperación transfronteriza entre España y Portugal entre 2007 y 2013, incluidos los que pongan en marcha Galicia y la Región Norte de Portugal.

Badajoz se ocupará también de la parte de ese dinero que corresponde a las iniciativas conjuntas entre Galicia y la Región Norte de Portugal y que fuentes de la Xunta sitúan entre los 80 y los 90 millones para todo el período.

(…) la decisión de los Gobiernos de Lisboa y Madrid no ha pesado exclusivamente el interés de Extremadura. El deseo del Ejecutivo portugués, presidido por José Sócrates, de desincentivar cualquier posible aspiración autonomista por parte de la Región Norte ha terminado por inclinar la balance del lado contrario a los intereses de Galicia.

E porquê? Por aquilo que todos sabem, que seria benéfico para a nação, para Portugal, mas que o centralismo de Lisboa, com medo do inevitável, com a certeza de perda de protagonismo, vem desde a adesão à CEE a protelar, a boicotar, a tudo obstar para que tal seja possível - a criação de uma região Norte de Portugal e a Galiza. Sou eu que o digo? Sim, sou, mas também o mesmo artigo do El Pais:

De hecho, la Xunta (de Galicia) tenía mucho interés en hacerse cargo de la gestión de los fondos a través de un nuevo instrumento comunitario, una Agrupación Europea de Cooperación Transfronteriza (AECT), que permitiría a la Región Norte dotarse de un organismo con personaldad jurídica propia, algo de lo que carece en el sistema constitucional portugués. La AECT permitiría a ambos territorios, protagonistas desde hace años de la cooperación a lo largo de la frontera, superar el estrecho marco de la Comunidad de Trabajo, dentro la cual habían venido situando sus iniciativas. La AECT permitiría además, según fuentes de la Xunta, consolidar la relación con el Norte de Portugal cuando se acaben los fondos europeos de cooperación al salvar definitivamente las dificultades derivadas de la naturaleza centralizada del Estado portugués.

Haja decoro e assuma-se que o atraso de todas as Nuts de Portugal em relação à de Lisboa e Vale do Tejo se deve única e exclusivamente à reacção histérica de todos os governos centrais desde Cavaco Silva, para impedir que o Noroeste da península se constitua em região reconhecida pela União Europeia, desde as campanhas de ostracização aos políticos do Norte que pelo seu bom desempenho sobressaíram da mediocridade, concomitante ao apoio a políticos nortenhos seguidistas dos aparelhos partidários, passando pela ‘trasladação’ de quase todas as sedes de empresas financeiras para Lisboa, lembrando o ridículo de um referendo sobre uma regionalização de Portugal em talhões cujo único objectivo foi o de inviabilizar o óbvio, sem esquecer a tonta opção por um aeroporto em Lisboa em detrimento de um no Porto (que faria com que o Porto fosse, em definitivo, a capital dessa futura região em detrimento de Vigo, Santiago e Corunha), sublinhando os sucessivos boicotes a todas as tentativas de Belmiro de Azevedo de adquirir empresas a privatizar só pelo facto de manter a sua sede no Norte e não precisar do Estado para nada (incluindo este nada surpreendente resultado da OPA sobre a PT), até à anedota de açambarcar para Lisboa a administração da Metro do Porto!
De tudo o centralismo tem feito, mas para quê? Em benefício de quem? De quase ninguém, aparentemente, a não ser de um punhado de clientelas partidárias que vêm dominando em proveito próprio este país… com apreciável gáudio da boçalidade das populações anti-nortenhas que vão a reboque de sentimentos futebolísticos!

Guilhermina SuggiaNa próxima 2ª feira, 12 de Março, às 18:30h no foyer do Teatro Nacional de S. Carlos, a Associação Guilhermina Suggia, em boa hora formada por Virgílio Marques, e a Antena 2 promovem uma conferência acerca da vida e obra da grande violoncelista portuguesa (1885-1950).
Serão conferencistas Anita Mercier, professora da Julliard School, que escreve a biografia, Guilhermina Suggia:The Life of a Cellist a editar em 2008 e Isabel Millet, escritora e filha de Isabel Cerqueira Millet, aluna e testamentária de Guilhermina Suggia, que está a escrever uma trilogia sobre a insigne violoncelista.
Paulo Gaio Lima, vencedor do Prémio Suggia no Porto em 1979, aluno de Madalena Sá e Costa, assegurará uma participação musical ao vivo.
Um programa a não perder com entrada gratuita.

Há obras que pela sua exigência técnica foram muitas vezes abordadas quase de forma circense, ou seja, vazias de conteúdo onde o intérprete dava lugar ao exibicionismo da sua técnica, como aconteceu, por exemplo, com diversos pianistas na abordagem à versão de Listz para piano de La Campanella de Paganini originalmente composta para violino.
No entanto, felizmente, há monstros que conseguem agarrar com naturalidade a tecnicidade da obra e com ela e através dela fazer música! É o que faz neste vídeo Evgeny Kissin. Curvemo-nos…, diante da arte…, da arte de quem domina a técnica e a coloca ao seu serviço… e ao nosso.