Não contava, essa é a verdade, mas foi com alegria que encomendei a edição de autor em papel e belíssima encadernação do Dragão, sob o título À Queima-Roupa, autor assumidissimamente anónimo do Dragoscópio, um dos blogues que mais prazer de leitura me dá, tanto pela excepcional qualidade da escrita como pelo conteúdo.
Diz o autor assim, retirado daqui:
tags: Blogosfera, blogs, Divulgação, Livros
3. Estamos a falar efectivamente de um livro; não de um desses blocos de folhas mal amanhadas e pior coladas, embrulhados a cartolina estampada, que a indústria despeja -quando não bolsa - pelos escaparates. É, de facto, um livro na acepção genuína do termo: são folhas devidamente cosidas e encadernadas - encadernação a pele de réptil (sintética, naturalmente; não desejaríamos contribuir para a extinção dos meus parentes terrestres, nem, consequentemente, tornarmo-nos alvos da ira das boas gentes ecologistas). Era, aliás, importante que a excelência do veículo compensasse da humildade da carga.
4. Custa a módica (e vergonhosa! infame!) quantia de 25€ (mais os portes de envio pelo correio, aproximadamente 2€, para Portugal Continental). Aproveito para afiançar que não tenciono ficar rico. Grande parte da receita reverte para o encadernador aqui do bairro, velho artesão que bem precisa.
5. É uma edição não industrial e não destinada ao grande público, mas ao escol da humanidade que são os leitores deste famigerado blogue. Ou seja, na matéria e na forma, o artigo é produto integral de mãos humanas e destina-se a seres humanos. Os semideuses ainda vão ter que esperar.
3. Estamos a falar efectivamente de um livro; não de um desses blocos de folhas mal amanhadas e pior coladas, embrulhados a cartolina estampada, que a indústria despeja -quando não bolsa - pelos escaparates. É, de facto, um livro na acepção genuína do termo: são folhas devidamente cosidas e encadernadas - encadernação a pele de réptil (sintética, naturalmente; não desejaríamos contribuir para a extinção dos meus parentes terrestres, nem, consequentemente, tornarmo-nos alvos da ira das boas gentes ecologistas). Era, aliás, importante que a excelência do veículo compensasse da humildade da carga.









Estou um bocado por fora dos blogs, como sabes, mas fico contentíssima com essa novidade! O Dragão é dos (muito poucos) tipos realmente brilhantes que andam por aqui e vou gostar imenso de ler/reler as coisas que escreve. Já fui ver como se encomendava. Obrigada, Carlos!
Um beijinho.
Olá, Cat, uff, ver-te já não é nada mau!
O Dragão, ora pois, nunca me passou pela cabeça que se editasse! Também já encomendei, é daqueles livros que não poderei passar sem o ter.
Beijinhos e saudades, é verdade!
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