Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo: Abril, 2007

A princesa Letizia, mulher do herdeiro da coroa espanhola, deu hoje à luz, em Madrid, a segunda filha do casal, que ocupará o terceiro lugar na linha de sucessão ao trono.
O anúncio foi feito através de uma mensagem telefónica enviada pela casa real espanhola às dezenas de jornalistas que esperavam à porta da clínica privada madrilena onde a princesa deu entrada ao início da tarde.
O nome da infanta ainda não é conhecido, um anúncio que deverá ser feito ao início da noite pelo príncipe Filipe das Astúrias, na primeira comunicação aos jornalistas.
De acordo com a imprensa espanhola, o parto foi assistido pela mesma equipa médica que acompanhou o nascimento da infanta Leonor, a primeira filha do casal, nascida a 31 de Outubro de 2005.

para ler o resto da notícia do Público clique aqui, assim neste sítio…, não, já foi, mais atrás…, onde o texto está azul, para ser mais preciso. Não a preto, é a azul (não confundir, p.f.)

Hoje, às 21:00, o canal Odisseia passará um documentário que inclui uma reportagem sobre o projecto Música nos Hospitais, inserido na série Odisseias: Eu Criança, dedicada a explorar o perfil de pessoas que todos os dias investem o seu tempo e esforço em melhorar carências à sua volta que ficaram desatendidas.
Os benefícios da arte e mais concretamente da música para a saúde estão longe de ser considerados prioritários pelos poderes, gestão hospitalar e técnicos de saúde, mas Victor Flusser, a partir do Centre de Formation de Musiciens Intervenants de l’Université Marc Bloch Strasbourg, vem desde há alguns anos a investir na formação de músicos para actuar nesses espaços, La Musique en Milieu de la Santé.
Por cá, apesar de não ser da sua responsabilidade, a Orquestra Metropolitana de Lisboa é parceira neste projecto de formação, disponibilizando o seu espaço para esta graduação profissional, estando já concluídos 2 cursos de Músicos nos Hospitais certificados pela Université Marc Bloch Strasbourg e formada uma associação: APMHIS - Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade.
Por razões que pouco interessam para aqui, acompanhei de perto este projecto e sua implementação em alguns (infelizmente muito poucos, ainda) serviços de pediatria e geriatria dos hospitais portugueses, sendo levado a divulgá-lo por acreditar que a música não é só entretenimento, nem prazer.
Recomendo vivamente este documentário sobre o que alguns músicos vêm fazendo já no nosso país - a bem da sáude e da música.

O concerto de hoje do Mediae Vox Ensemble na sala Diana do Palácio Nacional de Mafra será transmitido pela Antena 2, às 19:00h, inserido no programa Concerto Aberto.
O Mediae Vox Ensemble realizou o seu primeiro concerto a 15 de Setembro de 2005 no Convento de S. Paulo na Serra d’Ossa. Realizou concertos no Mosteiro de Santa Maria de Semede, Igreja de Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-Velha, Sé de Lamego e Igreja do Espírito Santo em Vila Viçosa. O grupo é constituído pelas cantoras Carolina Figueiredo, Manon Marques, Mónica Santos e Filipa Taipina que tem também a seu cargo a investigação e a direcção musical.

Programa:
Ave Sponsa et Mater
O Amor Místico na obra de Hildegard von Bingen

Partitura Medieval- Hino: Ave Maris Stella, Canto Gregoriano (Antiphonale Monasticum)
- Hino: Ave generosa, Hildegard von Bingen (1098-1179) (Wiesbaden, Landesbibl., Reisenberg Codex)
- Moteto: Ex semine, Perotin (Montpellier, Bibl. Fac. Medicin, MS H 196)
- Antífona: Cum erubuerint, Hildegard von Bingen (1098-1179) (Dendermond, St. Pieters & Paulusabdij Cod.9)
- Nobilis humilis, Anonyme des Orkneys, Sec. XII (Uppsala, University Lib, Codex223)
- Antífona: O frondens Virga, Hildegard von Bingen (1098-1179) (Dendermond, St. Pieters & Paulusabdij Cod.9)
- Prima Cedit Femina, Anonyme rhénan, sec. XIII (Bamberg, Staatbibl., Ms Lit. 115)
- Antífona: Hodie aperuit, Hildegard von Bingen (1098-1179)
(Dendermond, St. Pieters & Paulusabdij Cod.9)
- Ave mutter kuniginne/Ave mater, Oswald von Wolkenstein (1375-1457) (Innsbruck, Wolkensteinhandschrift B)

Instrumentos: Sanfona, Giordanno Ceccotti. Harpa, Mario Buonoconto.

a Comissão Teológica Internacional, que depende da Congregação para a Doutrina da Fé, declara-se convencida de que existem “sérias razões teológicas para crer que as crianças não baptizadas que morrem se salvarão e desfrutarão da visão de Deus” (via Público)

Impunha-se que o Vaticano decretasse que Deus não pode mandar as criancinhas para o limbo, senão como conciliar com a certeza da vida desde a concepção - fundamento da sua recusa à prática da interrupção voluntária da gravidez?
É bom ver que o Vaticano corrige alguma da porcaria doutrinária que foi produzindo durante 2 milénios, sempre em nome de Deus, é claro, mas graças a Deus que, seguramente, Deus nada tem a ver nem com a porcaria que a doutrina elaborou, nem com a que elabora, nem com a que se elaborará, sempre em Seu nome, claro!
Mas convém também lembrar que, em geral, a merda doutrinária ou ideológica raramente é assumida sem ser em nome de outrem: de Deus, do povo, do Homem, da raça, enfim do que estiver mais à mão, mas o odor, esse, é sempre o mesmo!

A propósito do Concerto de 6º feira no Palácio de Mafra do Mediae Vox Ensemble transcrevo um texto sobre o Amor Místico, gentilmente enviado pela autora, Filipa Taipina.

Ave Sponsa et Mater

O Amor Místico na obra de Hildegard von Bingen

O Amor foi sem dúvida um dos temas tratado de forma intensa no final da Idade Média. Abordado tanto no âmbito profano como religioso, adquiriu neste último a forma de Amor Místico.

Neste concerto o Mediae Vox Ensemble irá abordar o tema do Amor Místico maioritariamente através da obra musical e poética de Hildegard von Bingen. Monja e abadessa do convento beneditino de Disibondenberg e posteriormente fundadora e abadessa do convento de Rupertsburgo, a obra de Hildegard é um dos expoentes máximos deste tema.

Para Hildegard as virgens monjas são como esposas de Cristo. Invocamos-te agora, Esposo e consolador, que nos redimiste na cruz. Por teu sangue comprometidas, somos para Ti esposas, repudiando homem para te preferir a Ti, Filho de Deus.

Hildegard defende que a beleza e a graça feminina em si não são uma tentação diabólica. Santificadas pelos laços do matrimónio, a graça e a beleza são instrumentos de harmonia e fecundidade. Assim, tal como uma esposa pode e deve ornamentar-se para o seu esposo, também as esposas de Cristo o deverão fazer. Deste modo, encorajava as suas monjas a adornarem-se em determinados dias como princesas, oferecendo a Cristo a sua beleza em vez da sua penitência. Ó tão belos rostos. Em vós o Rei se deleitou quando vos conferiu todos os ornamentos celestes e vos transformou em jardim de delícias, com todos os perfumes inebriantes.

Também a Virgem Maria aos olhos de Hildegard não é tanto a mãe chorosa aos pés da cruz mas, uma mulher vestida de luz do sol, que triunfa sobre o velho dragão com um ceptro e diadema de dignidade real. Uma mulher bela e brilhante aos olhos de Deus. Quando o Pai do céu se deteve no brilho da Virgem, quis que nela encarnasse seu Filho.

Cristo aos olhos de Hildegard tem também algo de especial, não é um sofredor desarmado mas, que gera pathos poderoso, amante divino e uma espécie de herói das elegias anglo-saxónicas que ascende orgulhosamente à Cruz como se fosse um trono. Tu, fortíssimo leão, rompeste o céu para descer ao útero duma virgem e destruíste a morte para elevar à vida a cidade de ouro.

E difícil não exultar com a coragem desafiante de Hildegard aos costumes sombrios e à misoginia que a rodeavam. O seu conceito de comunidade feminina e a sua convicção de que as mulheres podem exercer poder de forma positiva, tornaram certamente a sua comunidade num dos locais mais fascinantes onde poderia ter vivido uma mulher dedicada à religião.

Filipa Taipina

25 de Abril - menino e cravo Sempre me interroguei por que razão os media gastam dezenas de horas a dar a palavra e a entrevistar políticos!?
Sei e tenho um enorme respeito por todos os que se baterem contra a ditadura, alguns com graves prejuízos familiares e até físicos, mas não esqueço que o 25 de Abril foi uma revolta de militares que queriam e conseguiram pôr termo à guerra do ultramar.
Sem estes homens, que demonstraram grande coragem, a democracia não teria chegado tão cedo, nem aos democratas teria sido entregue o poder político!
Neste dia a minha homenagem vai sempre e só para o MFA - Movimento das Forças Armadas.

Mediae VoxPor ocasião do lançamento do seu site o Mediae Vox Ensemble apresenta-se em concerto no próximo dia 27, 6ª feira, pelas 19:00h, na Sala Diana do Palácio Nacional de Mafra.

MediaeVox Ensemble

Apesar de já ter escrito atrás, recordo que o Mediae Vox Ensemble tem como objectivo o estudo e a interpretação da música sacra medieval. As suas interpretações têm exclusivamente por base e suporte os manuscritos e as notações originais. Nestes primeiros tempos, o Mediae Vox Ensemble tem-se dedicado à investigação do Feminino na música sacra medieval, sendo o seu repertório actual composto por Canto Gregoriano, Hildegard Von Bingen (1098 – 1179) e Polifonia Medieval.

Thinking Blogger AwardMais uma corrente das muitas que correm pela blogosfera para desenvolver a linkagem do pessoal.
No entanto, desta vez não posso deixar de me sentir honrado pela origem de semelhante aùórd - do Piotr Kropotkine e do Contradições.
Creiam-me sinceramente grato, mais pela amizade que nos liga e pela lembrança destas Ideias do que pelo aùórd.
Não ouso, no entanto, fazer a corrente pedida, endereça-lo a 5 blogues porque cometeria, seguramente, uma grande injustiça - leio muitos mais do que 5 e muitos considero os autores muito mais merecedores que eu. Limito-me, assim, a devolver aos autores Piotr Kropotkine e Contradições a honraria que me enviaram através dos seus blogues:
A Infelicidade ao Alcance de Todos;
Anarca Constipado;
Congeminações;
Conversational Realities - the Random Schizoid;
Insinuações.

É o mínimo, o mínimo que se poderia fazer por quem entrega o ouro ao bandido!
Quanto a Gorbatchov, esse, hum, não. A partir do momento que deixou claro que apenas pretendia uma evolução calma em direcção à democracia sem que a Rússia se desmantelasse, deixou de ter interesse, encarregando-se as máquinas de comunicação de o apagar da História recente.
A História, a verdadeira, a que se fará quando o tempo der tempo ao tempo, corrigirá através das fontes que não forem entretanto destruídas nem adulteradas!
Até lá, siga o mainstream

Dívida à banca em título de notícia no Público.
Eu sei (quem não sabe?) que a banca é, toda ela, muito bem gerida, mas sem este factor e se pagasse os impostos devidos como qualquer outra empresa, acho que os tais lucros nem sequer reflectiriam este maná!!!

Ora isto é que é importante! Veja-se um excerto da notícia da Rádio Voz da Planície:

Luís Pita Ameixa e Marcos Perestrello, deputados do PS eleitos por Beja, visitaram ontem Alqueva, reuniram com Castro e Brito e anunciaram que o Governo vai investir no Alentejo 960 milhões de euros, na construção do sistema de irrigação de Alqueva.

Esta boa nova deve ser enquadrada naquilo que o Francisco Nunes, muito ajuizadamente, sob o título Paradigma, escreveu:

Na Planície os planos brilhantes sucedem-se. Têm em comum uma coisa: o Glamour. Um aeroporto, uma plataforma chinesa para atulhar a Europa de bugigangas com taxas mais favoráveis, um hollywood europeu…
Por estas bandas já ninguém quer saber da agricultura… os estrangeiros que a façam!…

Neste Dia Mundial do Livro deixo estes quadros para reflexão:
Leitores em Portugal
(via Marktest)
Leitores por grupo etário
(via Marktest)

Para o livro isto interessa, aumento de 58% de leitores de livros na última década, atigindo os 3 milhões de leitores de livros em 2006, mas ficamos sem saber, neste estudo da Marktest, que livros são esses.

Não sendo especialista em análises nem densos comentários políticos, tenho para mim que esta tão parca abstenção é a resposta dos franceses, acima do demais, contra o perigo do nazismo, do racismo e da xenofobia que eles tinham permitido nas últimas eleições com a passagem de Le Pen à segunda volta.
Afinal, mesmo com os conhecidos problemas de uma imigração descontrolada, da guetização dos imigrantes, do crescimento da violência de grupos de excluídos e marginais, o valor da democracia europeia falou mais alto.
Se isto for verdade, estou muito satisfeito. Afinal, nestes novos tempos, os partidos do mainstream já não mobilizam ninguém, mas o espectro do horrendo passado nazi europeu fez tocar a rebate.
A educação pode ter tido um papel preponderante num país que coloca a História num plano muito elevado. A educação não pode ser só tecnologia e matemáticas! Nós precisamos de ir sendo feitos de tudo, também da língua, das humanidades, das artes, não só para sermos produtivos mas, mais precisamente, para sermos, em plenitude.

Faz hoje 25 anos que Pinto da Costa venceu as primeiras eleições para a presidência do F C do Porto.
Num momento conturbado da sua vida e defendendo eu que todos, sem excepção, devem prestar contas à justiça, não quero deixar de prestar a minha homenagem a quem desmontou um sistema de décadas onde apenas cabiam dois clubes, catapultando o F C do Porto para a ribalta do futebol mundial.
Com ou sem apito dourado, Pinto da Costa foi até agora um dirigente desportivo sem paralelo, conseguindo que o clube que dirige rivalize com os melhores do mundo, dotados de orçamentos 10 a 15 vezes superiores.
A justiça não pode ser unívoca nem sequer biunívoca - deve ser multilateral - sendo neste contexto que este post me pareceu apropriado.
Parabéns Sr. Pinto da Costa pelo que tem feito pelo F C do Porto!

Como é que Diane Schuur ainda é considerada uma cantora de segunda ou terceira escolha? Será por ter estado sempre inserida no kitsch da GRP? Ela não tem culpa, a sua voz e soul perdoam tudo.
Ouçam este blue, Reverend Lee, and let the soul enter inside you!

Dias da MusicaAnunciado o fim da Festa da Música por iniciativa de Mega Ferreira, uma parceria entre a Câmara de Lisboa e a UNICER permite os Dias da Música, dedicados ao piano, que decorrem este fim de semana.
Nesta iniciativa do Centro Cultural de Belém destaco a aposta em patrocínios privados e a programação que, se bem que à semelhança do que disse em relação à Casa da Música, sente-se, aqui e ali, uma tendência para a inclusão de amigos, traz alguns excelentes pianistas que, se pudesse, tentaria não perder:

portugueses:
Maria João Pires, Artur Pizarro, António Rosado, Miguel Henriques, Miguel Borges Coelho, Bernardo Sassetti.

estrangeiros:
Pascal Rogé, Piotr Anderszewski, Elena Rozanova, Valentina Igoshina, Ami Hakuno.

O Festival Internacional de Música do Algarve (FIMA 2007) elevou o nível organizacional deste tipo de eventos em Portugal. De facto, desde a programação, à conjugação de co-organizadores, apoios, media partners e patrocínios com uma forte aposta da respectiva Região de Turismo, passando pela divulgação, nos media e online, demonstram um profissionalismo difícil de igualar mesmo em regiões mais habituadas a estas andanças.
Destacar algo do programa não é fácil, mas arrisco a chamar a atenção para as presenças de António Rosado, da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Viena e dos Virtuosos de São Petersburgo, em especial para a interpretação do Quarteto para Piano em Sol menor, Op. 25 de Brahms, da Suite Italiana de Stravinsky e do Trio para Piano No.2 em Mi menor, Op. 67 de Schostakovitch.
O Algarve está de parabéns e muito bom seria que outras regiões tivessem a humildade de, se é que não sabem, aprender a fazer, porque estas coisas antes de se chegar à fase da programação cultural tem por sustentáculo outro know how, a gestão cultural, imprescindível para que tudo funcione, desde a programação, à gestão de recursos, à formação de equipas, à angariação de patrocínios, ao envolvimento de co-organizadores, à divulgação, à recepção do público, enfim, a tudo o que à administração diz respeito, de modo a que a direcção artística ou programação possa dedicar-se, em plenitude, àquilo que sabe fazer.

A prática da pena de morte no Iraque cresceu rapidamente desde que voltou a ser introduzida em 2004, o que levou o país a ter actualmente a quarta maior taxa de execuções do mundo, indicou hoje a Amnistia Internacional. (via Diário Digital)

Dá-me ideia que, em calhando, os senhores da Amnistia Internacional não percebem nada de democracia! Então eles não sabem que foi o tirano ditador Saddam, que aboliu a pena de morte e que foi a democracia que voltou a instaurá-la?
A conselho de quem, isso agora é que não sei…

Atrás divulguei a passagem do ‘In Jazz - Jazz em Português’ por Beja, agora volto para chamar a atenção para a presença do Sexteto de Mário Barreiros e do João Paulo Esteves da Silva a solo na sua passagem por Évora nos próximos dias 28 de Abril e 1 de Maio, no Teatro Garcia de Resende, para além do programa que veio a Beja.
A não perder:

28 de Abril:
Mário Barreiros - bateria
Mário Santos - saxofone tenor
José Luís Rego - saxofone alto
José Pedro Coelho - saxofones tenor e soprano
Pedro Guedes - piano
Pedro Barreiros - contrabaixo

1 de Maio:
João Paulo a solo no piano

Quem como eu gosta de música e teve digestões difíceis aquando da passagem dos Lp’s para os CD’s, destes para o MP3, preparem-se porque a Web 2.0 (a net em rede ou net social) dará muito brevemente a estocada final no mercado de CD’s.
De há uns anos a esta parte a conjugação entre a facilidade de downloads de música e sua partilha, o incremento da qualidade das conversões para MP3 e a massificação dos leitores portáteis (geração iPod) vem causando sérios danos à venda de CD’s e, consequentemente, à sustentabilidade das editoras. Muitos auguraram o pior, o fim do negócio da música, a falência das editoras e dos músicos, mas nestas coisas de futurologia convém ter algumas cautelas sob pena de o tempo se encarregar de reduzir a pó as mais brilhantes teses e afins.
The Do Band Em boa verdade, conforme Paulo Gomes escreveu e aqui transcrevi, se parece agora certo que as editoras serão muito mais selectivas, reservando as suas iniciativas a mercados muito mais vastos (atente-se nas fusões a nível mundial), a verdade é que dá ideia de que os músicos começam a agarrar uma nova oportunidade de negócio, via internet, criando os seus próprios espaços para divulgação dos seus trabalhos através de um bom marketing de rede (social web) - começam por colocar a sua música, divulgá-la pelos seus social bookmarks, permitir alguns downloads gratuitos e outros a muito baixo custo, conseguindo medir, com um grau de risco muito mais reduzido, a receptividade do consumidor e, claro, a viabilidade de eles próprios de produzirem e editarem.Ishkur
Um caso muito recente da aplicação desta técnica com bons resultados é a dos The DO (o “o” é traçado como o zero), um duo formado pela finlandesa Olivia B. Merilahti (voz e guitarra) e Dan Levy (multi-instrumentista) que poderão ser os pioneiros da pop music de sucesso nascida na net, veja-se o sucesso do seu myspace, com temas já sacados pelos media ingleses e norte-americanos, radiodifundidos e incluídos nos top 20 como The Bridge is Broken e Song for Lovers.
Paulo GomesNoutros géneros musicais e em Portugal também o caminho parece começar a ser desbravado: no Jazz, Paulo Gomes, por exemplo, já aposta mais no seu myspace do que no seu próprio site; no Black Metal o Ishkur tem uma experiência em rede bem vigorosa através de uma interligação estreita entre o seu myspace, o seu Hi5, o last-fm e o seu site!
Os novos tempos da WEB 2.0, da social web, onde a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva (Tim O’Reilly traduzido para a Wikipédia em português) poderá, afinal, revelar-se amiga dos músicos ao revelar-se como o principal canal de distribuição da música, mas muito dura para com os intermediários e editores.
É curioso constatar que enquanto a blogosfera e os media, editados, em geral, por um grupo etário mais elevado, ainda debatem e rebatem as virtualidades da Web 2.0, os mais jovens, seja através dos grupos, do myspace, do hi5, da last.fm ou do Spaces Live, movem-se e intercomunicam já com naturalidade e sem perda de tempo em considerações teóricas na Social Web!
Uma questão geracional? Não sei! Certo estou é de que os marketeers terão muito que fazer para se adaptarem aos novos e poderosos canais de distribuição que a net proporciona.

Se nos EEUU não há coragem política para desarmar a população e proibir o porte de armas ao menos, atendendo ao fumo que as armas de fogo produzem, poderiam proibir disparos em recintos fechados!
Dar uns tiros nuns gajos, porra, ainda vá que não vá, agora inalar o fumo dos disparos essa é que não é admissível! Deveriam ser obrigados a vir dar os tiros para a rua e, quem sabe, se no entretanto fumassem um cigarrito poderia ser que lhes passasse a ideia!

Bugatti Veyron 16.4

Vejam os 1001 cv em acção no vídeo promocional:


pedida e respondida há tempos a Luís Carmelo foi editada hoje no Miniscente.

O escudo num braço…, mas com a espada do nosso Afonso na outra, deveria ser esmagadora, a maioria!
ps: título retirado do Público.

Não resisto a transcrever na íntegra esta divagação da Luna no Crónicas das Horas Perdidas:

A burrice é como o cancro, absolutamente democrática, distribui-se igualmente sem olhar a classes. Já a ignorância é como a tuberculose, ataca quem come pouco.

ler e reler este texto cruzado, separado apenas pelo Tejo, da Teresa Cascudo, que nos fala, como músico, como assistente e de como vê a falta de gestão cultural, gerência, nas suas palavras, no que às artes diz respeito.

A Gibson, juntamente com Fender, não precisa de apresentação como marca de prestígio no mercado de guitarras eléctricas. No entanto, por ter sido a última a abandonar o fabrico artesanal, distribuído mais mais de uma centena de luthiers, a sua qualidade desceu a tal ponto, nos anos 90, que mais de metade dos seus produtos eram devolvidos.
Vai a marca para a praça sendo comprada por um investidor pouco interessado em guitarras e nada conhecedor que, ávido de um rápido retorno do investimento, desatou a lançar modelos novos em linha de fabrico, quase destruíndo o prestígio que veio sendo arduamente angariado desde 1902.
Rapidamente o agiota aliena o pouco que ainda restava e a Gibson vai novamente parar a mãos de quem ama o que faz em 1999, embora já sem fabrico artesanal.
A verdade é que os modelos novos lançados pelo anterior accionista pouca procura têm, mas a Les Paul, esta,

Gibson Les Paul Standard

regressou em Março Passado ao top de vendas mundial.
Hoje a Gibson americana está instalada em duas unidades fabris, a do Nashville especializada na electrónica e a de Bozeman dedicada à acústica onde, pelo ar ser mais seco, tratam das madeiras.
Há bens de consumo que fintam os marketeers - apenas precisam que as deixem seguir um ciclo de vida autónomo pois fazem parte do imaginário colectivo.
Vivam as Les Paul da Gibson!

Já levámos com 24 horas deste enredo em todas as novelas jornalísticas! Será isto motivo de notícia tendo ocorrido nos EEUU?
Notícia seria, porque fora do vulgar, se o indivíduo se suicidasse primeiro e desatasse aos tiros depois…, ou se o Presidente declarasse que, por este motivo e todos os outros anteriores, desarmaria a população e restringiria drasticamente a venda e licença de porte de armas!

Também a jogar com as reservas que esperaria o Jorge Costa!

A Sónia A. no Tónica Dominante atirou com o vídeo que abaixo edito, perfeitamente extasiada com Grigory Sokolov que tinha acabado de ouvir na Casa da Música. (ver o que HVA escreveu sobre o Concerto)
Saber quem é o melhor panista do mundo é coisa que todos vamos sentindo com vários pianstas no caminho da vida, em moods dversas e dependendo da forma como sentimos a interpretação de determinada obra. No entanto, a interpretação deste Tic-Tac_chock é perfeitamente inverosímel pela perfeita aliança ente a técnica exigível e a musicalidade que emana. Uma pérola!
Aconselho, aos mais devotos, ajoelhar solenemente antes de ouvir, por favor…