A princesa Letizia, mulher do herdeiro da coroa espanhola, deu hoje à luz, em Madrid, a segunda filha do casal, que ocupará o terceiro lugar na linha de sucessão ao trono.
O anúncio foi feito através de uma mensagem telefónica enviada pela casa real espanhola às dezenas de jornalistas que esperavam à porta da clínica privada madrilena onde a princesa deu entrada ao início da tarde.
O nome da infanta ainda não é conhecido, um anúncio que deverá ser feito ao início da noite pelo príncipe Filipe das Astúrias, na primeira comunicação aos jornalistas.
De acordo com a imprensa espanhola, o parto foi assistido pela mesma equipa médica que acompanhou o nascimento da infanta Leonor, a primeira filha do casal, nascida a 31 de Outubro de 2005.
para ler o resto da notícia do Público clique aqui, assim neste sítio…, não, já foi, mais atrás…, onde o texto está azul, para ser mais preciso. Não a preto, é a azul (não confundir, p.f.)
Hoje, às 21:00, o canal Odisseia passará um documentário que inclui uma reportagem sobre o projecto Música nos Hospitais, inserido na série Odisseias: Eu Criança, dedicada a explorar o perfil de pessoas que todos os dias investem o seu tempo e esforço em melhorar carências à sua volta que ficaram desatendidas.
Os benefícios da arte e mais concretamente da música para a saúde estão longe de ser considerados prioritários pelos poderes, gestão hospitalar e técnicos de saúde, mas Victor Flusser, a partir do Centre de Formation de Musiciens Intervenants de l’Université Marc Bloch Strasbourg, vem desde há alguns anos a investir na formação de músicos para actuar nesses espaços, La Musique en Milieu de la Santé.
Por cá, apesar de não ser da sua responsabilidade, a Orquestra Metropolitana de Lisboa é parceira neste projecto de formação, disponibilizando o seu espaço para esta graduação profissional, estando já concluídos 2 cursos de Músicos nos Hospitais certificados pela Université Marc Bloch Strasbourg e formada uma associação: APMHIS – Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade.
Por razões que pouco interessam para aqui, acompanhei de perto este projecto e sua implementação em alguns (infelizmente muito poucos, ainda) serviços de pediatria e geriatria dos hospitais portugueses, sendo levado a divulgá-lo por acreditar que a música não é só entretenimento, nem prazer.
Recomendo vivamente este documentário sobre o que alguns músicos vêm fazendo já no nosso país – a bem da sáude e da música.
O concerto de hoje do Mediae Vox Ensemble na sala Diana do Palácio Nacional de Mafra será transmitido pela Antena 2, às 19:00h, inserido no programa Concerto Aberto.
O Mediae Vox Ensemble realizou o seu primeiro concerto a 15 de Setembro de 2005 no Convento de S. Paulo na Serra d’Ossa. Realizou concertos no Mosteiro de Santa Maria de Semede, Igreja de Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-Velha, Sé de Lamego e Igreja do Espírito Santo em Vila Viçosa. O grupo é constituído pelas cantoras Carolina Figueiredo, Manon Marques, Mónica Santos e Filipa Taipina que tem também a seu cargo a investigação e a direcção musical.
Programa:
Ave Sponsa et Mater
O Amor Místico na obra de Hildegard von Bingen
- Hino: Ave Maris Stella, Canto Gregoriano (Antiphonale Monasticum)
- Hino: Ave generosa, Hildegard von Bingen (1098-1179) (Wiesbaden, Landesbibl., Reisenberg Codex)
- Moteto: Ex semine, Perotin (Montpellier, Bibl. Fac. Medicin, MS H 196)
- Antífona: Cum erubuerint, Hildegard von Bingen (1098-1179) (Dendermond, St. Pieters & Paulusabdij Cod.9)
- Nobilis humilis, Anonyme des Orkneys, Sec. XII (Uppsala, University Lib, Codex223)
- Antífona: O frondens Virga, Hildegard von Bingen (1098-1179) (Dendermond, St. Pieters & Paulusabdij Cod.9)
- Prima Cedit Femina, Anonyme rhénan, sec. XIII (Bamberg, Staatbibl., Ms Lit. 115)
- Antífona: Hodie aperuit, Hildegard von Bingen (1098-1179)
(Dendermond, St. Pieters & Paulusabdij Cod.9)
- Ave mutter kuniginne/Ave mater, Oswald von Wolkenstein (1375-1457) (Innsbruck, Wolkensteinhandschrift B)
Instrumentos: Sanfona, Giordanno Ceccotti. Harpa, Mario Buonoconto.
a Comissão Teológica Internacional, que depende da Congregação para a Doutrina da Fé, declara-se convencida de que existem “sérias razões teológicas para crer que as crianças não baptizadas que morrem se salvarão e desfrutarão da visão de Deus” (via Público)
Impunha-se que o Vaticano decretasse que Deus não pode mandar as criancinhas para o limbo, senão como conciliar com a certeza da vida desde a concepção – fundamento da sua recusa à prática da interrupção voluntária da gravidez?
É bom ver que o Vaticano corrige alguma da porcaria doutrinária que foi produzindo durante 2 milénios, sempre em nome de Deus, é claro, mas graças a Deus que, seguramente, Deus nada tem a ver nem com a porcaria que a doutrina elaborou, nem com a que elabora, nem com a que se elaborará, sempre em Seu nome, claro!
Mas convém também lembrar que, em geral, a merda doutrinária ou ideológica raramente é assumida sem ser em nome de outrem: de Deus, do povo, do Homem, da raça, enfim do que estiver mais à mão, mas o odor, esse, é sempre o mesmo!
A propósito do Concerto de 6º feira no Palácio de Mafra do Mediae Vox Ensemble transcrevo um texto sobre o Amor Místico, gentilmente enviado pela autora, Filipa Taipina.
Ave Sponsa et Mater
O Amor Místico na obra de Hildegard von Bingen
O Amor foi sem dúvida um dos temas tratado de forma intensa no final da Idade Média. Abordado tanto no âmbito profano como religioso, adquiriu neste último a forma de Amor Místico.
Neste concerto o Mediae Vox Ensemble irá abordar o tema do Amor Místico maioritariamente através da obra musical e poética de Hildegard von Bingen. Monja e abadessa do convento beneditino de Disibondenberg e posteriormente fundadora e abadessa do convento de Rupertsburgo, a obra de Hildegard é um dos expoentes máximos deste tema.
Para Hildegard as virgens monjas são como esposas de Cristo. Invocamos-te agora, Esposo e consolador, que nos redimiste na cruz. Por teu sangue comprometidas, somos para Ti esposas, repudiando homem para te preferir a Ti, Filho de Deus.
Hildegard defende que a beleza e a graça feminina em si não são uma tentação diabólica. Santificadas pelos laços do matrimónio, a graça e a beleza são instrumentos de harmonia e fecundidade. Assim, tal como uma esposa pode e deve ornamentar-se para o seu esposo, também as esposas de Cristo o deverão fazer. Deste modo, encorajava as suas monjas a adornarem-se em determinados dias como princesas, oferecendo a Cristo a sua beleza em vez da sua penitência. Ó tão belos rostos. Em vós o Rei se deleitou quando vos conferiu todos os ornamentos celestes e vos transformou em jardim de delícias, com todos os perfumes inebriantes.
Também a Virgem Maria aos olhos de Hildegard não é tanto a mãe chorosa aos pés da cruz mas, uma mulher vestida de luz do sol, que triunfa sobre o velho dragão com um ceptro e diadema de dignidade real. Uma mulher bela e brilhante aos olhos de Deus. Quando o Pai do céu se deteve no brilho da Virgem, quis que nela encarnasse seu Filho.
Cristo aos olhos de Hildegard tem também algo de especial, não é um sofredor desarmado mas, que gera pathos poderoso, amante divino e uma espécie de herói das elegias anglo-saxónicas que ascende orgulhosamente à Cruz como se fosse um trono. Tu, fortíssimo leão, rompeste o céu para descer ao útero duma virgem e destruíste a morte para elevar à vida a cidade de ouro.
E difícil não exultar com a coragem desafiante de Hildegard aos costumes sombrios e à misoginia que a rodeavam. O seu conceito de comunidade feminina e a sua convicção de que as mulheres podem exercer poder de forma positiva, tornaram certamente a sua comunidade num dos locais mais fascinantes onde poderia ter vivido uma mulher dedicada à religião.
Filipa Taipina
Sempre me interroguei por que razão os media gastam dezenas de horas a dar a palavra e a entrevistar políticos!?
Sei e tenho um enorme respeito por todos os que se baterem contra a ditadura, alguns com graves prejuízos familiares e até físicos, mas não esqueço que o 25 de Abril foi uma revolta de militares que queriam e conseguiram pôr termo à guerra do ultramar.
Sem estes homens, que demonstraram grande coragem, a democracia não teria chegado tão cedo, nem aos democratas teria sido entregue o poder político!
Neste dia a minha homenagem vai sempre e só para o MFA – Movimento das Forças Armadas.
Por ocasião do lançamento do seu site o Mediae Vox Ensemble apresenta-se em concerto no próximo dia 27, 6ª feira, pelas 19:00h, na Sala Diana do Palácio Nacional de Mafra.
Apesar de já ter escrito atrás, recordo que o Mediae Vox Ensemble tem como objectivo o estudo e a interpretação da música sacra medieval. As suas interpretações têm exclusivamente por base e suporte os manuscritos e as notações originais. Nestes primeiros tempos, o Mediae Vox Ensemble tem-se dedicado à investigação do Feminino na música sacra medieval, sendo o seu repertório actual composto por Canto Gregoriano, Hildegard Von Bingen (1098 – 1179) e Polifonia Medieval.
Mais uma corrente das muitas que correm pela blogosfera para desenvolver a linkagem do pessoal.
No entanto, desta vez não posso deixar de me sentir honrado pela origem de semelhante aùórd – do Piotr Kropotkine e do Contradições.
Creiam-me sinceramente grato, mais pela amizade que nos liga e pela lembrança destas Ideias do que pelo aùórd.
Não ouso, no entanto, fazer a corrente pedida, endereça-lo a 5 blogues porque cometeria, seguramente, uma grande injustiça – leio muitos mais do que 5 e muitos considero os autores muito mais merecedores que eu. Limito-me, assim, a devolver aos autores Piotr Kropotkine e Contradições a honraria que me enviaram através dos seus blogues:
A Infelicidade ao Alcance de Todos;
Anarca Constipado;
Congeminações;
Conversational Realities – the Random Schizoid;
Insinuações.
É o mínimo, o mínimo que se poderia fazer por quem entrega o ouro ao bandido!
Quanto a Gorbatchov, esse, hum, não. A partir do momento que deixou claro que apenas pretendia uma evolução calma em direcção à democracia sem que a Rússia se desmantelasse, deixou de ter interesse, encarregando-se as máquinas de comunicação de o apagar da História recente.
A História, a verdadeira, a que se fará quando o tempo der tempo ao tempo, corrigirá através das fontes que não forem entretanto destruídas nem adulteradas!
Até lá, siga o mainstream…
Dívida à banca em título de notícia no Público.
Eu sei (quem não sabe?) que a banca é, toda ela, muito bem gerida, mas sem este factor e se pagasse os impostos devidos como qualquer outra empresa, acho que os tais lucros nem sequer reflectiriam este maná!!!






















