Hoje, às 21:00, o canal Odisseia passará um documentário que inclui uma reportagem sobre o projecto Música nos Hospitais, inserido na série Odisseias: Eu Criança, dedicada a explorar o perfil de pessoas que todos os dias investem o seu tempo e esforço em melhorar carências à sua volta que ficaram desatendidas.
Os benefícios da arte e mais concretamente da música para a saúde estão longe de ser considerados prioritários pelos poderes, gestão hospitalar e técnicos de saúde, mas Victor Flusser, a partir do Centre de Formation de Musiciens Intervenants de l’Université Marc Bloch Strasbourg, vem desde há alguns anos a investir na formação de músicos para actuar nesses espaços, La Musique en Milieu de la Santé.
Por cá, apesar de não ser da sua responsabilidade, a Orquestra Metropolitana de Lisboa é parceira neste projecto de formação, disponibilizando o seu espaço para esta graduação profissional, estando já concluídos 2 cursos de Músicos nos Hospitais certificados pela Université Marc Bloch Strasbourg e formada uma associação: APMHIS – Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade.
Por razões que pouco interessam para aqui, acompanhei de perto este projecto e sua implementação em alguns (infelizmente muito poucos, ainda) serviços de pediatria e geriatria dos hospitais portugueses, sendo levado a divulgá-lo por acreditar que a música não é só entretenimento, nem prazer.
Recomendo vivamente este documentário sobre o que alguns músicos vêm fazendo já no nosso país – a bem da sáude e da música.


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10 Respostas to “Música nos Hospitais – canal Odisseia”

Comentários (9) Pingbacks (1)
  1. Muito obrigado, Ana. Já refiz os links a partir da indicação.

  2. cristina diz:

    muito interessante e fundamental para o bem estar de quem se encontra num ambiente naturalmente tenso e por vezes (conforme a doença) depressivo.

    já se usa a musica em varios locais dos hospitais, principalmente nas salas de quimioterapia.

    bjinho

  3. Carlos a.a. diz:

    Já agora, Cristina, a música, nas salas de quimioterapia de que falas, é ao vivo ou gravada?
    Bjinho

  4. ana diz:

    quimioterapia (hospital de dia) nos hospitais de setúbal e do barreiro

  5. Carlos a.a. diz:

    Ora aí está, Ana! Obrigado. A ver se a Cristina Vieira conhece mais porque dá-me ideia de que haverá também música gravada noutros locais, mas não é a mesma coisa.

  6. cristina diz:

    gravada, ou melhor, geralmente estações de rádio que dão música variada. isto porque os doentes não podem ouvir repetidamente uma música por causa do reflexo condicionado…. em alguns sitios onde isso aconteceu (tipo usar sempre o mesmo disco), os doentes onde quer que a ouvissem vomitavam…:(

    neste aspecto a radio acaba por oferecer mais variação…

    beijocas

  7. Carlos a.a. diz:

    Ora aí está mais uma resposta, bem humorada e tudo.
    Música é música e, pelos vistos, desde que não seja sempre a mesma, é recomendável.
    No entanto, o contacto com músicos formados para lidar com diverso tipo de doentes e com repertório seleccionado poderá, seguramente, proporcionar maiores benefícios, quanto mais não fosse pela proximidade e interactividade.
    Obrigado pelas ajudas das senhoras especialistas, cada uma no seu ramo.

  8. cristina diz:

    é mesmo verdade!!
    ele contam isso, a musica ficava associada ao momento, ao efeitos secundarios da terapeutica e à doença, o que desencadeava os mesmos reflexos..

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