A propósito deste post a Alice Valente deixou um comentário que transcrevo, onde aborda alguns espartilhos mentais que jazem desde oitocentos no conceito de evolução.

«EVOLUIR!
É isso mesmo, evoluir! E evoluímos para um qualquer forma de estarmos todos bem, será sempre, sempre nesse sentido.
E não se confunda evolução natural com progresso.
É que progredir poderá ser no mau sentido e até anti-natural, quando associado à competitividade no tirar (roubar e matar) a ocupar o espaço dos outros e mesmo assim, a evolução continuará também aí a reagir e com toda a certeza irá igualmente corrigir essa progressiva forma de mal se estar. E isso não há dúvidas! Temos muitos exemplos para olhar na História da Humanidade…
É que a evolução acontece, porque existe uma ordem-natural e evolutiva das coisas, dos seres! E por seres que somos com Sentir e Pensar precisamos da Educação e da Cultura para nos sociabilizarmos a estarmos bem uns com os outros. Os outros seres também evoluem, mas esses sem necessidade de Educação e Cultura e todos até sabemos porquê.
Mas há uma certeza que me acalma, é que toda a ciência, os cientistas e a cienticidade já vão presentemente assumindo, que a evolução não contempla a obrigação, o obrigatório e a competitividade, a evolução assiste-nos sim mas pelo que é singular e único. Isto é, a evolução é como que uma perfeita e musicada sintonia universal e que comunica com todos os corpos no que é o Ser em sua Natureza. Se nos conciliarmos com este estar evolutivo de sermos, com certeza que a Educação e a Cultura terão um papel crucial para que a aprendizagem se efectue harmoniosamente, mas de uma forma intuitiva e evolutiva, mas sempre apartado de qualquer conceito formatado em lutas hostis das rivalidades competitivas que só geram sofrimento, doença e destruição.»

Alice Valente


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