É por estas e por outras que não consigo delimitar com regulada precisão a diferença entre entretenimento, arte e cultura, embora na sua presença seja mais fácil colocar o devido rótulo!


excerto da Rapsódia Húngara n. 2 de Liszt a 4 mãos por Victor Borge e convidado

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14 Respostas to “A Arte do Entretenimento”

Comentários (13) Pingbacks (1)
  1. Gi diz:

    Não estou muito preocupada em rotular o que quer que seja. Se até com as palavras a brincar se dizem coisas sérias porque não na música?
    Tudo isto é arte, tudo isto é cultura. Curiosamente hoje, em final de dia, também coloquei algo idêntico :) . Coloquei na etiqueta, arte, dança, humor. O humor pode ser a cura de muitos males até a falta de gente nas salas de espectáculo …

    Já agora… Este mês começa o Festival Sementes em Almada uma mostra Internacional de artes para gente miúda, iniciativa esta levada a cabo pelo Teatro Extremo, todos os anos desde há 12 anos.

    De pequenino é que se começa a incentivar o gosto pela arte, pela cultura .

    Beijinho e bom fim de semana

    P.S. vou ficar com o endereço deste vídeo para o colocar no meu. Depois darei os devidos créditos :)

  2. Carlos a.a. diz:

    Os rótulos não deveriam ser preocupação para ninguém, mas a precisão de conceitos é necessária, estimada Gi. É que, como muito bem diz, até o humor pode ter um conteúdo artístico e mesmo pedagógico!
    Daí que o importante, permita que sublinhe, é De pequenino é que se começa a incentivar o gosto pela arte, pela cultura para que aprendamos a entretermo-nos emocional e racionalmente com as artes mais complexas e, por outro lado, não nos deixarmos enganar com muitos eventos, artefactos ou livros que, sob o rótulo de cultura, literatura ou arte, são um autêntico embuste!

    Devidos créditos? Ò Gi, agradeço, é claro, mas o que interessa é a interactividade sã que a blogosfera proporciona sem essa coisa de direitos pessoais reservados, apenas transmissíveis por alienação.

    Obrigado pelo comentário e bom fim de semana.

  3. wind diz:

    Tenho de concordar com o Carlos quando escreve que de pequenino é que se começa a incentivar o gosto pela arte.
    Tenho esse exemplo em mim, dado pelo meu pai.
    Desde muito nova até ele morrer, levou-me a tudo o que era ballet, ópera, pintura na Gulbenkian, ouvia-se muita música em casa…
    Isso ficou-me até hoje.

  4. wind diz:

    Perdão a frase é da Gi :)

  5. isabel victor diz:

    :-) ))))))))))))))))))))))))

    Que Maravilha !!!!!!!!!!!!!

    Ri-me tanto …

    Exímio

    Obrigada :-)

  6. rui diz:

    Caro Carlos,

    Isto é um “déjà vu”. foi com este mesmo tema que comecei a deixar comentários no Ideias Soltas…
    Para mim Cultura é tudo. O entretenimento pode ser arte ou não e a arte pode (e deve) ter entretenimento.
    Cada vez mais acho que o conceito de arte é determinado por cada um. Por isso, quem nunca teve educação artística dificilmente vai ter sensibilidade de compreender as manifestações artísticas dos que a tiveram.

    Há no entanto factores que vêm trocar as voltas à diversificação cultural e artística. “Nos dias de hoje, com a globalização, a massificação do consumo e o crescimento exacerbado da indústria do lazer, torna-se cada vez mais difícil distinguir o entretenimento da arte. O ideal consumista converteu a arte num produto de estética populista, fruto da cultura do entretenimento e formatado à lógica do espectáculo.
    A lei do rentável foi matando a capacidade de discernimento do indivíduo, tornando-o apenas em consumidor ou consumível.” escrevi eu no Anacruses em Dezembro a propósito do La Feria no Rivoli.

    Mas claro está que o problema acenta sempre na educação. Os gostos educam-se , formam-se, cultivam-se. E que gostos se têm cultivado? O que é que a esmagadora maioria da população consome?
    Nada a dizer…

  7. Carlos a.a. diz:

    Exactamente, Wind, a frase foi da Gi.
    Obrigado pelo comentário.

  8. Carlos a.a. diz:

    Nada há para agradecer, estimada Isabel Victor. Contente fico prla sua satisfação ao ver o vídeo.
    Obrigado pelo comentário.

  9. Carlos a.a. diz:

    É, Rui, um déjà vu, mas será sempre tema por aqui – a educação, nomeadamente a artística, pois assim vem sendo desde 2003.
    É o consumismo! Sem tirar nem pôr! O consumir e deitar fora, o prazer momentâneo e frívolo! Não é o entretenimento que é problema, mas o que se vende como entretenimento! Uma vez que é o audiovisual quem mais valores transmite às crianças e jovens (e regressamos è gestão cultural) a educação e a formação de identidades está subjugado ao poder daquele meio de transmissão.
    Abraço e obrigado pelo comentário.

  10. Mário diz:

    O gosto cultiva-se, embora por vezes haja reveses (que se esperam temporários) na formação dos gostos. O video tem bastante piada e é meio caminho andado para através da visualização repetida, fazer a música entrar no ouvido e despoletar outros interesses.

    Um reparo a um comentário anterior, o entretenimento não se opõe à arte, se isso fosse um facto então a arte seria algo semelhante à experiência de beber óleo de figado de bacalhau. Sabe mal, mas faz bem !

    Outro reparo, desde que não constituam a totalidade da nossa fruição, os prazeres momentâneos e frivolos não são por si merecedores de diabolização.

    No meu blog proponho dois filmes que sempre me pareceram geniais na forma como “casam” o entretenimento e a “splastick comedy” com a cultura clássica.

  11. Carlos a.a. diz:

    Estimado Mário Pires

    A arte é que não se deve opôr ao entretenimento por mais complexa que seja e, por outro lado, a educação é essencial para podermos conseguir fruí-la.
    Por vezes as artes colocam mais interrogações do que certezas, mas não é essa condição própria do Humano – a de, diante do universo, ter a humildade de que ainda sabe muito, mas muito pouco?

    É evidente que poderemos sempre (por que não?) experimentar entretenimentos bem mais simples, mas isso também uma questão de educação, ou seja, estarmos apretechados para fruir o que a vida de são tem para oferecer! Não contem comigo também para menosprezar quem pretender ir a um concerto do Quim Barreiros! Se achar piado por que não? Problema será se só eventos tão simples conseguir fruir!

    Abraço e obrigado pelo comentário e referência.

  12. rui diz:

    não sei a que comentário o Mário se referia mas “beber óleo de figado de bacalhau” é horrivel, mas já uma boa salada, com vegetais frescos, um bife da vaca que pasta bom pasto, a fruta docinha acabada de colher da árvore, os ovos da galinha do quintal, sabem e fazem bem melhor do que o fast food das multi-nacionais. Embora as novas gerações prefiram mcdonalds…

    desculpe o a repetição do paralelismo mas para mim a arte e o entretenimento que consumo têm um efeito directo na minha saúde e na minha forma eu de estar na vida.

    abraço,

    rui rebelo

  13. Carlos a.a. diz:

    E eu, Rui, continuo a considerar que também tem razão e que a comparação até é feliz, mas o que o Mário Pires disse não colide com que defende!
    Tudo vão dar à educação, à paterna e escolar! Para se fazer uma boa escolha é necessário conhecer as várias hipóteses, sendo que, mesmo que com conhecimento delas, poderemos ir quando nos apetecer comer fast-food desde que isso não seja tido por hábito!
    O que acontece é que o audiovisual quase só passa enlatados, não mostrando as outras alternativas com mais qualidade.
    Abraço e obrigado pelo comentário.

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