Ensino ArtÃstico - algumas referências
Não é tempo de divulgar uma posição sobre o ensino artÃstico para além da que já, por diversas vezes fui fazendo, de absoluto repúdio por estas oitocentas e cinquenta e tal folhas a que chamam estudo, feito por quem não procurou, de facto, informar-se nem saber o que se passa por este paÃs afora.
Aliás, opiniões é o que mais há! Parece até que, não bastasse já a intenção de derrubar o que temos, muitos, cada qual para seu lado, pretende refundar o Ensino ArtÃstico - cerca de uma dezena de blogues ao assunto dedicados, artigos de jornal e revistas perdi a conta, petições já vai em 7 (que eu conheça)!
Mais grave é que ninguém até ao momento conseguiu (ou será quis?) apresentar um texto que consiga ser o denominador comum - a defesa da totalidade dos existentes regimes de Ensino ArtÃstico público e privado: o integrado, o articulado e o supletivo!
Por ora deixo a recomendação de quem me parece que trilha o bom caminho sem preocupações de defender capelas nem clientelas mesmo não estando de acordo com algumas das teses defendidas: a Artimanha, a Sónia A. e o Paulo Bastos e o João Martins.
Ah, pois, mas também estranho o silêncio de pessoas com fácil verbo no que à música clássica diz respeito! Talvez estejam como eu, a pensar…
Acrescento, ainda, que não assinei nem me revejo em nenhuma das petições a circular, pelos motivos atrás referidos.
tags: Educação, Educação ArtÃstica, Ensino ArtÃstico, Ensino Integrado, Relatorio Avaliação Ensino ArtÃstico









Muito obrigada pela referência
O alargamento do ensino artÃstico é uma necessidade imperiosa e deveria ser feito tal como diz: pela defesa e expansão dos três regimes existentes.
Pela abertura de mais escolas públicas, pela continuação do apoio à s existentes (públicas e privadas), pela revisão do tipo de contratação dos docentes, pela implantação de um ensino artÃstico obrigatório de qualidade nas escolas de ensino regular, (enumerando só aquelas de que me lembro assim de repente)
Sendo o acesso à educação um direito de cada cidadão, nunca as suas reformas deveriam ser baseadas em medidas economicistas.
(É desastroso verificar-se que Portugal ainda anda a interrogar-se sobre a importância do ensino artÃstico nos tempos que correm.)
Abraço
Ana C.
Estimada Ana C.
Confesso a minha perplexidade perante as tentativas de refundar o ensino artÃstico em vez de se criar uma frente para defender o que existe diante da aniquilação que está à vista!
Por outro lado, acho que a manutenção dos três regimes é imperiosa pois são todos eles se interligam, seja para captar alvos diferentes, seja porque constituem patamares para atingir o que ambos defendemos - uma educação artÃstica obrigatória de qualidade integrada no currÃculo do ensino regular.
Abraço e obrigado pelo comentário.
Os decisores devem sempre falar com os especialistas, principalmente os que estão “no terreno” e recolher toda a informação possÃvel, depois têm a tarefa de gerir verbas e encontrar a forma mais eficaz para as aplicar. No entanto a defenição da politica e dos seus objectivos (que é o mais importante) deverá ser possÃvel em vários cenários contabilisticos. O que é comum (e falo por experiência passada em alguns empregos) é que se parte só do orçamento e os decisores não têm experiência prática no terreno e preferem os estudos teóricos (decisores de gabinete). Assumo neste cenário que não há da parte dos decisores nenhuma “personal agenda” em relação ás decisões tomadas, o que nem sempre é verdade.
No caso aqui discutido, parece-me que os decisores passam demasiado tempo nos gabinetes.
Ora aà está, estimado Mário Pires! Noutro registo, mais polÃtico do que cultural, já várias vezes me insurgi contra o facto de, em geral, os governos e os gestores públicos serem angariados junto de polÃticos profissionais (vulgo apatelhps partidários) ou de académicos sem qualquer experiência empresarial!
As consequências, a todos os nÃveis, estão à vista…
Obrigado pelo comentário.
Avance o Carlos com um texto para circular.
abraço,
rui
Antes de me habilitar a esse desiderato, estimado Rui, irei escrevendo sobre alguns pontos que me parecem fulcrais para avaliar a receptividade.
É que farto de textos que não procuram agregar todos os descontentes com o que o Ministério da Educação prepara para o Ensino ArtÃstico estou eu!
Abraço e obrigado pelo comentário.
Apesar de estar fora li o execrável estudo. Confesso que fiquei sem palavras e não sei ainda que dizer. Aà atrás fala-se de ‘refundar’ mas fiquei com a nÃtida sensação de que podemos estar a assistir a um ‘fim’ do ensino artÃstico sério em Portugal, não a um novo inÃcio. Mas vou seguindo o que se passa, especialmente aqui e no Tónica Dominante. Um abraço.
Estimado amigo C.V.
Execrável é o termo exacto para aquelas 856 páginas que nada, rigorosamente nada, têm de estudo! Aquilo não é um estudo é uma encomenda para acabar com o ensino artÃstico em Portugal!
O ‘refundar’ que escrevi prende-se com as múltiplas reacções que vou assistindo por parte dos profissionais da área, muito mais interessados em proteger este ou aquele Conservatório, este ou aquele regime, esquecendo-se da substância - defender o ensino artÃstico e todos os regimes vigentes.
Obrigado pelo comentário e abraço.
Estou a ler (só agora) com todo o cuidado o Relatório Final (Fev.2007) do Estudo de Avaliação do Ensino ArtÃstico e estou muito compreensivelmente estupefacta! E porquê assim tão admirada? Basta começar a saber quem é quem pela formação profissional-académica dos responsáveis do Relatório.
Isso mesmo: Há que dar trabalho aos teóricos do nosso paÃs e aà estão eles contentinhos por bem teorizarem sobre tudo e mais alguma coisa. Trabalham para os currÃculos, é uma fartura de curriculares vidas… Belo paÃs este!… O que é um psicólogo entende de educação artÃstica, tem por acaso sensibilidade ou algum conhecimento nalguma das áreas artÃsticas? È que a psicologia não lida bem com a arte e o artÃstico, é um «outro» que lhe é extremamente estranho e por isso se distancia em suas formulações de referências de seus especialistas autorais…
Afinal que esperamos destes avaliadores ? NADA, claro está!!!… 3 da área da Psicologia e 3 Anas que serão o quê, professoras ou também psicólogas? E há o principal o coordenador que diz que os responsáveis são os outros: a sociedade! É fácil psicanalizar o que nos rodeia, é só apontar o dedo não o apontando directamente (assim escondidinho), ou seja, é-se bem educadinho, fazendo que faz, não fazendo, por ora assim ser, o que acontecerá é em que hábitos ensinados e aprendidos, mais um recém-chegado às lides com obrigatoriedades para estragar o pouco que ainda está… Pois!
Palavras psicológicas do coordenador: Já não temos um paÃs para este tipo de ensino artÃstico… Aliás, se me perguntar quem é o responsável pelo preocupante cenário, respondo-lhe: a sociedade em geral.
É esta a forma conveniente e generalizada, sempre tão tÃpica dos discursos dos psicólogos e do psicologicamente correcto… Mas que malandragem que ainda para aà assim tão freudo-conscientemente aceite!
Não nos preocupemos mais, basta assistir à derrocada total! Serão eles próprios os 3 3, ou seja os não conhecidos e os desconhecidos, seguindo-se-lhes depois e também os ministeriais dos pacotes encomendais que virão muito brevemente pedir socorro ao povo dos pais e alunos mal sucedidos por não que os julgais mas que ainda assim os culpais!
Sim a Escola, o Ensino, a FamÃlia… estão todos Mal, todos doentes e com tantos especialistas que curam! Será por todos se terem entregues necessária e lascivamente no divã cómodo dos estudos e mais estudos freudo-psicológicos e psico-lacanianos de aconselháveis relatórios e mais relatórios desaconselháveis a nada admitirem ao Fazer pelo Pensar e Sentir?
[...] este comentário para post por ser um dos poucos textos com o qual me identifico na totalidade. Antes qualquer [...]
Alice
Em vez de comentar o que escreveste passei o teu comentário para post porque, para além de estar em total acordo, acho que encontrei um texto por onde poderemos começar.
Muito obrigado.
Minha Cara Alice,
Por certo em algum momento se enganou na sua leitura, pois os professores citados da FPCE são da área de Ciências da Educação e não da de Psicologia. Se quer saber quem é quem, aceda ao site da FPCE/UL. E já agora, estenda essa pesquisa para a própria bibliografia. Verá que há quem seja citado e perceba do ensino artÃstico. Se ler bem, verá.
Cumprimentos.
Caro Carlos
Fica o seu comentário publicado e, como adenda, deixo os links directos para os autores do Relatório Final do ESTUDO DE AVALIAÇÃO DO ENSINO ART�STICO que encontrei:
Domingos Fernandes - link directo para a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Jorge Ramos do Ó - link directo para Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Mário Boto Ferreira - link directo para Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Não consegui identificar Ana Marto, Ana Paz e Ana Travassos pelo que se conhecer algum link directo muito agradecia que informasse para divulgar.
Como o seu comentário é dirigido a Alice Valente encarregar-me-ei de lhe fazer chegar o seu conteúdo.
Grato pelo comentário.