Alunos da Universidade do Porto avaliam professores
Ora aí está, pessoal, estamos na vanguarda, o que é preciso é criatividade, nem mais, assim do tipo, ou me dás uma nota decente ou boto-te um mau na avaliação!
E isto parece ser apenas um começo, atendendo ao ânimo do Sr. Reitor…
Aguardo, com a maior das expectativas, que o desenlace seja passarem os alunos a darem as aulas porque assim assegurar-se-ia, dignamente, a competitividade e a produtividade bem como estimularia a livre concorrência!
Eu, francamente, até iria mais longe, acabava com todos os maniqueístas processos de contratação de professores com uma medida icontornavelmente democrática - os alunos é que elegeriam os professores para cada cadeira!
Poderíamos muito bem vir a ter…, eu sei lá, por exemplo, o Major Valentim a dar Ética, o Dr. Pina Moura a dar Gestão de Carreiras ou até a Sra. D. Cinha Jardim a dar Moral num curso de Teologia!
Criatividade, calma e…, e o resto já temos que sobeje!
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Commentários
não é bem assim. eu cheguei a participar nisso e, pelo menos na minha faculdade as coisas não se passaram dessa maneira leviana
pois preenchemos inquéritos ainda não tinham sido dadas notas. além disso, ninguém era obrigado a este processo, nem professores nem alunos, se bem me lembro. acho saudável que os professores tenham humildade para se submeterem à opinião daqueles que frequentemente não são (não eram) tidos nem achados, os alunos. e lamento muito, mas acho importante que num processo de avaliação - que, em si mesma, não implica nada senão um retrato do que se passa, no fundo é a aferição dos resultados e dos efeitos, que tu tanto prezas - todas as perspectivas sejam tidas em conta. pronto era só um reparo ![]()
“Os professores são pessoas que gostam de trabalhar e sabem que hoje a qualidade passa por avaliar a qualidade do trabalho que se faz”, diz. E acrescenta: a avaliação é feita “sempre com o interesse de melhorar o desempenho e não de estar a punir ou a premiar quem quer que seja”.
Estas frases são do domínio do politicamente correcto radical e mostram que estamos perante uma realidade virtual. Infelizmente como quase tudo, no nosso ensino.
Dêem-me um tepito extra para responder…, em especial às provocações da Ana!
Não perde a menina pela demora!!! ![]()
Acho que o menino Carlos precisa realmente de um tempinho para cozinhar uma resposta! O menino já se esqueceu que também foi aluno na faculdade? Nesse tempo era realmente mais menino, mas não era destituído e sabia muito bem ajuizar da competência maior ou menor dos seus professores e portanto podia muito bem responder a um inquérito bem construído e com um objectivo pouco dúbio sobre o desempenho dos professores. Ufa! Fiquei sem fôlego!
O politicamente correcto, estimado Carlos Semedo, está a dar cabo de toda a Europa a todos os níveis! Tem toda a razão!
Em de se fazer o que deve ser feito, tudo se pensa e se faz para colher a simpatia dos media e dos eleitores!
Abraço e obrigado pelo comentário.
Ana e Susana
O tempito que necessitava não era por não saber como responder, mas porque tempo precisava para fazer outras coisas não adiáveis.
Alunos a avaliarem professores, verbalmente, por inquérito, braço no ar em RGA, não, não contem comigo, nem agora nem quando era mocinho!
A razão não se prende com o aluno saber ou não (se não sabe nada anda a fazer) se o professor tem mais ou menos qualidade! Não é disso que se trata.
Aliás, se se pretende falar de quando eu era menino, vamos a isso. No meu tempo havia uma coisa que se chamava Associação de Estudantes onde fui bem activo e nunca nas reuniões com a direcção me coibi de transmitir o que os colegas associados pretendiam nem afirmar alto e bom som que determinado professor, catedrático ou nem por isso, não prestava! Mas isso era em sede própria e deveria caber ao Conselho Científico (na altura era assim, hoje não sei se existe nem como se chama) pronunciar-se e deliberar sobre o assunto e ao pedagógico avaliar o professor!
Assim como nunca permiti, nem eu nem os meus colegas de então, que os professores usurpassem as competências da Associação de Estudantes, também sempre respeitei as decisões que a outras instâncias cabiam, não deixando de fazer ver o ponto de vista da AE.
Não tenho é culpa alguma que as Associações de Estudantes se tenham transformado em comissões de festas e comerciantes de trajes académicos!!!
Isso é que no meu tempo não acontecia!
As AE’s estavam ao serviço dos alunos, ao serviço da defesa dos seus interesses, lembro-me até de termos patrocinado monetariamente a gravação e edição do 1º CD de um músico da nossa praça hoje consagrado e regozijo-me de a AE ter vendido mais CD’s que as discotecas! Lembro-me, também, de a AE a que pertenci ter promovido o 1º concerto de música totalmente electrónica em Portugal com um músico português de eleição!
Mas também me lembro que pouco tempo antes do meu tempo as Associações de Estudantes serviram para sanear alguns professores após o 25 de Abril e muitos mais após o 25 de Novembro!
É por lembrar disto tudo que defendo intransigentemente que os professores devem avaliar os alunos, os gestores da escola avaliar os professores, sendo que os alunos devem organizar-se em Associações que em vez de comissões de festas sejam representantes credíveis junto dos organismos competentes.
E nem uf nem meio uf, foi ao correr da pena…
Obrigado às duas pelos comentários embora não possa estar de acordo.
Tens razão, Ana, os tempos são outros e o olhar para trás deve servir para compreender o presente e não para tentar viagens de regresso no tempo…
No entanto, não sei se é do teu conhecimento, está-se a viver hoje (HOJE) um clima verdadeiramente assustador no meio académico com processos disciplinares fabricados para afastar não os professores menos bons, mas os que não se enquadram no esquema do politicamente correcto.
Há um caso numa universidade privada de um professor que está a braços com um processo disciplinar por ter dito, em tom de brincadeira, que o reitor estava para a universidade como a rainha de Inglaterra para o seu país. Testemunhas? Pois, aí é que é o diacho, os alunos, precisamente, aqueles que não estavam a obter bons resultados na cadeira!!!
Os tempos são mesmo outros, Ana!
Beijinho.








Boa malha amigo Carlos. Gostei da achega. Um abraço do Raul