Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo: Julho, 2007

Maria Joao Pires



Levo para férias Maria João Pires, como é costume aliás, mas aproveito para partilhar nestes dias de interregno a sua superlativa interpretação da Sonata n. 6 in D Major KV284 de Mozart, gravada em 1974…, ainda em Steinway…, ainda na editora Denon. Desculpem o superlativa, mas não tenho mesmo verbo capaz para exprimir o que na alma me vai quando escuto! O génio não é descritível, nem narrativa sustentável aguenta; revela-se, sente-se, é tudo!
O podcast está feito num só post para não interromper muito os andamentos nem as variações, sendo a Sonata composta por:
I - Allegro;
II - Rondeau en polonaise; Andante;
III - Andante (Theme and Variations) - XII variações.
Até breve e fruam do talento, génio e musicalidade que Maria João Pires exala.

Jorge PeixinhoO Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, acaba de apresentar o regulamento para a II Edição do Prémio Nacional de Composição Jorge Peixinho.
No âmbito das comemorações do 12.º ano do falecimento do compositor Jorge Peixinho (1995-2007), a Câmara Municipal de Montijo institui o Prémio Nacional de Composição Jorge Peixinho, com periodicidade bienal, contribuindo para manter viva a memória do grande compositor montijense, que se destacou na segunda metade do Século XX como uma das figuras mais marcantes da Música e da Cultura Portuguesa.
Informações completas podem ser dadas pelo Gabinete de Gestão e Programação do Cinema - Teatro Joaquim d’Almeida, embora deixe as três principais exigências constantes do regulamento:
- as obras concorrentes deverão ser composições para clarinete e piano e poder-se-á utilizar meios electro-acústicos e/ou elementos cénicos;
- as obras deverão ter uma duração compreendida entre 8 e 12 minutos;
- as obras deverão ser enviadas até 31 de Outubro de 2007.

De há uns tempos a esta parte deu para algumas amigas danarem-se com o que eu escrevo! Desta vez foi a Teresa Cascudo, mas tem bom remédio, de castigo ouvir este podcast da única gravação em duo de Ben Webster e Coleman Hawkins em saxofone tenor, discípulo e mestre, de 1953, com Oscar Peterson no piano!



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Posologia: 5 vezes Don’t Get Around much Anymore e, se não bastar para melhorar a disposição, mais 5 vezes You’d be So Nice to Come Home To. La Rosita não, essa não, não ofereço - faz parte da minha memória, da minha vida, de mim, de a dançar com minha Mãe!
A Senhora não era lá muito dada ao Jazz, mas tinha uma secreta paixão por Ben Webster que eu partilho, não o segredo, mas a paixão, porque, dizia, este tocava… com os tomates!
Julgo que não, mas que o som do seu tenor é inebriante…, lá isso…, sem temores é o melhor som de sax de sempre (dêem de desconto a relatividade da minha paixão) e um ‘baladeiro’ sem paralelo, antes e depois (o mesmo desconto, p.f.)
Quem se atreve a dizer que o Jazz pré-bop não prestava?

ps: Webster é sempre o primeiro saxofone e Hawkins o segundo

Edelmiro Momán, reputado químico galego, responde a Saramago melhor, em calhando, que muitos portugueses, em artigo sob o título Santo Saramago Naïf: uma visão galega, tocando na progressiva conquista de Portugal através do capital e do controlo dos meios de comunicação! Deixo breve excerto:

(…) a profecia saramaguiana corresponde com exactidão matemática com os planos que a Espanha tem para a República Portuguesa. Sim, a acumulação de capital, planificada desde bem antes, dos oitenta e noventa está a servir agora para que as caravelas madrilenas se lancem na reconquista das antigas colónias e outros territórios, próximos e distantes. E Portugal, bom, nos delírios néo-imperiais da direita espanhola, Portugal foi sempre um erro. Uma aberração. Portugal, simplesmente, não tinha direito a existir. Portugal, quantas vezes levamos escutado esse mantra maçador do espanholismo, es el brazo que le arrancaron a España, e a Espanha, graças ao avances cirúrgicos das ultimas décadas, tem toda a intenção de se fazer reimplantar o seu braço. Já o esta a fazer. A penetração, leva razão Saramago, do capital espanhol em Portugal semelha já imparável e, na estratégia espanhola, resulta fulcral o controlo dos meios de comunicação.

Edelmiro Momán no Portal Galego da Língua

Grato estou ao ZedTee através de quem cheguei ao artigo.

Menezes tem contra si ser um homem do Norte - o PSD de Lisboa continua a desconfiar da província (já vem do Eça), esquecendo-se, claro, que Sá Carneiro, seu pai fundador, vinha precisamente daí. Mas tem a seu favor uma carreira plebiscitada pelos votos e ter realizado como autarca uma obra que deixa o Porto (de Rui Rio) na mais completa sombra - e no mais completo ridículo. (excerto de post de Francisco José Viegas)

Nem mais, não conseguiria ser tão assertivo em tão poucas linhas!

Entendeu a Sra. Ministra Lurdes Rodrigues arquivar o processo ao perseguido professor Charrua adiantando que o insulto não tinha sido dirigido a ninguém da hierarquia profissional (foi só ao Primeiro-Ministro), colocando um ponto final politicamente correcto no assunto. No entanto, vai daí, assim de um dia para o outro, mas não antes de ser conhecida a posição da Ministra, o perseguido professor Charrua transmuda-se em perseguidor, anunciando que “está na disposição de pedir uma indemnização” por danos pessoais e profissionais de que diz ter sido alvo ao longo dos três meses em que esteve suspenso. (Público)
A questão, de facto, não é de carácter profissional, nem educativa nem de funcionários públicos! Trata-se de uma questão de clientelas partidárias que estão habituadas à rotatividade de assentos sempre que a cor dos governos muda e quem se mete com pessoas dispostas a tamanha maleabilidade ética não pode esperar a verticalidade e elevação que nunca exigiu dos seus filiados, antes fomentou e com naturalidade acolheu em seu seio este género de procedimentos.
Tal como então escrevi, a directora da DREN e o perseguido de hoje, que poderá ser o perseguidor de amanhã, que se entendam.

Afinal Luís Filipe Meneses avança com candidatura num processo manietado pelo aparelho do PSD, embora os jogos de bastidores de Marques Mendes talvez não sejam o seu principal obstáculo - terá de se defrontar contra uma forte massa acéfala, diluída e partidariamente transversal de todos aqueles que vêem nele um representante do Norte contra o centralismo vigente. O modus operandi é conhecido e está já em marcha - a achincalhação pessoal que tenta ridicularizar todo e qualquer gesto ou mera expressão. Já se lê e até por pessoas que me merecem respeito, que estava com ar de prisão de ventre quando anunciou a candidatura ou que será figurante numa comédia.
Isto é apenas o começo! Quem assistiu ao que fizeram a Narciso Miranda, Fernando Gomes ou Vieira de Carvalho o que se seguirá não constituirá novidade para ninguém!
No entanto, a quem uma vitória de Menezes poderá infligir maior mossa, Rui Rio, não se espera a menor subtileza em jogos de bastidores nem em arranjos pré-eleitorais. Rui Rio quer a presidência do PSD, sim, mas só depois de 2009, e esse é a grande diferença entre quem assume riscos e quem só vai a jogo pela certa.
Ora, que me lembre, as grandes vitórias do PSD foram conseguidas por homens que arriscaram avançar sem esperar por ninguém nem sequer pelo partido (o partido é que não teve outra alternativa se não seguí-los) - Sá Carneiro e Cavaco Silva!
Parece estar tudo em aberto.., excepto a transparência e a democracia no processo eleitoral!

Sem tirar nem pôr, Eduardo Pitta, o método está inquinado, e estando, mesmo que a desistência de outros candidatos pudesse ter outras razões bem mais comezinhas, não me parece que Marques Mendes esteja em posição de os considerar pusilânimes; nem ele nem o aparelho de caciques que o sustenta.

O projecto da autoria da equipa de Luís Amado do hipoteticamente futuro Tratado da União Europeia, chamado de Projecto de Tratado Reformador, já está online aqui para consulta em formato PDF. (para já só versão francesa)
Bom já poderemos ir tendo uma ideia…, das intenções, pelo menos!

A propósito de Sir Roland Hanna chegamos ao New York Jazz Quartet, mais concretamente ao album Surge de 1977, com Sir Roland Hanna, Frank Wess em fautas e saxofones, George Mraz em contrabaixo e Richard Pratt na bateria, que tanta saudade deixou ao Rui Rebelo do Anacruses.



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Deixo dois temas, 87th Street e Big Bad Henry: o primeiro, um blue, que deverá estar presente em qualquer história do Jazz; o segundo porque há pouco falámos de contrabaixistas e George Mraz é mais um que merece ser lembrado, pelo timbre, presença e som - após George Mraz o som do Contrabaixo no Jazz não voltou a ser mais o mesmo cujos paradigmas eram até então Ron Carter e Ray Brown.


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Sir Roland HannaDe regresso aos bons pianistas e porque ainda não é assim tão vulgar colocar um músico de Jazz ao nível de um da música clássica deixo 3 temas interpretados a solo por Sir Roland Hanna, Sofly as in a Morning Sunrise, Oleo e This Can’t Be Love, gravados ao vivo em 1994 e editados em CD sob o título The Maybeck Recital Hall, Volume Thirty-Two.
Gostaria de dedicar este podcast à amiga do Ponto de Vista, primeiro porque se danou comigo, depois por desconfiar que por ser admiradora de Oscar Peterson deverá ser sensível ao piano de Sir Roland Hanna, que evidencia toda a sua cultura afro-americana ao contrário de outros que estão demasiadamente na moda e têm tanto de demasiadamente branco como de demasiadamente chatinho…
Bom fim-de-semana.

A XVI edição do Concurso Internacional de Música Vianna da Motta decorre desde 18 de Julho até ao próximo dia 30 no Centro Cultural de Belém.
Este concurso celebra este ano o seu 50.º aniversário fundado e presidido por Sequeira Costa que acaba de anunciar a passagem de testemunho a Artur Pizarro. Ficará, com toda a certeza, bem entregue.
A edição deste ano conta com 52 concorrentes dos quais apenas um português e o júri é formado por: Sequeira Costa (Presidente), António Saiote, Elisso Virssaladze, Fernando Eldoro, Liana Isakadze, Luís Pereira Leal , Natália Gutman e Sergei Dorenski.

Nada mais sei a edição deste ano do mais conhecido evento pianístico português, uma vez que o Centro Cultural de Belém praticamente não fornece informação relevante e muito menos uma actualização diária como se imporia.
Não me quero alongar sobre esse pormenor, e muito menos associar o nome de Vianna da Motta e o Concurso a assuntos menos elevados e, por isso, aqui transcrevo tudo quando o Centro Cultural de Belém disponibiliza online:

XVI EDIÇÃO DO CONCURSO INTERNACIONAL DE MÚSICA VIANNA DA MOTTA
Calendário

Programa:
CALEND?RIO DA XVI EDIÇÃO DO CONCURSO INTERNACIONAL DE MÚSICA VIANNA DA MOTTA – 2007

18 Julho
Grande Auditório / 21H
CONCERTO INAUGURAL
Natália Gutman violoncelo / Elisso Virssaladze piano
SONATAS PARA VIOLONCELO E PIANO DE LUDWIG VAN BEETHOVEN E JOHANNES BRAHMS
Preços: De 5€ a 15€

19 Julho
1ª Eliminatória
Pequeno Auditório Entrada Livre
10h - 12h45 / 14h15 – 19h15 / 20h45 – 22h45

20 Julho
1ª Eliminatória
Pequeno Auditório Entrada Livre
10h00 – 12h45 / 14h15 – 19h15

21 Julho
1ª Eliminatória
Pequeno Auditório Entrada Livre
10h00 - 11h30
Anúncio dos resultados – 22H

22 Julho
2ª Eliminatória
Pequeno Auditório Entrada Livre
9H – 13H / 14H – 18H45 / 19H45 – 23H

23 Julho
2ª Eliminatória
Pequeno Auditório Entrada Livre
9H – 13H / 14H – 19H
Anúncio dos resultados – aprox. às 22H

24 e 25 Julho
Prova final a solo
Pequeno Auditório Entrada Livre
17H – 22H

26 e 27 Julho
Prova final com Orquestra
Orquestra Gulbenkian
Grande Auditório / 20H
Preço único 5€

28 e 29 Julho
Prova final com Orquestra
Sinfonia Varsóvia
Grande Auditório / 19H
Preço único 5€
Anúncio dos resultados finais – dia 29 Julho / aprox. às 23H – Pequeno Auditório

30 Julho
Cerimónia de entrega dos prémios
Grande Auditório Entrada Livre
19H
(Esta cerimónia contará ainda com a interpretação de uma obra ou excerto dela por cada um dos laureados, e por ordem decrescente).

Nunca entendi que razão haverá para que os baixistas e contrabaixistas sejam dos menos enaltecidos entre os músicos de uma banda, apesar de terem sob a sua quase exclusiva responsabilidade (juntamente com o baterista) o carácter da interpretação, o tempo, o swing, a inclinação, enfim o groove como hoje se diz.
Vem isto a propósito de uma interessante conversa entre o Paulo Bastos e o Paulo Mesquita no Tónica Dominante sobre Victor Wooten, um dos actuais gurus do baixo eléctrico.
A eles dedico Double Feature, da autoria de Stanley Clarke e Sonny Rollins e tocado em duo pelos dois, incluído no LP Love at the First Sight de Sonny Rollins, editado em 1980, que há 27 anos me acompanha como paradigma do diálogo perfeito (se é que a perfeição em música pode ser alguma vez conseguida) entre um saxofone e um baixo.

Sou dos que simpatizo com o nosso nobél, mas sei que muitos há que, não levando a sério, escrevem para cacete sobre tudo o que ele diz, não obstante o nobél prémio tivesse sido de literatura e não de retórica.
Bem pelo contrário eu gosto do que ele diz, tem um humor refinado, embora neste caso da Ibéria, não que tenha algo contra, até porque este país deixou de ter condições para ser governável, mas porque se se cumprisse esse seu desejo eu deixaria de poder fugir para Espanha! Não fugir por fugir, não… mas, sei lá, fixar lá residência, por exemplo.

Integrado no XXXIII Festival de Música do Estoril Artur Pizarro apresenta-se hoje apresentou-se ontem na sala Atlântico do Hotel Palácio com o seguinte programa:

Haydn - Andante e variações em fá menor
Beethowen - Sonata em fá menor op. 23, Apassionata
Vianna da Motta - Balada op. 16
Granados - Allegro de Concierto
Rachmaninov - Sonata em Si bemol m. op. 36

O autarca vincou que só perante “uma situação verdadeiramente excepcional”, pessoal - “uma doença, por exemplo” - ou política, é que poderia abandonar a Câmara do Porto antes do fim do mandato (…) (via Público)

Ora pois, o céu anda ainda muito nublado para a época do ano…! Para já Aguiar Branco e até 2009 a ver vamos se surge ou não um situação verdadeiramente excepcional…, até porque o importante, neste momento, é não ser derrotado por Luís Filipe Menezes!

Museu Azul - Museu do RelógioO Museu do Relógio em Serpa acaba de lançar o Museu Azul, mais um modelo de edição limitada de 50 relógios pelo preço de 295,00€. Trata-se de um relógio mecânico, seguindo a tradição da casa, de corda manual, seguindo a tradição da casa, caixa de aço de 42 mm, mecanismo à vista na face posterior e pulseira em pele genuína.

O Museu do Relógio tem uma colecção única em Portugal, tendo patentes 1.700 peças, todas mecânicas, datadas a partir do séc. XVII, contando com vários exemplares de bolso, pulso, sala, entre outros. Uma das salas de exibição é dedicada ao relógio de origem nacional, onde temporariamente decorrem exposições temáticas.
Ah sim, não esquecer que o Museu tem uma Oficina de Restauro de relógios mecânicos contando com vários Mestres-Relojoeiros e hoje…, lá vou buscar o meu Omega Speedmaster que deixar para limpar e afinar.

Quase diria que, apesar de muitos outros interesses turísticos, o Museu do Relógio, per si, é um belíssimo motivo para visitar Serpa, mas se não o puder nos tempos mais próximos, vale a pena tornar-se amigo do Museu bastando inscrever-se no seu site para receber a sua newsletter.

Sob o título Sinais dos Contratempos o Dragão, sempre com uma escrita irrepreensível, desfia sobre o despudor e arrogância dos políticos no rescaldo destas eleições de Lisboa. Deixo excerto:

Seja como for, quem se abstém apenas descomparece à urna, não deixa de existir. O não-votante, por muito que custe ao regime e os comensais deste teimem em tratá-lo como tal, não se transforma automaticamente num fantasma, num nada ostracizado para um limpo periódico. Fantasmagórica, efabulástica e espectral tem vindo a tornar-se, isso sim, ao longo das cleptodiceias, a paródia eleiçoeira. Com uma única e fatal constante: os espectros vão aparecendo cada vez mais gordos e as afluências cada vez mais magras. Já não falta tudo, se é que ainda falta alguma coisa, para que aqueles atinjam o ponto de balão e estas o nível mínimo de clientela.

Há quem nos queira convencer que afinal a crescente abstenção em toda a Europa (excluindo as últimas eleições em França) não é fruto do distanciamento dos políticos dos cidadãos até porque, dizem, vejam estas eleições de Lisboa onde até havia independentes e tudo…
Independentes? Primeiro não sei o que isso possa ser, nem independentes nem isentos, será alguma doença genética nova que torna as pessoas amorfas? Depois, mesmo desses independentes a que se referem (não ter filiação partidária), também não vi nenhum nestes eleições. Dissidentes, sim, mas também políticos de longa data, muito datados…
O que se impõe é que apareçam políticos que façam Política, que se acerquem dos cidadãos e que com eles resolvam os seus problemas em vez de esbanjarem os dinheiros públicos em campanhas eleitorais de propaganda enganosa de circunstância cujo único objectivo é o show mediático!
Não precisamos de independentes nem de isentos, porque também não precisamos de eunucos; precisamos sim, como de pão para o boca, de gente séria na política, gente interessada em chamar os cidadãos à participação activa e que antes dos interesses do Estado ou da União Europeia (que cada vez menos se percebe que sejam diferentes e até contraditórios dos das pessoas) coloquem os desses mesmos cidadãos, os que têm problemas para resolver e que eles querem que os elejam.

Pois não, não é, mas o mínimo que se esperaria de quem diariamente clama por uma superioridade moral era que, mal tomassem conhecimento de actos de pedofilia por parte dos seus membros, os denunciassem à polícia e os expulsassem de seu seio.
Nestes mercantis tempos fica a ideia de que o Vaticano considera bastante a reparação pecuniária que acordou, 550 milhões de euros, para ressarcir as vítimas de 113 sacerdotes nos últimos 75 anos só na Arquidiocese de Los Angeles! (notícia Globo)

Não, caro Daniel Oliveira, António Costa vence as eleições de Lisboa com apenas menos 17.115 votos expressos que Carrilho. O apenas até que está correcto…

A facilidade com que os profissionais da política e os media associados insistem em escamotear a abstenção é hoje patético. Vital Moreira, em jeito de quem terá sido apanhado desprevenido, pede ajuda para explicar o fenómeno, enquanto Medeiros Ferreira afirma que A abstenção é uma vergonha para os lisboetas e seus candidatos.
Uma vergonha para os lisboetas?
Despudor é continuar a purgar os resultados eleitorais do valor da abstenção, isso sim!
Dizer que António Costa ganhou com 29,6% quando, na verdade, vai ser Presidente da Câmara da Lisboa através da vontade expressa de apenas 11% dos eleitores de Lisboa, mais concretamente, 57907 votos em 524248 possíveis, é anedótico, embora o mesmo suceda com os outros candidatos e em outras quaisquer eleições!
Para cúmulo desta legal vergonha os candidatos das listas vão assumir mandatos para os quais ninguém os mandatou! Se em questão estavam 17 mandatos e se 64% dos eleitores não mostraram vontade de eleger qualquer um deles (uns abstiveram-se, outros votaram em branco e outros nulamente), apenas 6 candidatos foram mandatados e apenas esses deveriam exercê-los.
É esta verdade que se quer escamotear, seja nestas eleições seja noutras e de outra carácter, seja neste país e por essa Europa fora, que desprestigia cada vez mais os políticos e a política, uma vez que, das duas uma, ou os candidatos não serviam ou os eleitores não quiseram cuidar da democracia representativa. Ora em qualquer destes casos convém que os eleitores e os políticos tenham consciência clara de que a sua atitude poderá muito bem representar, a curto prazo, o fim da democracia representativa, o menos mau dos sistemas, como sói dizer-se!
Manter a camuflagem da abstenção, dos votos brancos e nulos é a mesma coisa que dizer a um moribundo que ele está a melhorar…

Mais grave ainda do que este despudor foram as declarações da generalidade dos candidatos que, ao saudarem apenas os que foram votar, tentaram colocar-se (ou sentem-se mesmo) numa posição de superioridade moral sobre quem não foi e, por outro lado, alguns ainda assumiram entusiasticamente vitórias, quando, de facto, todos perderam, uma vez que juntos (nem sei ao certo quantos eram) somaram apenas 36% de votos expressos. Isto é de uma arrogância anti-democrática inconcebível!

ps: ver arquivo ABSTENÇÃO.

Adenda: O CAP fez as contas certas seguindo o método d’Hont e dá 4 mandatos sufragados.

Hoje estou nesta…, de regresso ao início da adolescência, com estes precursores do Heavy Metal.

O Black Sabbath é considerada a primeira banda de heavy metal, por unir todos os elementos citados acima (power chords, distorção, riffs acelerados, bumbo duplo, intensidade vocal, letras obscuras), e criarem uma imagem transgressora, muitas vezes ligada ao misticismo, satanismo, apologia ao uso de drogas e também abordagem político-social. (retirado da Wikipédia)

O essencial está feito, a aparência, o mais visível; os pormenores, os detalhes vão-se fazendo com mais calma, mas assim já posso postar.
Eu gostava bastante da aparência anterior, mas a actualização do wordpress, por um lado e, principalmente, a adequação do template às necessidades da rede TubarãoEsquilo obrigou-me a remodelar. No entanto, porque o anterior tema foi descontinuado pelo seu autor e não permitia a inclusão de um segunda coluna, tive de escolher um outro e começar tudo de princípio, tentando não alterar muito a imagem associada ao Ideias Soltas.
O vosso feedback é-me muito importante para continuar a afinar a apresentação, nomeadamente se se sentem confortáveis com o visual e se aqueles que ainda navegam com o Internet Explorar e não conseguiam comentar já o conseguem fazer.
Obrigado pela vossa paciência.

Quando começamos a querer remodelar uma coisa aqui, outra ali, invariavelmente acabamos sempre por retocar tudo de alto a baixo.
Foi nesse que me meti e agora aguenta…, que isto demora o seu tempo.

Árrea que não domino de todo é a gestão dos clubes e SAD’s do Futebol, mas pensamentos há que não deixam de me inquietar: não sei se as vendas de Anderson e de Pepe por 30 milhões cada foram ou não bons negócios para o F.C. do Porto, mas não tenho dúvida de que trocar um bom guarda-redes por outro melhor e ainda deixar 1 milhão de euros no cofre foi bom negócio para o Sporting.

Faz hoje um ano que começou a guerra entre o Hezbollah e Israel (título de Jornal Digital)

Guerra? Entre Israel e Hezbollah? Podem os jornalistas escrever e os media editar este género de imprecisões e mentiras com segundos e terceiros sentidos?
Passou um ano, sim, desde que o Hezbollah raptou alguns militares israelitas e Israel invadiu o Líbano para tentar, embora sem êxito, desmantelar essa organização de terroristas anti-semitas.
Haja decoro e seriedade!

Ricardo SerranoCinemascope

Partiste para outras latitudes mais uma vez mas, desta vez, sem nos deixares; fica a tua música, fica de ti e tu, sim tu que partiste para buscar o sustento que a música te não dava, também ficas, a ela agarrado, porque ela és tu e sem ela algo de ti falta.

Cinemascope, o teu tema que abre este post é a tua vida (já reparaste?) , a de todos nós, enfim, uma manta de retalhos, tão bem alinhavados e cosidos que em uno manto se mostram, porque a falta do mais pequeno desses retalhos distorceria o que o tema é. Tal como nós, as nossas memórias, a nossa vida…

Abriste a tua música ao mundo através da net e quem por aí te conheceu nada de ti perderá por ser tudo o que tu para muitos és…e serás…

Um abraço, até breve talvez seja melhor, e no entretanto ofereço-te de ti - Para Ti.

Para Ti

Ricardo Serrano:

no Myspace;
no Blogue;
no GarageBand.

ps: desculpem por não ter resistido em colocar o leitor em auto-play. Não resisti.

Promovido pela Associação Música nos Hospitais em parceria com a AMEC o 3.º Curso de Músicos intervenientes em meio de saúde, que confere diploma da Universidade Marc Bloch de Estrasburgo, tem as inscrições abertas até ao dia 15 de Julho e quem quiser obter mais informações poderá fazê-lo para:

- Associação Portuguesa Música nos Hospitais

917 367 175

 

- AMEC - Associação Música-Educação e Cultura

231 617 320

Pico

Tita

Ricardo Serrano