
Levo para férias Maria João Pires, como é costume aliás, mas aproveito para partilhar nestes dias de interregno a sua superlativa interpretação da Sonata n. 6 in D Major KV284 de Mozart, gravada em 1974…, ainda em Steinway…, ainda na editora Denon. Desculpem o superlativa, mas não tenho mesmo verbo capaz para exprimir o que na alma me vai quando escuto! O génio não é descritível, nem narrativa sustentável aguenta; revela-se, sente-se, é tudo!
O podcast está feito num só post para não interromper muito os andamentos nem as variações, sendo a Sonata composta por:
I – Allegro;
II – Rondeau en polonaise; Andante;
III – Andante (Theme and Variations) – XII variações.
Até breve e fruam do talento, génio e musicalidade que Maria João Pires exala.
O Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, acaba de apresentar o regulamento para a II Edição do Prémio Nacional de Composição Jorge Peixinho.
No âmbito das comemorações do 12.º ano do falecimento do compositor Jorge Peixinho (1995-2007), a Câmara Municipal de Montijo institui o Prémio Nacional de Composição Jorge Peixinho, com periodicidade bienal, contribuindo para manter viva a memória do grande compositor montijense, que se destacou na segunda metade do Século XX como uma das figuras mais marcantes da Música e da Cultura Portuguesa.
Informações completas podem ser dadas pelo Gabinete de Gestão e Programação do Cinema – Teatro Joaquim d’Almeida, embora deixe as três principais exigências constantes do regulamento:
- as obras concorrentes deverão ser composições para clarinete e piano e poder-se-á utilizar meios electro-acústicos e/ou elementos cénicos;
- as obras deverão ter uma duração compreendida entre 8 e 12 minutos;
- as obras deverão ser enviadas até 31 de Outubro de 2007.
De há uns tempos a esta parte deu para algumas amigas danarem-se com o que eu escrevo! Desta vez foi a Teresa Cascudo, mas tem bom remédio, de castigo ouvir este podcast da única gravação em duo de Ben Webster e Coleman Hawkins em saxofone tenor, discípulo e mestre, de 1953, com Oscar Peterson no piano!
Posologia: 5 vezes Don’t Get Around much Anymore e, se não bastar para melhorar a disposição, mais 5 vezes You’d be So Nice to Come Home To. La Rosita não, essa não, não ofereço – faz parte da minha memória, da minha vida, de mim, de a dançar com minha Mãe!
A Senhora não era lá muito dada ao Jazz, mas tinha uma secreta paixão por Ben Webster que eu partilho, não o segredo, mas a paixão, porque, dizia, este tocava… com os tomates!
Julgo que não, mas que o som do seu tenor é inebriante…, lá isso…, sem temores é o melhor som de sax de sempre (dêem de desconto a relatividade da minha paixão) e um ‘baladeiro’ sem paralelo, antes e depois (o mesmo desconto, p.f.)
Quem se atreve a dizer que o Jazz pré-bop não prestava?
ps: Webster é sempre o primeiro saxofone e Hawkins o segundo
Edelmiro Momán, reputado químico galego, responde a Saramago melhor, em calhando, que muitos portugueses, em artigo sob o título Santo Saramago Naïf: uma visão galega, tocando na progressiva conquista de Portugal através do capital e do controlo dos meios de comunicação! Deixo breve excerto:
(…) a profecia saramaguiana corresponde com exactidão matemática com os planos que a Espanha tem para a República Portuguesa. Sim, a acumulação de capital, planificada desde bem antes, dos oitenta e noventa está a servir agora para que as caravelas madrilenas se lancem na reconquista das antigas colónias e outros territórios, próximos e distantes. E Portugal, bom, nos delírios néo-imperiais da direita espanhola, Portugal foi sempre um erro. Uma aberração. Portugal, simplesmente, não tinha direito a existir. Portugal, quantas vezes levamos escutado esse mantra maçador do espanholismo, es el brazo que le arrancaron a España, e a Espanha, graças ao avances cirúrgicos das ultimas décadas, tem toda a intenção de se fazer reimplantar o seu braço. Já o esta a fazer. A penetração, leva razão Saramago, do capital espanhol em Portugal semelha já imparável e, na estratégia espanhola, resulta fulcral o controlo dos meios de comunicação.
Edelmiro Momán no Portal Galego da Língua
Grato estou ao ZedTee através de quem cheguei ao artigo.
Menezes tem contra si ser um homem do Norte – o PSD de Lisboa continua a desconfiar da província (já vem do Eça), esquecendo-se, claro, que Sá Carneiro, seu pai fundador, vinha precisamente daí. Mas tem a seu favor uma carreira plebiscitada pelos votos e ter realizado como autarca uma obra que deixa o Porto (de Rui Rio) na mais completa sombra – e no mais completo ridículo. (excerto de post de Francisco José Viegas)
Nem mais, não conseguiria ser tão assertivo em tão poucas linhas!
Entendeu a Sra. Ministra Lurdes Rodrigues arquivar o processo ao perseguido professor Charrua adiantando que o insulto não tinha sido dirigido a ninguém da hierarquia profissional (foi só ao Primeiro-Ministro), colocando um ponto final politicamente correcto no assunto. No entanto, vai daí, assim de um dia para o outro, mas não antes de ser conhecida a posição da Ministra, o perseguido professor Charrua transmuda-se em perseguidor, anunciando que “está na disposição de pedir uma indemnização” por danos pessoais e profissionais de que diz ter sido alvo ao longo dos três meses em que esteve suspenso. (Público)
A questão, de facto, não é de carácter profissional, nem educativa nem de funcionários públicos! Trata-se de uma questão de clientelas partidárias que estão habituadas à rotatividade de assentos sempre que a cor dos governos muda e quem se mete com pessoas dispostas a tamanha maleabilidade ética não pode esperar a verticalidade e elevação que nunca exigiu dos seus filiados, antes fomentou e com naturalidade acolheu em seu seio este género de procedimentos.
Tal como então escrevi, a directora da DREN e o perseguido de hoje, que poderá ser o perseguidor de amanhã, que se entendam.
Afinal Luís Filipe Meneses avança com candidatura num processo manietado pelo aparelho do PSD, embora os jogos de bastidores de Marques Mendes talvez não sejam o seu principal obstáculo – terá de se defrontar contra uma forte massa acéfala, diluída e partidariamente transversal de todos aqueles que vêem nele um representante do Norte contra o centralismo vigente. O modus operandi é conhecido e está já em marcha – a achincalhação pessoal que tenta ridicularizar todo e qualquer gesto ou mera expressão. Já se lê e até por pessoas que me merecem respeito, que estava com ar de prisão de ventre quando anunciou a candidatura ou que será figurante numa comédia.
Isto é apenas o começo! Quem assistiu ao que fizeram a Narciso Miranda, Fernando Gomes ou Vieira de Carvalho o que se seguirá não constituirá novidade para ninguém!
No entanto, a quem uma vitória de Menezes poderá infligir maior mossa, Rui Rio, não se espera a menor subtileza em jogos de bastidores nem em arranjos pré-eleitorais. Rui Rio quer a presidência do PSD, sim, mas só depois de 2009, e esse é a grande diferença entre quem assume riscos e quem só vai a jogo pela certa.
Ora, que me lembre, as grandes vitórias do PSD foram conseguidas por homens que arriscaram avançar sem esperar por ninguém nem sequer pelo partido (o partido é que não teve outra alternativa se não seguí-los) – Sá Carneiro e Cavaco Silva!
Parece estar tudo em aberto.., excepto a transparência e a democracia no processo eleitoral!
Sem tirar nem pôr, Eduardo Pitta, o método está inquinado, e estando, mesmo que a desistência de outros candidatos pudesse ter outras razões bem mais comezinhas, não me parece que Marques Mendes esteja em posição de os considerar pusilânimes; nem ele nem o aparelho de caciques que o sustenta.
O projecto da autoria da equipa de Luís Amado do hipoteticamente futuro Tratado da União Europeia, chamado de Projecto de Tratado Reformador, já está online aqui para consulta em formato PDF. (para já só versão francesa)
Bom já poderemos ir tendo uma ideia…, das intenções, pelo menos!
A propósito de Sir Roland Hanna chegamos ao New York Jazz Quartet, mais concretamente ao album Surge de 1977, com Sir Roland Hanna, Frank Wess em fautas e saxofones, George Mraz em contrabaixo e Richard Pratt na bateria, que tanta saudade deixou ao Rui Rebelo do Anacruses.
Deixo dois temas, 87th Street e Big Bad Henry: o primeiro, um blue, que deverá estar presente em qualquer história do Jazz; o segundo porque há pouco falámos de contrabaixistas e George Mraz é mais um que merece ser lembrado, pelo timbre, presença e som – após George Mraz o som do Contrabaixo no Jazz não voltou a ser mais o mesmo cujos paradigmas eram até então Ron Carter e Ray Brown.





















