Jul 192007
Sou dos que simpatizo com o nosso nobél, mas sei que muitos há que, não levando a sério, escrevem para cacete sobre tudo o que ele diz, não obstante o nobél prémio tivesse sido de literatura e não de retórica.
Bem pelo contrário eu gosto do que ele diz, tem um humor refinado, embora neste caso da Ibéria, não que tenha algo contra, até porque este país deixou de ter condições para ser governável, mas porque se se cumprisse esse seu desejo eu deixaria de poder fugir para Espanha! Não fugir por fugir, não… mas, sei lá, fixar lá residência, por exemplo.
Tags: Humor, Iberismo
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9 Respostas to “A Ibéria de Saramago”
Comentários (9)






















Lá ficavamos sem o feriado do 1º de Dezembro … não pode !
Além disso a Ibéria faliu
parece-me um nome agoirento
Até amanhã Carlos ou melhor até 3ª que amanhã vou outra vez de mini-férias. Desde que há uns anos falaram de férias repartidas não quero outra coisa.
A música de cima já a ouvi. Bom gosto como sempre.
Noite feliz. Um beijinho
Sem o 1º de Dezembro, sem Aljubarrota, sem a nossa versão do que levou ao Tratado de Tordesilhas, sem a descoberta do Brasil…, enfim, era só perder!
E que ganharíamos? Outras tantas coisas, mas diferentes e que nada teriam a ver connosco…
Mas seria giro, festas, pompas de circunstância, muitas fanfarras e desfiles…
Prometo que me irei debruçar sobre isso…
Beijinho e obrigado, Gi. Bom fim-de-semana alargado.
assim como assim eu já trabalho mais em Espanha do que cá…
e tenho percebido melhor o que se passa por lá, para lá dos media, o que me leva a achar estranho que um comunista defenda uma ideia tão Franquista.
É assim, Rui, o tempo e o espaço são muito relativos…, e mais relativos se tornam consoante o tempo vai passando…
Abraço
Nunca o 1ºde Dezembro se perderia, porque é o dia dos meus anos. Era o que faltava!
Mas o Saramago é genial.Pôs os «patriotas» em sobressalto.O «Absorto» que segundo diz anda a ler o D.Afonso Henriques do Matoso ficou apopléptico e queria bater no Saramago e tudo. Deu gozo.
Mas agora a falar a sério, eu até se me dava ser Península Ibérica ; só não queria o rei. Isso era para mim fundamental. E até nem entendo bem como é q
ue isso não faz mossa ao Saramago.Mas também não queria o presidente Cavaco; tínhamos de arranjar outro. Mas já queria o Zapatero.
Um abraço ibérico
Eu bem me parecia que havia por aí um lado monárquico…
O Saramago pôs os “patriotas” em sobressalto?! Não percebo qual a razão, mas parece que tudo quanto o Saramago possa dizer incomoda quem dele não gosta, porque de resto o que é que as suas palavras poderão politicamente implicar?
Mas quanto ao 1º de Dezembro, tá decidido, não se perderá, o que já não é mau, porque de resto já quase tudo se perdeu.
Perdeu?
Não sei bem, mas as tendências federalistas da UE pressionam cada vez mais a existência de Estados, mas por mais que eles façam uma coisa há que nada conseguirão – acabar com uma Nação, seja por decreto, lei ou invasão!
Aí reina Pessoa que tinha toda a razão: a língua é a minha Pátria. E enquanto assim for, e com a aproximação do galego em detrimento do castelhano, duvido que a Nação portuguesa acabe tão depressa quanto muitos parecem desejar, mas talvez não por muito mais tempo, dependendo da global pressão do inglês.
Beijinho e obrigado pelo comentário.
Eu ainda não tinha dito nada porque o meu comentário ia bater muito certo com o teu post, mas agora que já há vários comentários cá vai: mesmo com os 50% de sangue espanhol sinto-me muito portuguesa. Quando estou do lado de lá sinto-me muito espanhola.
Se calhar devia fazer uma lista com duas entradas paralelas e depois ver para que lado caía. Só que quase tenho a certeza que caía para lá.E esta hem!!!
Sangue espanhol….? Hum, deixa ver…, eu não sei, Susana, a última vez que fiz umas análises a mim deu-me O+!

Já quanto ao cair, bem, tento mesmo não cair, não que tenha receio, mas com esta idade levantar-me já começa a ser um esforço e tanto!
O melhor mesmo é não cair nem ter um pé de um lado e outro do outro, termos os dois bem assentes seja cá seja lá!
Obrigado pelo comentário.
Um Basco:”a lingua é a minha pátria!”
Um catalão: “a lingua é a minha pátria!”
Um português:”Ei, essa frase é do Pessoa!”