Entendeu a Sra. Ministra Lurdes Rodrigues arquivar o processo ao perseguido professor Charrua adiantando que o insulto não tinha sido dirigido a ninguém da hierarquia profissional (foi só ao Primeiro-Ministro), colocando um ponto final politicamente correcto no assunto. No entanto, vai daí, assim de um dia para o outro, mas não antes de ser conhecida a posição da Ministra, o perseguido professor Charrua transmuda-se em perseguidor, anunciando que “está na disposição de pedir uma indemnização” por danos pessoais e profissionais de que diz ter sido alvo ao longo dos três meses em que esteve suspenso. (Público)
A questão, de facto, não é de carácter profissional, nem educativa nem de funcionários públicos! Trata-se de uma questão de clientelas partidárias que estão habituadas à rotatividade de assentos sempre que a cor dos governos muda e quem se mete com pessoas dispostas a tamanha maleabilidade ética não pode esperar a verticalidade e elevação que nunca exigiu dos seus filiados, antes fomentou e com naturalidade acolheu em seu seio este género de procedimentos.
Tal como então escrevi, a directora da DREN e o perseguido de hoje, que poderá ser o perseguidor de amanhã, que se entendam.
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É verdade meu caro amigo. Estamos perante aquela máxima de preso por ter cão e preso por não ter. Isto é a sra responsável da DREN resolveu instaurar um processo disciplinar ao professor Charrua talvez na esperança de na próxima legislatura chegar a Directora Geral e porque não a secretária de estado. A questão gerou um sururu do caraças e também demos relevo a esta perseguição caricata que a titular da pasta entendeu e muito bem mandar arquivar. Não contente o visado e a sua advogada diga-se de passagem a quem ele não deve este desfecho mas sim a quem se insurgiu, comunicação social e blogosfera, mas dizia, pensando esta jovem advogada que poderá obter do Estado uma compensação indemnizatória na qual para além do visado ela seria também beneficiada. Valha a Deus. Grato pelo comentário.
Um abraço do Raul
Para mim é evidente, amigo Raul, que um funcionário público não pode dizer mal da instituição para a qual trabalha nem insultar qualquer membro do governo muito menos o Primeiro-Ministro. Se numa empresa privada alguém se lembrar de insultar um membro do conselho de administração não tenha a mínima dúvida de que vai para a rua de imediato.
No entanto, a rotatividade destes lugares consoante a cor dos governos, cujos ocupantes não os alcançaram nem por mérito e muito menos por concurso, atitudes como a do Sr. Professor Charrua e da Sra. Directora são infelizmente vulgares e fomentados pelos partidos, como acção política, entre os militantes que antes do B.I. exigem o cartão do partido como identificação pessoal e profissional!
A Sra. directora esteve mal porque sofrerá das mesmas tendências, ao que parece, do Sr. professor, mas como é evidente, se o Primeiro-Ministro coloca-se um processo ao Sr. Charrua os media caíam-lhe em cima, mas o Sr, professor ainda se acho no direito, depois de insultar o Primeiro-Ministro, de pedir uma indemnização por danos pessoais e profissionais!
Como disse, quem lida e acolhe esta gente que se entenda com ela!