Edelmiro Momán, reputado quÃmico galego, responde a Saramago melhor, em calhando, que muitos portugueses, em artigo sob o tÃtulo Santo Saramago Naïf: uma visão galega, tocando na progressiva conquista de Portugal através do capital e do controlo dos meios de comunicação! Deixo breve excerto:
(…) a profecia saramaguiana corresponde com exactidão matemática com os planos que a Espanha tem para a República Portuguesa. Sim, a acumulação de capital, planificada desde bem antes, dos oitenta e noventa está a servir agora para que as caravelas madrilenas se lancem na reconquista das antigas colónias e outros territórios, próximos e distantes. E Portugal, bom, nos delÃrios néo-imperiais da direita espanhola, Portugal foi sempre um erro. Uma aberração. Portugal, simplesmente, não tinha direito a existir. Portugal, quantas vezes levamos escutado esse mantra maçador do espanholismo, es el brazo que le arrancaron a España, e a Espanha, graças ao avances cirúrgicos das ultimas décadas, tem toda a intenção de se fazer reimplantar o seu braço. Já o esta a fazer. A penetração, leva razão Saramago, do capital espanhol em Portugal semelha já imparável e, na estratégia espanhola, resulta fulcral o controlo dos meios de comunicação.
Edelmiro Momán no Portal Galego da LÃngua
Grato estou ao ZedTee através de quem cheguei ao artigo.
Tags: Espanha-Portugal, Iberismo, Media, Neoliberalismo, PolÃtica, Portugal, Regionalização, Saramago






















Pois é. Capitalistas, ainda por cima madrilenos e espanhóis, maus, maus, maus, tau-tau neles! Desculpa, Carlos, mas não há paciência para este tipo de argumentos.
Os galegos querem ser portugueses, os portugueses espanhois e os espanhois norte americanos. Isto acaba sempre no mesmo sÃtio!
Estimada Teresa
Compreendo e estou até de acordo com o alcance das tuas palavras, mas repara que se expurgarmos o texto do conteúdo ideológico que o amarra, encontramos factos – o crescimento do investimento dos grupos financeiros de Espanha em Portugal e a tentativa de controlo dos media.
Só que se isto foi acontecendo, não foi por culpa dos espanhóis nem dos madrilenos nem de ninguém do lado de lá da fronteira, mas sim dos que do lado de cá preferiram a agiotagem bolsista em vez do investimento empresarial. Por outras palavras, enquanto o capitalista espanhol tornou-se empresário o português guardou o dinheiro na alcofa e pô-lo a render no banco ou entrou numa frenética actividade de compra e vende sem criar riqueza. Por alguma razão é que em Espanha os investimentos do grupo SONAE são bem-vindos e por cá boicotados.
Exemplos Teresa? Olha um fresquinho de hoje : Sonae Sierra vai abrir dois novos centros comerciais, em Espanha e na Grécia (…)
Por outro lado, num momento em que em Portugal se fala de regionalização, em que a Galiza afaste-se do castelhano e aproxima-se do português, em que se fala de regiões transfronteiriças, o discurso de Saramago se naif não foi, de patético não escapa!
Beijinho e obrigado pelo comentário.
Diria mais até, Rui, isto nunca acaba…, ou melhor, sim, o petróleo vai acabar muito rapidamente e o mundo irá entrar em tal sobressalto que tudo isto deixará de ter qualquer relevância!
Abraço
Eles fazem porque nós fomos sempre baixando as calcinhas e fazia falta o investimento estrangeiro..
Começou pela banca e não começou mais cedo possivelmente porque o senhor Jardim Gonçalves não estava muito interessado na concorrência! O Saramago foi palerma mas ainda lhe vão chamar profeta caramba. Eu até me assusto quando começo a ver muitos terrenos na zona do Alqueva e a dizerem-me que está tudo a ser comprado por espanhóis… com subsÃdios que recebem lá pois então. Nós vamos para Ã?frica, eles vêm para cá . Com a nova (?) legislação sobre o abate de gado muitos criadores tinham que se deslocar a espanha para o fazer o que encarecia em demasia o produto final. venderam as explorações a quem? Aos espanhóis. os porcos são cá criados, lá são abatidos e regressam a Portugal na forma do fabuloso presunto pata negra . O bom filho á casavolta, isto não é tão engraçado? :S *-)
Se a Espanha fica maior com Portugal, porque é que Portugal não há-de ficar maior com a Espanha?
Não sei se baixamos as calcinhas, Gi. Sei que eles fizeram e nós não fizemos nem mandamos fazer!
Beijinho e obrigado pelo comentário.
Não creio que seja uma questão de grandeza, estimada C.C., porque não há forma de adicionar lÃnguas, tradições, história nem culturas! Esse será o óbice, porque são as raÃzes que divergiram há 8 séculos as quais não há decreto, nem lei que as safe.
Tudo o mais, o económico ou o polÃtico até que poderia ser negociável, mas não aquilo que nos identifica, aquilo, afinal, que mais valor tem e menos valor se dá – a cultura!
Beijinho e obrigado pelo comentário.
É que o nosso Edelmiro também foi esquecer a “caravela” galega que dá pelo nome de Grupo Inditex…
Pronto. Näo sou economista, mas o Google está para isso, para dar uma ajudinha nestes casos. Procurando, por causa desta série de comentários, alguma informaçäo sobre o investimento espanhol fora da “piel de toro”, encontrei o seguinte dado objectivo:
“España no tenÃa una sola multinacional cuando Franco murió, en 1975. En el Ãndice bursátil EuroStoxx 50 [de 2006], aparecen hoy seis empresas españolas entre las 50 mayores europeas (una de telecomunicaciones, tres de energÃa, dos bancos). Alemania tiene 11; Francia, 17; Holanda, 7 (Reino Unido se alinea con los otros anglosajones).”
Em pouco mais de trinta anos! Talvez esteja enganada, mas acho que no EuroStoxx 50 näo há nenhuma multinacional portuguesa.
O link é este.
Vale a pena ler o texto completo (embora suponha que deve haver muitas outras fontes sobre o assunto na net), entre outras coisas, porque Portugal é mencionado, mas num contexto global que faz perceber o peso relativo que tem para o o investimento externo espanhol.
Agora, Espanha é uma espécie de aspirante a gigante com “pies de barro”, entre outras coisas porque o investimento em I+D+i, como nos lembra o artigo, é minúsculo. O mesmo acontece se olharmos para os indicadores espanhóis de evoluçäo da “sociedade do conhecimento”. Um exemplo: näo há nem uma universidade espanhola entre as 200 melhores do mundo! The Economist tem referido isso, tal como o carinho excessivo que os investidores espanhóis têm ao tijolo (e que já tem exportado näo apenas a Portugal, mas também a Marrocos ou a paÃses do leste da Europa e América do Sul).
Mais outra coisa, e já que falam em cultura: se essa forma de globalizaçäo a escala ibérica näo tem tido contrapartidas para os cidadäos espanhóis e portugueses (näo para os consumidores), tem sido em parte, falo a partir de informaçäo de primeira mäo de que disponho, por causa da falta de reflexos das próprias instituiçöes portuguesas. Atençäo, näo falo das empresas: a minha filha bebe também em Espanha Compal manga-laranja porque é o sumo de que mais gosta e porque está disponÃvel nas prateleiras do Sabeco e do Eroski!
Lembro-me de várias conversas com dirigentes da área da cultura camarários e autonómicos galegos (curiosamente, meu caro Edelmiro!) nesse sentido, que, depois de perguntar à espanhola lisboeta que sou eu “mas o que é que se passa em Portugal?”, começam a lamentar-se, a cantiga sempre é a mesma, de projectos bilaterais gorados por falta de resposta, impontualidade o pura incompetência vindas do lado fadista da raia.
Desculpem o tom um bocadinho beligerante do comentário, mas após quase duas décadas de experiência pessoal lusa, e agora que já me reconciliei com o lado castanholeiro da raia, tenho uma vontade doida de dizer a alguns amantes do seu umbigo que conheço ou que tenho lido: reajam e olhem para o mundo como ele actualmente é. Nada tem a ver com o que o Eça e o Salazar diziam que era!
Beijos e abraços.
Acho muito importante a chamada à terra que a Teresa Cascudo acaba de fazer. Por razões pessoais e profissionais mantenho estreito contacto com a Espanha raiana desde há muitos anos e a TVE era, nos anos 70 e até metade dos 80, a minha televisão “oficial”, com a excepção da Gabriela, Cravo e Canela, o Casarão e alguns programas da RTP2. Cresci a ver o “Informe Semanal” e a fantástica série de Rodrigues de la Fuente, só para dar alguns exemplos.
Nos contactos que fui mantendo com a realidade raiana sempre observei, no lado castelhano, uma muito maior focalização nos objectivos e uma prática que exigia a assunção de responsabilidades claras. As colaborações e parcerias tinham uma base genuina, ou pelo menos assim o senti, e nunca apenas operacional, por força dos apoios aos projectos transfronteiriços. Reparei muitas vezes como o enfado tomava conta dos nosso parceiros quando do nosso lado as coisas encalhavam num determinado fado. A ideia era fazer o máximo possÃvel, de preferência tudo o que estava previsto e nos prazos de referência.
Quando falávamos sobre estas multinacionais o que eles nos diziam não era muito diferente do que nós próprios afirmávamos e não vislumbrei que Portugal tivesse, para a generalidade dos meus interlocutores, assim uma tão grande importância na estratégia global. Sempre me deu a sensação que eramos nós que estavamos só a olhar para o vizinho, quando eles davam muita atenção à América do Sul, ao resto da Europa e até mais longe.
Concordo com o Carlos, quando diz que “eles fizeram e nós não fizemos”, mas essa forma de fado já a conheço desde os anos 80, quando se chegava a Badajoz e tinhamos uma Autopista que conduzia até Madrid ou quando se descia o Guadiana do outro lado e tudo transbordava de diferença, nos campos, meio abandonados do nosso lado e cultivados na outra margem. Só o facto de continuarmos o lamento, por mais realista que seja, não nos conduz a lado nenhum e aà todos estaremos de acordo.
Como para estas coisas não há outra receita que não seja trabalhar e bem, acompanho a Teresa no “reajam e olhem para o mundo como ele actualmente é”.
Um abraço desde Castelo Branco com os tÃpicos quase 40ºC.
Teresa Cascudo e Carlos Semedo
Por muito que os vossos comentários despertem e me motivem a uma boa resposta o tempo não mo permite.
Ainda assim, deixo algumas notas…
De acordo no geral e muitas dúvidas no particular. De acordo, desde logo, em relação ao Fado – o fado é o eterno queixume, o discurso da falta de sorte, o coitadinho e, sim, o sebastianismo que nos faz sempre olhar com inveja para os que mais se desenvolvem e cegos em relação à imensa pobreza que inunda este mundo. Este fado que falas não me parece que seja o mesmo que o Carlos Semedo falou no comentário seguinte, porque o facto de nada termos feito, de os nossos empresários preferirem guardar o dinheiro para o jogo da bolsa em vez de empreenderem ao contrário dos espanhóis não é fado, é uma realidade pungente!
Fado é perdermos tempo a olhar para os outros e nada fazermos por nós! Esse é o fado…, que ainda por cima querem virar em património nacional esquecendo o belÃssimo fado de Coimbra que nada tinha a ver com este fado de lamúrias, não, esse outro cantava os sonhos, os amores, os dias que estariam para vir.., mas até temos reputado musicólogo a elaborar estudo para apresentar à UNESCO onde o fado de Lisboa vira canção nacional…
Voltando ao assunto, há um outro ponto que a Teresa tem toda a razão – o enredo processual em Portugal onde todo e qualquer projecto falha, por falta de pontualidade, por falta de resposta, por incompetência, por boicote, por que quem decide tem um tacho polÃtico e não percebe nada do assunto e, na maioria das vezes, nada consegue ver para lá das paredes do seu partido!
Isto é verdade, que o Carlos Semedo também bem invoca, e uma vergonha nacional – o paÃs dos empatas…
Quanto à s 50 maiores empresas, Teresa, aà necessitaria de mais tempo para analisar. Repara que muitas delas são públicas ou grandes multinacionais, sendo que a grandeza das públicas depende essencialmente da quantidade de consumidores nacionais e aÃ, não temos a mÃnima hipótese! Mas teria de analisar melhor.
No entanto, permite que partilhe aqui uma experiência pessoal. Trabalhei no princÃpio dos anos 90 dois anos em Barcelona na sede ibérica de uma daquelas multinacionais que estão nos primeiros lugares entre aquelas 50, tendo tido por incumbência transpor para Espanha uma bem sucedida experiência piloto que realizei em Portugal na área de canais de distribuição. Encontrei uma Espanha muito mais atrasada que Portugal, mas enquanto precisei de dois anos para explicar colocar em marcha o plano, em Portugal tinha demorado 3 anos com muito menos pessoas e um mercado muito mais pequeno e mas com muito mais desconfianças e recusas de mudança de atitudes e rotinas!
Os espanhóis, de uma forma geral, estavam ainda uns anos atrás, mas estavam ávidos para aprender e evoluir, enquanto nós sempre, mas sempre, agarrados às rotinas, agarrados ao passado, agarrados a tudo que pudesse impedir mudança ou que apenas implicasse o risco que temos de correr para andar para a frente!
Portugal parou! Os portugueses pararam com medo do futuro e de nada se aperceberam enquanto os milhões de Bruxelas foram caindo. Agora, agora em vez de reconhecer esse erro colectivo, de todos os governos, de todos os portugueses pós-adesão à CEE, parece que queremos continuar a chorar sobre o leite derramado do que investir em corrigir a atitude e trabalhar para andar mais depressa.
Uma última nota sobre os pés de barro do investimento e I&D em Espanha. Não estou certo de que o modelo de aferição do investimento das UN seja o mais correcto, porque mistura muita coisa. Seria necessário ‘debulhar’ esses números e verificar a que é que eles correspondem em cada paÃs e, por outro lado, alterar o conceito absurdo de que só o investimento nas novas tecnologias é que é necessário para atingirmos o comboio da tecnologia. É que esquece-se de que um técnico, por melhor que seja sem sustentação cultural, sem raÃzes, poderá descobrir uma coisa extraordinária como a fusão do átomo, mas esquecer que a principal consequência da sua descoberta será o fabrico de armas atómicas; por outro lado é grave que se continue a não dar relevo que são as já os investimentos culturais que mais frutos dão, nomeadamente no peso que têm no PIB de toda a Europa!
Os problemas que a Teresa e o Carlos abordaram colocam problemas transversais que mexem com muita coisa a então consigo num comentário ir a todas. O que me parece é que está muita coisa em jogo, mas dá ideia de que nem sabemos que jogo é, nem deixamos quem sabe arriscar num futuro que todos pretendem, afinal.
Muito obrigado aos dois pelos comentários e aceitem as minhas desculpas pela falta de tempo para resposta mais condignas.
Primeiro, eu a priori não tenho nada contra as doutrinas iberistas, que acho muito lógicas, e coincido contigo e com Saramago em que a união ibérica é um processo em curso. Também não me oponho ao processo globalizador, per se.
O que eu questiono é a natureza desses processos tal e como eles estão a acontecer e, particularmente, a discrepância entre a natureza “real� desses processos e a propaganda que deles se faz ou, noutras palavras, os esquemas interpretativos que são fornecidos aos cidadãos para a interpretação dessas realidades.
Muito resumidamente acho que, embora o processo da globalização tenha muitas faces e algumas ao meu ver muito positivas, a força dominante está a ser, com grande diferença, a acumulação de capital e a expansão de mercados. Uma força que opera de costas viradas aos cidadãos/consumidores e ao planeta/matéria prima. Uma forca que, não só e antidemocrática na sua mesma essência, senão que está, como cabalo de �tila, produzindo uma involução democrática lá por onde passa. Cada vez vemos como os centros de decisão vão ficando mais longe dos cidadãos, como as conquistas sociais, para mim insuficientes, dos séculos XIX e XX estão a ser progressivamente erodidas em favor da acumulação de capitais e como as liberdades fundamentais ficam cada vez mais minguadas.
Então o que eu digo é que esse processo, assim descrito, é tudo o contrario do que eu quereria. Eu preferiria uma globalização em quanto união livre de cidadãos livres e conscientes que levam as rédeas da sua existência individual e colectiva. O que temos é, pela contra, um processo que se está a cozer longe da vista dos cidadãos, que é contrário aos interesses da imensa maioria desses cidadãos, em quando seres humanos livres e incluso em quanto seres vivos, e ao que nos vemos abocados irremissivelmente queiramo-lo ou não.
Pois eu, como qualquer um que ama a sua liberdade, que ama o ar que respira e a água que bebe, tenho-me que opor. Tenho que tentar, embora por vezes frustrado por uma paralisante sensação de impotência, reconduzir esse processo por onde a mim me interessa.
No contexto ibérico, acho quase uma ofensa para a inteligência, o facto de que a absorção da economia portuguesa por parte da espanhola se disfarce de união fraternal entre povos. Máxime sendo galego.
Não penso que se possa reduzir tudo a termos da dialéctica globalização versus nacionalismo. O nacionalismo não é mais do que um dos refúgios nos que a gente está a procurar protecção face a um mundo de incertezas. Sendo o outro grande refúgio a religião. De facto, tu falas de crise dos nacionalismos ibéricos e eu o que vejo é um ressurgir dos nacionalismos ibéricos e, nomeadamente, do espanhol. De facto, estou a ver um ressurgir dos nacionalismos europeus e um ressurgir das religiões e da superstição em geral. Mas não quereria sair muito do tema.
O nacionalismo, particularmente o nacionalismo de Estado, é também um mecanismo ideológico para o controlo da plebe. Mas no que diz dos nacionalismo regionais, muitas vezes também surgem de conflitos de interesses objectivos e acho que esse é o caso do galego, que nem tem uma burguesia que o respalde, e já sabemos que o nacionalismo é um vÃcio burguês e portanto muito imitado pelos de abaixo.
Já para rematar, no contexto dos nacionalismos “regionais� ibéricos, dá-se uma circunstancia muito engraçada, porque é a própria existência duma entidade supra-estatal como é a UE a que faz com que o Estado Espanhol se torne relativamente supérfluo desde um certo ponto de vista.
Um abraço,
Miro
hola! yo so portuguesa preta mas no serrana.
De certeza que todos os problemas lusos se manteriam numa qualquer Iberia. Sobretudo trata-se de mudar o sistema de ensino. Tanto o geral como o superior no sentido de dotar Portugal de gente competente que saiba trabalhar, gerir e decidir inteligentemente. o debate de um unidade peninsular interessa 10 mil vezes menos que o problema do Kosovo. Por exemplo. Aqui trata-se de dividir um estado, de separar: exatamente o oposto da ideia da unidade peninsular! Este debeate n tem qq sentido.
Saramago, na entrevista ao La Vanguardia, deu o exemplo da Juguslavia como um estado que entrou em colapso e desapareceu, destino que, segundo ele, espera Portugal que se encontra em decadencia. Saramaguiana e pouco douta ignorancia! A Juguslavia demonstra que estados constituidos por muitas nacionalidades, como a Espanha, correm sempre o risco de se desintegrarem. O homem Saramago parece raciocinar lenta, lentamente. Podia ter arranjado outro exemplo (talvez n exista… talvez Portugal seja um caso singular no mundo porque gente que quer deixar de ser independente e passar a ser coutada da vizinho n existe noutro lugar… talvez os portugueses afinal sejam mesmo mediocres…). Na realidade o caso da antiga Juguslavia prova o oposto daquilo que Saramago tenta demonstrar e os Kosovares demonstram que o caso nem sequer se encontra encerrado, apesar de ter originado alguns estados com menos de 1.000.000 de pessoas. Que de resto demonstram grande capacidade como o caso da Eslovenia que ultrapassou Portugal, e da Crocia que vai a caminho do mesmo. Talvez os portugueses sejam mesmo mediocres… Mas se o forem nem dentro de Espanha se safam.
Não é porque Saramago referiu em entrevista ao La Vanguardia que Portugal caminha para a absorção por Espanha, que sou IBERISTA, monárquica ou republicana tanto me faz.
O pecado original do nascimento de Portugal, um acto de rebeldia de D.Afonso Henriques que bateu na mãe e “cuspiu na sopa”, marcou para sempre a qualidade das nossas elites politicas, sociais e económicas – burras, atrasadas, preguiçosas, anti-progressistas, prepotentes e arrogantes. Daà o PaÃs que sempre fomos e o que somos!
Cultura?! Cultura sem pão? Cultura sem instrução? Cultura sem trabalho? Cultura sem igualdade de oportunidades? É apenas um chavão!
Isso é uma grande verdade verdade. As élites portuguesas simplesmente não prestam. Pelo menos as que se alimentam dos tachos e cargos que as amizades lhes proporcionam. Se Portugal fôr absorvido por Espanha é uma oportunidade de nos livrarmos do lixo que nos tem governado e que dirige toda a estrutura pública em Portugal. Isso pode ser uma vantagem.
Mas se os portugueses não conseguem mudar o que adianta serem absorvidos por Espanha? O mal será só das élites? E os pequenos corruptos e escroques? Os “chicos-espertos”, broncos e incultos, incompetentes para produzir seja o que fôr, que o ensino “público e gratuÃto” se encarregou de propagar?
Querem ser uma provÃncia desprestigiada de Espanha, para amanhã andarem a pôr bombas e a reclamar a independência perdida? A Espanha já tem suficientes problemas do género!
Talvez um directório da UE, constituÃdo para governar Portugal, possa ajudar.
Cargos e tachos conseguidos através das amizades ou das famÃlias.
Os cargos, no estado português, em empresas públicas ou de capitais públicos, são tachos perfeitos.
Excelente texto, Miro! Subscrevo na Ãntegra.
Obrigado pelo comentário.
Estimado Fonseca e Costa
Cultura?! Cultura sem pão? Cultura sem instrução? Cultura sem trabalho? Cultura sem igualdade de oportunidades? É apenas um chavão!
De facto poderá ser um chavão, mas investir numa educação em cultura parece-me difÃcil ultrapassar essa triste, mas verdadeira, conclusão. Mas, hélas, dá ideia de que será mesmo isso que os poderes instituÃdos não querem.
Obrigado pelo comentário.
KKK
O problema é que as elites ou são abafadas pelo ruÃdo do circo mediático ou pura e simplesmente estão desmobilizadas, enquanto que outros, que se presumem e são aceites como elite, não enxergam para lá dos pequeninos interesses dos lobbies partidários europeus!
Assim, não sei se a elite portuguesa é boa ou má: sei que não se vislumbra no exercÃcio da cidadania.
Obrigado pelos comentários.