A SIC entende que não faltou ao respeito a Pedro Santana Lopes (…) (Direcção de Informação da SIC)
Não, basta! Que a vergonha do que se passa no PSD não é relevante para Portugal até posso aceitar; agora virem dizer que não faltaram ao respeito a Santana Lopes, isso ultrapassa tudo, desde logo a noção do que é respeitar os outros.
Há limites para tudo – devia haver – nesta palhaçada desta democracia “mediática”. Mais “merdiática” que mediática em que políticos, jornalistas e comentadores estão muito bem uns para os outros.
João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos.
Democracia merdiática? Ora, nem mais!!!
Ao que parece ontem a SIC Notícias interrompeu uma entrevista a Santana Lopes para emitir em directo a chegada de Mourinho à Portela. Santana Lopes considerou-se desrespeitado e abandonou o estúdio.
A atitude de Santana Lopes é perfeitamente compreensível e aceitável, mas o apoio que lhe foi dado por Pacheco Pereira, aduzindo que interromper uma entrevista política com um não-evento, sem notícia, nem conteúdo, merece esta resposta, se bem que política e culturalmente correcto, induz-me algumas interrogações, atendendo até ao que a Cristina Vieira escreveu no Contra Capa sobre a indignação de Pacheco Pereira em relação à quantidade de tempo de antena que os canais de televisão estão a dedicar ao futebol:
1 – Não fora o momento de eleições internas no PSD insurgir-se-ia Pacheco Pereira da mesma forma?
2 – o que levará Pacheco Pereira a considerar que uma entrevista a Santana Lopes é socialmente mais relevante que a chegada de um homem que é um dos mais bem sucedidos no mundo na sua profissão e leva o nome de Portugal onde o PSD todo inteiro nunca levará?
3 – se Pacheco Pereira gostasse de futebol ou do fenómeno percebesse alguma coisa reagiria da mesma forma?
4 – Em que é que as tramóias que se passam no PSD interessam ao país?
5 – Não será até benéfico que as notícias relativas aos vícios dos cadernos eleitorais do PSD sejam apenas transmitidas em horário de adultos de modo a evitar que os adolescentes adensam o descrédito a que já votam os partidos políticos?
Emmanuel Demarcy-Mota foi o escolhido pelo conselho de administração do Théâtre de la Ville de Paris para seu director, sucedendo a Gérard Violette que durante os últimos 22 anos empurrou a fasquia da qualidade e diversidade da programação bem a nível muito elevado.
A responsabilidade que Emmanuel Demarcy-Mota aceitou é tarefa de grande exigência embora a sua vasta experiência, no Centre dramatique national de Aubervilliers, no Forum do Blanc-Mesnil e na direcção do CDN de Reims, bem como as diversas colaborações internacionais, ateliers de escrita para teatro e a abertura para a música e a dança, tenha sido o motivo para que Gérard Violette afirmasse: il mène une politique culturelle pluridisciplinaire qui séduit.
A reputação internacional do Théâtre de la Ville na dança e músicas do mundo será para respeitar, segundo o novo director, e implementar uma identidade mais enraizada no domínio do Teatro, é pretensão do conselho de administração.
ps: Gestão cultural em Portugal? Teatro Nacional de S. Carlos, Rivoli, teatros municipais, já ouviram falar em gestão cultural, em conselhos de administração que decidem as missões e objectivos dos directores artísticos e programadores?
Começa amanhã a exposição 200 anos dos Melhores Relógios do Mundo, em Évora, levada a cabo pelo Museu do Relógio.
Estarão expostas algumas das mais belas e raras peças do museu como um Vacheron Constantin de 1755, um Baume & Mercier de 1830, um Jaeger le Coultre de 1833 e um Patek Philippe de 1839.
O Museu do Relógio é único do seu género em toda a Península Ibérica (cinco em todo o Mundo!) contando já com mais de 300.000 visitantes.
A exposição estará patente na Igreja de S. Vicente entre os dias 26 e 30 de Setembro das 10:30h às 12:30h e das 14:00h às 18:00.
Se os primeiros são conotados com apoiantes de Marques Mendes, os segundos são vistos como “cacicados” por Filipe Menezes. (Leonete Botelho no Público)
Uns são apoiantes enquanto outros são cacicados? Ora aí está como um jornal de referência nos ensina dois novos sinónimos, mas dá-me ideia que será o mesmo que designar corno ou vítima de adultério consoante mais jeito der?
Ele há cada uma…
ad majoorem Dei gloriam, exposição de Ecoarte de Paulo Fontes, decorre na Livraria Vício das Letras, na Feira, mais concretamente no n.º 59 da Rua Dr. José Correia de Sá.
Segundo o autor trata-se de uma exposição de Ecoarte, já que todas as obras expostas foram construídas aproveitando materiais que poderiam ir parar ao lixo ou à reciclagem.
Para mais informações vejam, por favor o sítio de Paulo Fontes, deixando aqui um poema seu que ilustra o que sente e motiva para o acto criativo.
Para a humanidade cega que caminha em direcção ao precipício…
Recolham lixo ou arte, a minha arte é feita de lixo,
Do nosso lixo faço a minha arte…
A luz que atravessa telas, objectos, tinta….
Flúi da natureza que há em mim, selvagem…
Da selva que criámos e que devora a natureza e os seus recursos.
seja uma questão de quotas! Antes talvez uma questão de ‘cotas’, da sua fuga à enxurrada de arrivistas que há anos vem assomando e do aparelho tomou conta!
Em Junho passado alertei para o facto de Gabriela Canavilhas ter apresentado a sua demissão da AMEC – Associação Música – Educação e Cultura e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, com efeito a partir de 1 de Setembro, adiantando o Público que a gestora afirmou que cabe agora ao Estado, representado na associação por vários ministérios e organismos, encontrar uma nova equipa directiva e dotá-la dos meios indispensáveis para salvaguardar e dar continuidade à obra da AMEC.
Através do Expresso chega agora a notícia de que o Conselho Superior de Promotores e a Assembleia Geral deverá reconduzir Gabriela Canavilhas no cargo.
Gabriela Canavilhas, presidente demissionária da AMEC (Associação de Música, Educação e Cultura) deve ser reconduzida no cargo, como ficou expresso nas reuniões de hoje do Conselho Superior de Promotores e da Assembleia-geral, afirmou à Lusa fonte oficial.
“Foi a vontade expressa de todos os fundadores de que a actual presidente demissionária, Gabriela Canavilhas, seja reconduzida e se mantenha à frente da AMEC”, disse.
Segundo a mesma fonte, “foi consensual, entre os fundadores, de que é uma obrigação de todos contribuírem financeiramente para repor a verba retirada pelo Ministério Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, ainda em este ano, e nos anos seguintes”.
Os fundadores foram também consensuais no sentido “de que é necessário proceder a um aumento financeiro anual significativo, durante quatro anos (de 2007 a 2010), para pagamento das dívidas que a actual direcção herdou em 2004″ da gestão do maestro Miguel Graça Moura.
De todo este processo realço o facto de os Promotores, em especial a nova Presidência da Câmara de Lisboa, unirem-se em torno do essencial – assumir as dívidas antigas da AMEC e suprir a verba que o Ministério da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior deixou de contribuir.
No entanto, por omissão de informação, fica por esclarecer se terá sido desta vez que os promotores públicos fixaram uma missão e objectivos particulares no que às prioridades e critérios de gestão da AMEC dizem respeito.
ps: textos relacionados por ordem cronológica inversa.
A ler na íntegra o óbvio e a ARTE no Ali_se, donde retiro este excerto:





















