Médicos também picarão o ponto
Todos os hospitais e serviços centrais de saúde serão obrigados a ter um controlo electrónico de assiduidade até ao fim do ano. (via Agência Financeira)
Sempre considerei que se deveria controlar a assiduidade dos médicos nos hospitais públicos, mas esta medida agora anunciada sempre me colocou algumas reticências, nomeadamente, se um médico deve interromper um acto, cirúrgico que seja, para ir picar o ponto à hora de saída ou, caso não o faça como manda o bom-senso, as horas que permanece em serviço até terminar o acto médico deverão ou não ser automaticamente consideradas como extraordinárias?
Que deve haver controlo, parece ser consensual; agora este tipo de controlo não me parece ser o mais adequado para os profissionais de saúde.
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não é preciso chegar aos actos cirurgicos, basta pensar nas consultas! quantas vezes no meu hosp os medicos ultrapassam o tempo de consulta que são 2 horas? quase sempre. agora vão ganhar o direito a mandar doentes embora…
quantas vezes eu lá fico 30 horas seguidas? tanta horinha extraordinária que vai ser paga!
mas enfim, as pessoas continuam a ver meia duzia de médicos que não cumprem o horário pelo todo. paciencia, a maioria deles vai benificiar com isso.
Não é solução, de todo, Cristina (e saberás melhor que eu), mas não me parece que sejam meia dúzia os médicos que não cumprem o horário na totalidade, especialmente aqueles que não optaram pela exclusividade. E são precisamente esses que entendo ser necessária e urgente um controlo apertado e não sobre a generalidade, pois como bem dizes, esta medida será prejudicial para os próprios utentes em grande parte dos casos.
Mas há ainda outro problema não menos grave que convém resolver: as horas extraordinárias que recebem os médicos em exclusividade por trabalharem para lá do horário, nomeadamente, os que pertencem às equipas de transplantes! Num hospital que conheço até o administrador acumulava as estas funções com as de médico da equipa de transplantes!!! Antes que desse bronca o ano passado tratou de deixar esse tacho adicional.
Beijinho
bem sei que ha casos desses, eu vim de um hospital desses. mas agora, ha 11 anos, trabalho num de gestão privada, e certamente saberás o que isso quer dizer em relação à função pública. o que também duvido é que ali haja ponto para picar
beijinho
Ora bem Cristina, parece que nos entendemos bem!
Beijinho