Em Junho passado alertei para o facto de Gabriela Canavilhas ter apresentado a sua demissão da AMEC - Associação Música – Educação e Cultura e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, com efeito a partir de 1 de Setembro, adiantando o Público que a gestora afirmou que cabe agora ao Estado, representado na associação por vários ministérios e organismos, encontrar uma nova equipa directiva e dotá-la dos meios indispensáveis para salvaguardar e dar continuidade à obra da AMEC.
Através do Expresso chega agora a notícia de que o Conselho Superior de Promotores e a Assembleia Geral deverá reconduzir Gabriela Canavilhas no cargo.
Gabriela Canavilhas, presidente demissionária da AMEC (Associação de Música, Educação e Cultura) deve ser reconduzida no cargo, como ficou expresso nas reuniões de hoje do Conselho Superior de Promotores e da Assembleia-geral, afirmou à Lusa fonte oficial.
“Foi a vontade expressa de todos os fundadores de que a actual presidente demissionária, Gabriela Canavilhas, seja reconduzida e se mantenha à frente da AMEC”, disse.
Segundo a mesma fonte, “foi consensual, entre os fundadores, de que é uma obrigação de todos contribuírem financeiramente para repor a verba retirada pelo Ministério Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, ainda em este ano, e nos anos seguintes”.
Os fundadores foram também consensuais no sentido “de que é necessário proceder a um aumento financeiro anual significativo, durante quatro anos (de 2007 a 2010), para pagamento das dívidas que a actual direcção herdou em 2004″ da gestão do maestro Miguel Graça Moura.
De todo este processo realço o facto de os Promotores, em especial a nova Presidência da Câmara de Lisboa, unirem-se em torno do essencial - assumir as dívidas antigas da AMEC e suprir a verba que o Ministério da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior deixou de contribuir.
No entanto, por omissão de informação, fica por esclarecer se terá sido desta vez que os promotores públicos fixaram uma missão e objectivos particulares no que às prioridades e critérios de gestão da AMEC dizem respeito.
ps: textos relacionados por ordem cronológica inversa.
tags: AMEC associação Música Educação Cultura, Ensino Artístico, Gabriela Canavilhas, Gestão Cultural, Orquestra Metropolitana de Lisboa
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Muito bem!
Mais um caso de “jobs for the boys”, ou melhor, “for the girls”…
O Dr. António Costa vai salvar a cml com o seu apurado rigor económico… o Ministério da Educação vai urdindo uma estratégia para desinvestir no ensino público da música… mas, para a oml - cujos planos curriculares nem sequer têm equivalência ao ensino oficial -, sobra sempre dinheiro… Ok.
Fica a sua opinião anónima. No entanto, cumpre-me dizer que me preocupa de sobremaneira o que o Ministério da Educação prepara para o Ensino artístico, mas não só nas 6 escolas vocacionais públicas, mas em todas as 97 em Portugal.
Quanto à não equivalência dos planos curriculares da AMEC, desconhecendo o motivo, sempre adianto que conheço muita escola de prestígio além fronteiras cujo diploma vale mais do que qualquer equivalência de um Ministério.
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