Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo: Outubro, 2007

INQUALIFICÁVEL EXCLUSÃO SOCIAL e PROFISSIONAL de ARTISTAS e PROFESSORES

Conclui-se hoje, penosamente, o último dia da Conferência Nacional de Educação Artística (link) que decorre desde 2ª feira na Casa da Música no Porto.
Impõe-se-me, antes do mais, repudiar veementemente o despautério (aguardado e denunciado, diga-se) de marginalizar generalizadamente os artistas e professores desta (dita) conferência nacional, organizada pelos Ministérios da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros (conforme Despacho n.o 23 572/2006), sob a égide da UNESCO.
Uma conferência nacional de educação artística que exclui artistas, pedagogos experientes e escolas de ensino artístico especializado é algo que nem um país no Terceiro Mundo ousaria!

Os responsáveis por este evento têm de ser responsabilizados por esta conduta, no mínimo, insultuosa, de total menosprezo, diria, até de exclusão social e profissional, de todos os que há anos vêm desenvolvendo actividade de reconhecido mérito nas artes e na sua educação.
Esta abjecta ostracização dos artistas, pedagogos e escolas de educação artística não é inocente nem virgem: precedentes deste teor já se vislumbravam no Roteiro para a Educação Artística (link) e no estudo encomendado pelo Ministério da Educação do Prof.º Doutor Domingos Fernandes que culminou no Relatório de Avaliação do Ensino Artístico (link).
O comportamento, continuado e cada vez mais assumido, das senhoras Ministras da Educação e da Cultura de absoluto menosprezo, senão desdém, pelos professores e pelas escolas de educação artística é demasiadamente grave para continuarmos como pacientes observadores, na esperança de que se trate de um equívoco!

Não é um equívoco nem é inocente - trata-se de um assumido despautério!!!

Duas Ministras, a da Educação e da Cultura que, sucessivamente, vêm ostracizando, pública e socialmente, os seus agentes educativos, das duas uma: ou todos os artistas e professores não servem, ou serão as senhoras ministras que não servirão para cumprir a prima missão que lhes é exigida - SERVIR a EDUCAÇÃO E A CULTURA!

ps: breve lista de artistas e professores (por ordem alfabéctica) de que me lembrei de repente, que não estiveram presentes neste Conferência Nacional de Educação Artística, nem tão pouco foram solicitados a prestar colaboração, pedindo, desde já perdão, pelas centenas ou milhares que me esquecerei com toda a certeza:

Música:

Adriano Aguiar, Alexandre Delgado, Álvaro Cassuto, Álvaro Salazar, Amílcar Vasques Dias, Ana Cancela, Ana Ester Neves, Ana Mafalda Castro, Ana Maria Valente, Ana Paula Russo, Ana Bela Chaves, Aníbal Lima, António Augusto de Aguiar, António Carrilho, António Chagas Rosa, António de Sousa Dias, António Pinho Vargas, António Rosado, António Saiote, António Victorino d’ Almeida, António Wagner Diniz, Antóno Toscano, Armando Possante, Artur Pizarro, Bernardo Sassetti, Cândido Lima, Carla Seixas, Carlos Alves, Carlos Azevedo, Carlos Barreto, Carlos Bica, Carlos Caíres, Carlos Fragateiro, Carlos Semedo, Carlos Voss, Carlos Zíngaro, Carmélia Âmbar, Cecília Fontes, César de Oliveira, César Viana, Cesário Costa, Christopher Bochman, Cláudia Nelson, Daniel Oliveira, Dina Resende, Elisabete Matos, Elsa Saque, Emmanuel Nunes, Eurico Carrapatoso, Eurico Rosado, Fátima Travanca, Fausto Neves, Fernanda Correia, Fernanda Wandschneider, Fernando Lapa, Filipa Taipina, Filipe Pinto-Ribeiro, Filipe Pires, Gerardo Ribeiro, Gisela Neves, Helena Lima, Helena Marinho, Inês Saraiva, Irene Lima, Isabel Delerue, Isabel Soveral, Jaime Branco, Jean-Marc Burfin, Joana Carneiro, João Madureira, João Pedro Oliveira, João Rafael, Joaquim Fernandes, Jorge Correia, Jorge Lima Barreto, Jorge Machado, Jorge Moyano, Jorge Sá Machado, José Atalaya, José Massarrão, José Pina, Luís Tinoco, Madalena Soveral, Magda Ferreira, Manuel Ivo Cruz, Manuel Morais, Manuela Gouveia, Marco Pereira, Maria Helena Pires de Matos, Maria João Pires, Maria João Serrão, Maria José Souza Guedes, Mário Laginha, Mário Mateus, Mário Santos, Mários Barreiros, Miguel Azguime, Miguel Borges Coelho, Miguel Henriques, Miguel Ivo Cruz, Miguel Rocha, Nancy Lee Harper, Nelson Cascais, Nuno Ivo Cruz, Nuno Pinto, Olavo Barros, Olga Prats, Palmira Troufa, Paulo Bastos, Paulo Ferreira de Castro, Paulo Gaio Lima, Paulo Gomes, Pedro Amaral, Pedro Burmester, Pedro Caldeira Cabral, Pedro Carneiro, Pedro Couro Soares, Pedro Guedes, Peter Rundel, Piñeiro Nagy, Roberto Perez, Rui Gama, Rui Pinheiro, Sara Carvalho, Sequeira Costa, Sérgio Azevedo, Sofia Lourenço, Tânia Achot, Teresa Cascudo, Tomás Henriques, Vasco Pearce de Azevedo, Virgílio Melo;

Teatro:

Ana Tamen, António Reis, Armando Nascimento Rosa, Carlos Avilez, Carlos J. Pessoa, Cristina Homem de Mello, David Antunes, Diogo Dória, Diogo Infante, Emmanuel-Démarcy Mota, Estrela Novais, Filipe La Féria, Gisela Cañamero, Isabel Alves Costa, João Lagarto, João Brites, Jorge Listopad, José Wallenstein, Júlio Cardoso, Lia Gama, Luca Aprea, Luís Lima Barreto, Luís Miguel Cintra, Márcia Breia, Ricardo Pais, Rui Pina Coelho, São José Lapa, Teresa Ricou, Vera San Payo de Lemos;

Dança:

Alexandre Fernandes, Ana Lacerda, Ana Sendas, Benvindo da Fonseca, Carlos Prado, Cecília Graço Moura, César Augusto Moniz, Clara Andernatt, Cláudia Nóvoa, Fátima Brito, Filipa Castro, Gil Mendo, Graça Bessa, Inês Amaral, Iolanda Ruas, Isabel Barros, João Costa, Jorge Salavisa, Maria Ruas, Mariana Paz, Olga Roriz, Paula Pinto, Romeu Runa, Rui Horta, Rui Lopes-Graça, Rui Pinto, Sílvia Real, Sofia Belchior, Susana Cecílio, Teresa Alves da Silva, Teresa Simas, Vasco Macide, Vasco Wellenkamp, Vera Mantero;

Cinema:

Ana Luísa Guimarães, António Pedro Vasconcelos, Fernando Fraga, Inês de Medeiros, Jacinto Lucas Pires, João Canijo, João Mário Grilo, João Milagre, Joaquim de Almeida, Joaquim Leitão, José Bogalheiro, José Fonseca e Costa, Lauro António, Manoel de Oliveira, Maria de Medeiros, Paulo Branco, Paulo Pires, Pedro Sena Nunes, Teresa Madruga, Teresa Villaverde;

Belas Artes:

Ângelo de Sousa, Graça Morais, Joana Vasconcelos, João Carqueijeiro, João Cutileiro, José de Guimarães, José Rodrigues, Júlio Pomar, Júlio Resende, Luísa Gonçalves, Manuel Cargaleiro, Paula Rego;

Arquitectura:

Aires Mateus, Alcino Soutinho, Alexandre Burmester, Eduardo Souto Moura, Filipe Oliveira Dias, João Mendes Ribeiro, Pedro Campos Costa, Pedro Ramalho, Raimundo Gomes, Rui Miguel Cruz, Sérgio Secca, Siza Vieira;

Fotografia:

Eduardo Gageiro, Fernando Guerra, Gérard Castello-Lopes, Mário Cabrita Gil, Sérgio Freitas.

Conferência Nacional de Educação Artística - o absoluto despautério!

Musica nos HospitaisO 3º curso de especialização em Músicos nos Hospitais, promovodo pela Associação Música nos Hosptitais (link) em parceria com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (link), abre este ano uma segunda fase de inscrições dedicada a candidatos da região Norte, que se prolonga até ao próximo dia 3 de Novembro.

O curso, reconhecido pela Universidade Marc Bloch de Estrasburgo, obriga a um fim-de-semana por mês de aulas em Lisboa, a 2 estágios semanais em lares e hospitais na zona Norte (um numa instituição de idosos e outro num serviço de pediatria).

Para mais informações visite o site da Associação Música nos Hospitais onde brochuras com mais informações e a ficha de inscrição case esteja interessado em inscrever-se.


Body and Soul por Coleman Hawkins, Londres 1967.

Bom fim-de-semana.

A ler e reter o que o José Manuel Fonseca escreveu no A Infelicidade ao Alcance de Todos onde aborda as consequências da substituição da avaliação do desempenho pela do potencial no mundo empresarial.
Breves excertos:

(…) nos últimos tempos o valor das pessoas não está associado ao seu passado.
(…) Reenquadrando tudo no “potencial”, fazemos depender do futuro, sempre deslizante, uma opinião sobre o valor de qualquer pessoa.
(…) Isto tem a vantagem de desgastar bastante as pessoas cujo património de vida, de experiência e de bom trabalho numa qualquer organização será sempre desvalorizado e sem relevo.
(…) Criam-se organizações sem memória, sem lealdades nem cumplicidades duradouras entre os seus habitantes, mas a quem será, necessariamente, exigida uma dedicação e comprometimento organizacional unilaterais.
José Manuel Fonseca, Então agora que o íamos promover é que se vai embora?

O pensamento actual traduzido nesta análise pode bem ser aplicada ao sitema educativo dos dias de hoje, onde muito se fala e investe na matemática e tecnologia, em detrimento dos pilares civilizacionais, as artes e as humanidades, que conferem e educam a gerir emoções, enquadrando-as na memória, na tradição, conferindo o essencial para construção da identidade, condição prima para se saber quem é nesta aldeia global.

Industrias-Culturais

É já amanhã, dia 25, que o livro do Rogério Santos, INDÚSTRIAS CULTURAIS - Imagens, Valores e Consumos, editado pela Edições 70, será lançado na livraria Almedina, ao Saldanha (Lisboa), pelas 19:00.

Prefaciado por Isabel Capeloa Gil, trata-se de um livro, seguindo as palavras do autor, que reflecte os textos que foi escrevendo no seu blogue - Indústrias Culturais.
Para o Rogério Santos, amigo e companheiro nesta caminhada blogosférica, segue daqui um abraço.

Isabel SoveralAmanhã, por encomenda da Gulbenkian, será estreada a obra Paradeisoi de Isabel Soveral, no ciclo Nova Música Portuguesa, como atrás divulguei.

Nascida no Porto, Isabel Soveral (catálogo) estudou no Conservatório Nacional com os compositores Jorge Peixinho e Joly Braga Santos. Sob a orientação de Daria Semegen e Bulent Arel fez o mestrado e doutorou-se em composição na Universidade Estadual de Nova Iorque em Stony Brook, como bolseira das Fundações Calouste Gulbenkian, Luso Americana e Fulbright.
Desde 1995 é professora de Composição, Teoria e Análise Musical no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.

Notas sobre Paradeisoi gentilmente cedidas pela compositora:

«Paradeisoi é o nome grego dado aos jardins antigos persas que tiveram o seu auge na dinastia Aqueménida (559-330 ac). Os jardins persas são sempre rodeados por muros, tendo, normalmente, entradas simples que nunca se situam no eixo central da composição. A palavra persa para estes jardins é pairi-daeza (espaço fechado), termo que foi adoptado pela mitologia cristã na descrição do jardim de Éden ou paraíso na terra. Estes jardins têm, por vezes, elementos de surpresa, como, por exemplo, entradas labirínticas. Na construção destes jardins, que também eram chamados de jardins formais, existia a preocupação de combinar os elementos considerados como principais: água, sol, vento, frutos e pássaros.
Os jardins persas procuravam retratar o universo; nesta representação, com o microcosmo em comunicação com o macrocosmo, encontramos diferentes formas de expressão que correspondem a desejos íntimos e profundos deste povo, tais como uma árvore que brota a água que nasce de dentro de uma montanha. Na construção destes espaços, a preocupação formal é muito importante, conjugando a simplicidade estética com o rigor técnico. Na elaboração dos diferentes parâmetros formais é dada muita importância à relação entre luz e sombra, bem como, à articulação entre o sentido estático e o sentido de movimento.
Todas estas questões formais foram consideradas primordiais na elaboração do tecido musical desta obra que, como num paradeisoi, procura a harmonia resultante do diálogo arquitectura versus natureza, espaço aberto versus espaço fechado, material versus espiritual.

Isabel Soveral

Sergio Azevedo A propósito do concerto de amanhã, na Gulbenkian, incluído no ciclo Nova Música Portuguesa que atrás divulguei, será executado o Concerto para dois Pianos e Orquestra de Sérgio Azevedo.
Nasce em Coimbra, Sérgio Azevedo (link), em 1968, sendo, além de compositor (link), professor da Escola Superior de Música de Lisboa e membro da direcção da Academia de Amadores de Música, instituições onde estudou. Efectuou seminários com Emmanuel Nunes. Tristan Murail, Philippe Manoury, Jorge Peixinho, Gilbert Amy, Robert Sherlaw-Johnson, Louis Andries-en, Luca Francesconi e Mary Finstereres.

Notas sobre o Concerto para dois Pianos e Orquestra gentilmente enviadas pelo compositor:

«O Concerto para Dois Pianos foi composto entre 1999 e 2003. Se o Quinteto de Clarinete (1996) provou ser um ponto de viragem na minha música, Atlas’ Journey (1998) foi sem dúvida a culminação desse ponto de viragem. Tanto o Concerto para Dois Pianos e Atlas’ Journey são, sem dúvida, os pontos culminantes desse período, no qual comecei uma aproximação mais sistemática a técnicas de composição baseadas em grupos de tons inteiros, harmonia espectral, heterofonia, campos harmónicos e um cuidado extremo com certos efeitos peculiares de produção do som. As ideias poéticas e formais são agora completamente baseadas na análise de pinturas tais como a série das Catedrais de Monet, os desenhos impossíveis e enigmáticos de Escher, as pinturas surrealistas e contraditórias de Magritte, estruturas topológicas, fractais, séries numéricas, o mundo de escritores como Gombrowicz, Kafka, Mann, Borges e Musil, o cinema mudo dos primeiros 30 anos do século XX (particularmente os filmes de Murnau, Lang, Wiener, Dreyer e Chaplin), a ideia de caos, a nova física e as novas teorias matemáticas e cosmológicas, tempo e relógios, labirintos, mitos e estranhos mecanismos, a música louca e funcional dos “cartoons” e marionetas, as velhas teorias de ritmo e acentuação, o folclore da Europa Central, as novas teorias da percepção e da psicologia auditivas, e ainda a música de compositores como Stravinsky, Prokofief, Ligeti, Lindberg, Adams, Francesconi, Maxwell-Davies, Berio ou Birtwistle, entre outros. Todas estas variadas influências e ideias são tornadas coerentes pela análise dos seus pontos comuns. O uso de software especialmente desenhado para a edição musical foi também importante para mim, uma vez que posso agora facilmente analisar, por exemplo, mudanças extremas de tempo, ou cortar camadas e secções e combiná-las de novo num contexto completamente diverso. O Concerto para Dois Pianos, juntamente com Atlas’ Journey, aponta pois para uma nova direcção estilística. Quis escrever uma peça extremamente brilhante e luminosa, rápida e virtuosística, como Petruska, na qual o humorístico e catastrófico mundo das marionetas estivesse presente. Porém, se em Atlas’ Journey existe uma espécie de “história” por detrás da música, mesmo se não invectivando a música, no Concerto esta “história” não existe de todo. Pela primeira vez (sem contar com as obras tonais do meu catálogo), compus uma peça dividida em vários andamentos, uma fórmula que faz mais sentido para mim agora do que fazia há uns anos atrás, talvez uma consequência da nova claridade e direccionalidade harmónica da própria música. No Concerto, tal como já em Atlas’ Journey, utilizo algumas citações “falsas” de outras peças, a maior parte escondida na estrutura profunda da obra, ou contendo tantas características comuns com a minha própria música, que raramente se “ouvem”. Tais citações servem unicamente propósitos simbólicos e poéticos pessoais, não tendo pois outro papel estrutural que não o de enfatizar alguns momentos da obra. A única citação real que é possível perceber claramente pode ser ouvida no primeiro andamento, uma espécie de rapsódia de sabor húngaro, cheia de ideias diferentes e um pouco caótica na sua construção. A fanfarra que serve como “sinal” inicial partilha algum humor com a bizarra música de “levantar de cortina” que se pode ouvir no início da ópera Le Grand Macabre de Ligeti. Também é evidente alguma música rápida, em atmosfera de tocata, que provém em linha directa de obras como os 2º e 3º Concertos para Piano de Prokofiev, ou do Concerto para Piano de Ligeti. Mas as única verdadeiras citações são de Ligeti (10 Peças para Quinteto de Sopros) e de Nielsen, da 6ª Sinfonia. No terceiro andamento, só para cordas e harpa, é o Adagietto da 5ª Sinfonia de Mahler que serve de elemento desconstrutivo, numa quase-citação em que é apenas sugerido o ambiente harmónico dessa obra.»

Sérgio Azevedo

O Serviço de Música da Gulbenkian fez uma belíssima aposta ao integrar na sua programação um ciclo chamado Nova Música Portuguesa que inicia já esta 5ª feira, dia 25, no Grande Auditório e se repete no dia seguinte.
Serão estreadas duas obras de compositores portugueses encomendadas pela Gulbenkian com a Orquestra residente dirigida por Pascal Rophé (link):
- Paradeisoi de Isabel Soveral
- Concerto para dois Pianos e Orquestra de Sérgio Azevedo.
Gulbenkian - pormenor programa Saliento, ainda, o bom gosto de convidar dois pianistas portugueses para interpretar o concerto: António Rosado e Miguel Borges Coelho.
Apesar de ser estreia em Portugal, o Concerto para dois Pianos e Orquestra de Sérgio Azevedo foi já estreado e difundido radiofonicamente em Espanha, interpretado, na altura, por Artur Pizarro e António Rosado.
Os dois compositores portugueses farão um comentário pré-concerto uma hora antes do início do concerto.
Parabéns ao Serviço de Música da Gulbenkian!

Aprovado o Tratado Europeu pelos senhores que teimam em, sozinhos, construir uma Europa melhor para todos, não nos espanta que Cavaco Silva seja contra o referendo, nem que Sócrates mande às malvas mais uma promessa eleitoral ao preferir a ratificação parlamentar. Inusitado é Luís Filipe Menezes, que ganhou a liderança do PSD através do plebiscito universal do seu partido, contra a vontade do aparelho e da ‘malta’ dos congressos, fazendo até questão de o sublinhar, apostar agora numa posição alinhada com esses mesmos notáveis, optando pela ratificação. Até compreendo a sua jogada de antecipação em relação a Sócrates, mas estou farto de compreender jogos de poder sempre em prejuízo da democracia.
O problema das elites europeias é que de facto não o são! Em democracia, da elite deveriam fazer parte aqueles que os cidadãos reconhecem e suas opiniões seguem; hoje, a intitulada elite, tem apenas por sustentação os media e tem pavor, desdém em alguns casos, da vontade popular expressa.
Uma elite elitista é, em democracia, a absoluta negação da sua condição de elite, uma vez que esvazia a substância do conceito, ao purgá-lo da condição de ouvir e cumprir a vontade dos cidadãos.
Uma elite é indispensável; absolutamente desaconselháveis são os elitistas porque, ao desprezarem a vontade dos cidadãos, negam a essência da democracia, sendo perniciosos para a subsistência do próprio regime.

Agradecer, é isso, a todas as 24 pessoas que se registaram desde 6ª feira e a quem já colocou textos no Educação Artística FORUM.
De momento, e antes de qualquer divulgação digna de registo, apraz-me constatar a qualidade dos textos apostos, o seu número, 18 até ao momento, 356 visualizações e a vontade expressa de muitos que ainda o não puderam fazer.
Sucesso? Nem pensar. Estamos agora a começar e há muito para falar, muita experiência para divulgar, muitas interrogações a revelar…
Queria dizer, afinal, que valeu a pena este esforço em prol da Educação Artística.
Muito obrigado e sejam bem-vindos.

Após um período de testes, inaugura-se hoje o Educação Artística FORUM no Ideias Soltas.
Trata-se de uma iniciativa que procura estimular, em livre exercício de cidadania, um debate aberto e público sobre a Educação Artística, num momento em que se aproxima um conclave denominado Conferência Nacional de Educação Artística (link).

Educação Artistica FORUM - registo

REGISTE-SE para PARTICIPAR
(ver instruções no final)

Todos são convidados a participar activamente com textos próprios, com respostas a outros que já lá estejam, procurando incentivar o contraditório, com o único objectivo de, ouvindo as mais variadas opiniões, encontrar afinidades de pensamento que conduzam a acções o mais consentâneas e consequentes que for possível.

A premência deste debate livre, o qual, se as participações justificarem, poderá ser um preâmbulo para um encontro nacional sério, prende-se com uma série de sinais preocupantes lançados pelo Roteiro para a Educação Artística (link para PDF), pelo Relatório de Avaliação do Ensino Artístico (link para PDF), pelo modo apressado, inesperado, confuso e fechado que se prepara a Conferência Nacional de Educação Artística, pelas posições já assumidas pelo Ministério da Educação (link), onde a presença e o parecer dos nossos experientes pedagogos e dos pais de filhos que beneficiam de educação artística foi escassa ou inexistente, em detrimento de especialistas em ciências da educação, de directores de direcções-gerais, de museus, de etc…, estatais, de produtores de espectáculos, de programadores culturais, ou seja, de especialistas dos mais diversos misteres excepto da área específica da educação artística.
Este desnorte (ou desnorteante conjunto de processos) motivou-me à abertura do Educação Artísitica FORUM que gostaria que servisse para dar voz aos pedagogos, aos artistas, aos pais, aos gestores de escolas de educação artística, enfim, aos que estão, há anos, envolvidos na educação artística em Portugal, os quais, seguramente, conhecerão como ninguém a realidade, estando assim muito mais avalisados a emitir opiniões, fundamentadas na sua experiência e pensamento, sobre os caminhos que a educação artística poderá e deverá trilhar no seio da educação em geral.

O Educação Artística FORUM abre com 6 temas de debate cujos subtítulos indicam os assuntos que gostaria de ver abordados em cada um estando, sempre, aberto a todos as sugestões que me façam chegar por email: Educação Artistica FORUM ideiassoltas@gmail.com

TEMAS em DEBATE

Conferência Nacional de Educação Artística
Educação Artística em Portugal, Conceitos e Terminologia, Redes e Parcerias, Agentes: perfis e formação

Missão da Educação Artística no Sistema Educativo
Papel da Educação Artística no quadro geral da Educação

Objectivos para alunos dos ensinos pré-escolar e 1º Ciclo
Objectivos, Currículo (curricular ou extra curricular) e Didáctica, Perfil do(s) Professor(s) e Avaliação

Ensino Artístico Especializado
Missão, Objectivos, Regimes de Frequência, Avaliação, Gestão Escolar (responsabilidades da administração e da direcção pedagógica)

Papel do Estado
Gestão Inter-ministerial Integrada, Financiamentos (objectivos, tipologia, métodos e fiscalização), Avaliação

Artistas e Espectáculos no seio da aprendizagem
Contacto dos alunos com os Artistas e fruição de espectáculos – tipologia e caracterização

Conto com todos, em especial com os que não estão de acordo com o que venho defendendo no blogue, convidando-os a registarem-se, fazendo notar que o podem fazer sob pseudónimo se entenderem que se sentem mais protegidos contra eventuais incorrectos procedimentos laborais. No entanto, o Educação Artística FORUM tem moderação a posteriori avisando, desde já, que serão apagados todos os textos que contiverem ofensas pessoais ou usem de calão.

Instruções:
Registo - clique acima em ‘REGISTE_SE para PARTICIPAR’ e introduza o username que aparecerá quando escreverem algo, o vosso endereço de email, onde receberão de imediato a respectiva password, sendo que para validar a operação têm de colocar numa caixa a soma de 2 números que lá constam. Recebida a password na caixa de correio basta irem ao Fórum e fazer Login.
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Parece que finalmente apareceu um ponta de lança que apazigue as saudades de Pauleta - Makukula!
Mukukula, ora pois… e um tal de Murtosa que parece perceber de jogadores, de substituições e de bola. É só mais um jeitinho, vá lá, para pôr o Quim no lugar que é dele por direito próprio!

Na sequência do post anterior o Ideias Soltas disponibiliza a todos que não tenham um espaço ou não possam de todo sair do anonimato uma secção - CNEA - contributos - onde podem colocar textos sobre Educação Artística, em geral, e Ensino Artístico Especializado, em particular, bastando enviá-los para o email: ideiassoltas@gmail.com
Caso seja pedido, o anonimato será absolutamente respeitado, devendo os autores escolher um pseudónimo. Como é evidente os textos só serão publicados se respeitarem o assunto em causa e se não contiverem nem ofensas pessoais nem usarem de calão.

Está marcada para os próximos dias 29, 30 e 31 de Outubro a Conferência Nacional de Educação Artística (link) a ocorrer na Casa da Música, no Porto.
Não se percebe bem quais os intentos desta adiada, mas agora muito repentinamente agendada, conferência, mas sabemos que da Conferência Mundial da Educação Artística (link) saiu um Relatório elaborado por Lupwishi Mbuyamba (link), donde evidencio as seguintes conclusões:

É necessário definir prioridades de acção imediata. Em termos de continuação deste grande
evento, foram suscitadas algumas questões fundamentais, que apontam para a necessidade
de prosseguir a investigação e aprofundar as análises. Este trabalho fará certamente parte
do Roteiro para a Educação Artística.
Nomeadamente:
· O papel da Arte na sociedade
· Criatividade e Imaginação
· Definição da Educação Artística abrangendo o Património Cultural
· Coexistência de arte viva tradicional e contemporânea.

Ainda o ano passado, foi editado o denominado Roteiro para a Educação Artística com o subtítulo Desenvolver as Capacidades Criativas para o Século XXI que podem ver no (link).

No entretanto, em Março deste ano, O Ministério da Educação recebe um Relatório de Avaliação do Ensino Artístico (link) que tinha, anos antes, encomendado ao Prof.º Domingos Fernandes, o qual se rodeou de uma equipa de cientistas em educação e nenhum artista ou pedagogo em qualquer ramo das artes, para zurzir no estado do ensino ministrado pelas Escolas de Ensino Especializado públicas, sem nenhum trabalho de campo relevante e esquecendo que existem mais 90 escolas de ensino especializado com paralelismo pedagógico, reconhecidas pelo próprio Ministério da Educação.
Na posse deste relambório relatório, o Ministério da Educação tratou logo de tirar as conclusões que lhe convinham: refundar o ensino artístico especializado, ou melhor, reduzi-lo ao regime integrado. Poupar dinheiro, pois é claro, mas a verdade é que não haveria, cientificamente, muito mais a retirar do trabalho apresentado pelo Prof.º Domingos Fernandes.

É no meio de toda esta confusão que fomos dando conta aqui, aqui e aqui, que chegamos à preparação, muito discreta e em pleno período de férias, desta Conferência Nacional de Educação Artística que reuniu cerca de 300 iluminados, bem decerto convidados e motivados pelas Direcções Regionais de Educação e/ou Cultura que atrás dei conta, entre os quais, mais uma vez, poucos artistas se contam.
É neste contexto que chagamos à Conferência Nacional de Educação Artística, engatada, é certo, já muito dirigida e melhor controlada, para concluirem o que muito bem lhes aprouver ou que mais jeito a alguns der!

Nesta conformidade o Ideias Soltas disponibiliza uma secção - CNEA - contributos - para todos aqueles que pretendam participar no debate sobre a Educação Artística em geral e Ensino Especializado em particular, mas não tenham espaço ou sejam obrigados a manter o anonimato, anonimato esse que me comprometo a manter sigilo, assunto a que dedicarei o post seguinte.

Je me refuse de me laisser classer dans un genre. Ce qui m’intéresse, c’est de m’inscrire dans une démarche de recherche. L’instrument a cette particularité de permettre d’embrasser de larges horizons.
Je veux éviter de tomber dans cette ornière qui invite au produit industriel impeccable qui passe à côté du message
. Pierre-Laurent Aimard

Regresso a Pierre-Laurent Aymard desta vez a interpretar os Estudos Sinfónicos de Schumann, para piano para insistir em pianistas que recusam o mediatismo efémero e pelo facto de ainda hoje o catalogarem com o rótulo de especialista em música contemporânea. É certo que esteve no Ensemble Intercontemporain desde a sua fundação; é certo que se notabilizou a interpretar Ligetti, Boulez, Eötvös e Bartok, mas ouçam esta interpretação de Schumann e vejam se corroboram as afirmações de Aimard do início do post.

Bom fim-de-semana.

Os estudantes do Ensino Secundário (…) recusaram a disponibilidade da directora Regional de Educação do Norte para uma reunião por considerarem que a mesma não iria surtir resultados. (via Público)

Para que serviria uma reunião com uma comissária política do governo se o exercício da função de director regional de educação não carece de nenhuma competência particular, para além, claro, da confiança política do partido que estiver no poder?

O que é ética política? Vejamos:

O Governo de George W. Bush garantiu hoje que fará tudo o possível para impedir a adopção final pelo Congresso norte-americano de um texto a reconhecer o genocídio arménio (via Público)

O Presidente norte-americano, George W. Bush, vai encontrar-se pessoalmente com o Dalai Lama, líder espiritual tibetano, na próxima terça-feira, na Casa Branca. (via Público)

O que é ética política? Pergunta desinteressante, dirão, porque dela o poder não quer saber, nem sente que falta lhe faz!

“Inaceitável é a atitude de resignação perante o mau desempenho da economia portuguesa”.
Entrando nos aspectos directos da evolução da economia, Cavaco Silva defendeu que o país não se podia conformar perante “uma retoma mínima”?, como a que se verifica em Portugal. “Precisamos de regressar à convergência real com os parceiros europeus”?. (via Público)

Este não é o Prof.º Cavaco Silva que conhecíamos. O que terá mudado? A meu ver nada, a não ser o papel de Presidente da República ser diverso do de Primeiro-Ministro ou, talvez, convém não esquecer, que ele gosta de sublinhar que enquanto foi Primeiro-Ministro a nossa economia convergia com a CEE.
Sem esquecer que nesses idos tempos chovia dinheiro de uma Europa só a 15, dinheiro esse que não foi aplicado na modernização de Portugal para além da rede viária, nem que Cavaco Silva sempre foi muito conservador no enfoque da contenção das despesas em detrimento do investimento, convém salientar que esta sua indignação, nas funções que ora ocupa, é sinónimo de coragem e de boa pressão sobre o governo.

Não me apetecia escrever sobre a pública zanga de José Rodrigues dos Santos e da RTP, mas do que o Dragão se lembrou a propósito do tratamento da verdade nos media é de uma simplicidade notável:

«”Se vier a ser despedido por ter dito a verdade é injusto e mostra o ponto ao que a imoralidade chegou”, reagiu ao DN José Rodrigues dos Santos.»

Eles pagam-lhe - melhor dizendo, nós pagamos-lhe, já que é com o nosso dinheiro que eles lhe pagam - para dizer Telejornais, não é para dizer a verdade. Se desata a disfuncionar dessa maneira absurda, é mais do que motivo para despedimento. Aquilo é uma televisão, não é o Oráculo de Delfos.
DRAGÃO, César Augusto, dixit

A Associação Guilhermina Suggia e a Escola de Música do Conservatório Nacional convidam para assistir/participar na conferência com música Gaudí, Suggia e a Música, amanhã, dia 11, pelas 19:00h, no salão nobre do Conservatório Nacional.
Serão conferencistas Teresa Cascudo e Ana Maria Férrin e os momentos musicais serão assegurados pelo organista José Carlos Araújo, por Paulo Gaio Lima em violoncelo e Paulo Pacheco no piano.

Irresistível o castelhano! Condiciones para otorgalo? Que outra língua terá uma sintaxe e uma fonética tão desconcertante para nós?
Irresistível!
Blog SolidarioVem isto a propósito de mais uma cadeia, agora a do Blog Solidário, que a Cristina Vieira me bimbou!
Bimba! Fiquei bimbado com o otorgarlo, com a distinción, a idea de hacer uno dedicado…, enfim, vão lá ler o texto, ao Contra Capa, para deduzirem do que se trata.
Em conformidade, sete, é o que pedem, vou otorgalo con distinción:
ao CAP, à Catarina, à Gi, à Luna, à Lolita e ao Besugo, à Maria Arvore e ao Vítor I.

Depois de O peso do Silêncio (link), o João Norte do intro.vertido lança agora o O Vale do Moinho, que será apresentado por Isabel Quitério e pelo autor no dia 12 de Outubro, no Café Bar Populus, nas Caldas da Raínha, pelas 21:00 horas, em sessão aberta.

Saúdo a constituição da Primeiro Ensaio - Associação Portuguesa de Música para a Infância, liderada por Magna Ferreira, cuja missão a que se propõe é o desenvolvimento e promoção da música para a infância, nas suas mais diversas vertentes, quer como parte integrante da formação pessoal, designadamente artística e humana, quer como instrumento privilegiado de integração familiar e social.
A associação está a dar os primeiros passos e, como qualquer outra sem fins lucrativos, necessita de associados que se identifiquem e possam até contribuir para a prossecução dos objectivos a que se propõem.

Totalmente remodelado o novo site da rede de blogues TubarãoEsquilo é um exemplo do que de bem feito se pode fazer na Web 2.0.: tem um feed que comporta todas as actualizações da rede; os blogs arquivados tematicamente; breve descrição de cada autor. Por outras palavras, uma casa onde todos temos lugar e o nosso espaço de e em partilha.

TubaraoEsquilo

De parabéns está o Paulo Querido por este trabalho de qualidade, ah sim, o bom gosto do layout!

Eu não sei há quantos anos o Virgílio Marques, do Guilhermina Suggia, alerta para a degradação do salão do Conservatório Nacional (agora diz escola de música não sei quantas, mas eu já não tenho idade para fixar essas modernices), até que agora corre mesmo uma petição online para ver se é desta que conseguimos que o Ministério da Educação ou o IPPAR (também não sei se ainda se chama assim…) mandam proceder ao seu restauro.
Toca a assinar a Petição, se não vos for politicamente penoso, porque se trata de uma das mais belas e acusticamente adequadas salas para recitais ou música de câmara do país, conforme já há mais de 3 anos aqui alertei para um texto também do Virgílio Marques que reponho:

Note-se que SUGGIA, toca pela primeira vez em Lisboa, no Salão Nobre do Conservatório Nacional, uma das salas com melhor acústica, com os tectos pintados por José Malhoa, e que desde, creio os anos 20 ou 30 do sec XX, não tem qualquer reparação. Chove lá dentro. As paredes estão a cair, o balcão está já escorado há anos para evitar a sua queda. Há neste momento uma campanha de sensibilização para que o Ministério da Educação proceda ao restauro duma das salas mais próprias para música de câmara.
Virgílio Marques

A própria UEFA foi sensível aos argumentos apresentados pelo nosso Seleccionador, reconhecendo que a suspensão por quatro jogos era desproporcionada quando analisada a totalidade dos factos e as incidências que conduziram ao acto irreflectido de Luiz Felipe Scolari�?, afirmou Gilberto Madaíl (via Portal do Futebol)

Portanto, pá, é assim, num dia em que sejamos incompetentes e isso, por azar, nos acabrunhe o espírito, o melhor mesmo será pregar uma murraça num gajo, com o cuidado, é claro, de verificarmos de antemão que alguém logo o impedirá de reagir!
Um exemplo que pode (e pelos vistos deve) ser seguido por jogadores de futebol que, coitados, têm levado suspensões de 3 jogos por causa de uma porradita que deu cartão vermelho!

Ler eu cá confeçu do Piotr Kropotkine no Anarca Constipado.

Free BurmaIncentivado pelo Luís Novaes Tito (link) e pegando numa imagem sacada no Contra Capa (link) da Cristina Vieira associo-me à corrente Free Burma, colocando um post neste dia dedicado ao pedido de libertação de Burna (Birmânia) da cruel violência que ditadura militar, com o silêncio da China, impõe aos cidadãos.

A Catarina Campos mudou o seu 100nada para residência própria, desembaraçando-se do sufoco do blogger.
Parabéns pela mudança e, já agora, pelo bom gosto da decoração.

Assombrado post da Alice Valente (mais um…), no Ali_se, sob o título A inteligência e a “indústria cultural” onde aborda, com uma lógica irrepreensível, a redução da arte e da cultura ao entretenimento operada pelas indústrias culturais. Um dos melhores textos sobre o assunto que alguma vez li! Sem mais!
Excerto:
E sem mais contrários e já por tão doentiamente deformados, a ter sempre de cumprir-se deveres em que dever e até quando, aqui estamos nós, prontos para as tais de ditas «lutas» no «salve-se quem puder», só, obstinada e unicamente pelas vias de uma vontade cega de se esganarmos uns aos outros, já sem desejos, sem valores e sem aspirações futuras, por cada vez mais caoticamente apartados do que é a verdadeira Cultura.