Tratado Europeu – o regime da partidocracia e as elites
Aprovado o Tratado Europeu pelos senhores que teimam em, sozinhos, construir uma Europa melhor para todos, não nos espanta que Cavaco Silva seja contra o referendo, nem que Sócrates mande às malvas mais uma promessa eleitoral ao preferir a ratificação parlamentar. Inusitado é Luís Filipe Menezes, que ganhou a liderança do PSD através do plebiscito universal do seu partido, contra a vontade do aparelho e da ‘malta’ dos congressos, fazendo até questão de o sublinhar, apostar agora numa posição alinhada com esses mesmos notáveis, optando pela ratificação. Até compreendo a sua jogada de antecipação em relação a Sócrates, mas estou farto de compreender jogos de poder sempre em prejuízo da democracia.
O problema das elites europeias é que de facto não o são! Em democracia, da elite deveriam fazer parte aqueles que os cidadãos reconhecem e suas opiniões seguem; hoje, a intitulada elite, tem apenas por sustentação os media e tem pavor, desdém em alguns casos, da vontade popular expressa.
Uma elite elitista é, em democracia, a absoluta negação da sua condição de elite, uma vez que esvazia a substância do conceito, ao purgá-lo da condição de ouvir e cumprir a vontade dos cidadãos.
Uma elite é indispensável; absolutamente desaconselháveis são os elitistas porque, ao desprezarem a vontade dos cidadãos, negam a essência da democracia, sendo perniciosos para a subsistência do próprio regime.
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Pois é por isso caro amigo abordei hoje assim:
Todos nós damos conta
De não viver em democracia
Ela está sofrendo afronta
Hoje, ontem, em qualquer dia
O poder instituído
Pela vontade popular
Afronta-nos está corroído
Persiste e está para durar
Estão-nos pois a encurralar
Com medidas legislativas
Não há vontade popular
Nem atitudes impeditivas
Para suster toda esta acção
Que está sendo concertada
Numa ou noutra reunião
Fica a liberdade ameaçada
Estamos pois a retroceder
Nos direitos e liberdades
Está-me por isso a parecer
Haver muitas más vontades
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Um tratado de tratantes…
Numa democracia cada dia mais cleptocrata.
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Não me parece que seja a liberdade que está ameaçada, amigo Rajodoas, mas sim a democracia, aquele que está no pensamento dos democratas, aquela em que os cidadãos são ouvidos e tidos em conta.
Abraço e obrigado pelo comentário
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Tratantes, amigo Zé? Não diria tanto, mas mandantes sem mandatados terem sido pelos cidadãos, dessa não escapam.
Abraço e obrigado pelo comentário.
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