
A propósito desta imagem que recebi por email lembrei-me do ‘Fan Ike’ da Sandra Vanessa!
Tags: Apóstrofo, Cultura, Cultural Management, Educação, Gestão Cultural, Gestão Escolar
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14 Respostas to “Qual a função do apóstrofo?”
Comentários (14)






















Resposta incorrecta, é certo, mas reveladora de conhecimento de matéria religiosa e de história de arte
Lindo! De apreciar, sobretudo, o pormenor “hi-tech” Miguel Ângelo fotógrafo; terá usado câmara digital?
Estimada Amiga
Mas é curioso que o/a aluno que escreveu este texto revela informação que terá recebido, muita criatividade, deslumbrante, diria até, mas pouco conhecimento.
Este textito dá pano para mangas bem analisado! Repare-se que alguém com conhecimento transmitiu informações que ele memorizou, mas não contextualizou!
Ora, estando hoje o discurso sobre a educação muito estremado ( a preto e branco como é costume quando não queremos ouvir os outros) entre os apelidados de pedagogos e os anti-pedagogos, convém lembrar que há uma formosa paleta de instrumentos pedagógicos de podem e DEVEM ser utilizados pelos professores, porque sem a contextualização da informação emitida o resultado é este!
É por isso que nem mezinhas de eduquês, nem ‘dictats’ de anti-pedagogês; é que nem uma nem outra via são intelectualmente sérias.
Beijinho e obrigado pelo comentário.
para mim, o melhor é a jantinha. e sim, isto é dum fino humor, duma delicadeza de aluno que sabe muito bem o que está a dizer.
« “Darfur” é um supermercado – um sítio onde se vende vestuário e coisas para a casa, e assim…» – Um adulto (50 anos ou mais) num inquérito de rua hoje, na Sic Notícias.
De onde se prova que a eficácia da informação e a do ensino se calhar não estão muito longe uma da outra – ou que “informados” e “ensinados” são impermeáveis às tais formas “modernas” de informar e ensinar…
Quanto ao eduquês e outros afins estamos de acordo! Entre exames à antiga e “passagem ao colo” à moderna, encontre-se um equilíbrio justo.
Retribuo o beijinho, claro, e redigo o prazer de voltar aqui volta e meia, quando os afazeres o permitem.
A ‘jantinha’ é soberbo, Ana. É assim mesmo que carinhosamente, as crianças das aldeias nortenhas dizem!
Ele sabe o que está a dizer, acho que sabe, mas acredito que não sabendo a resposta à pergunta tenha também apelado à sua criatividade…, a ver se colava!
Dividamos, então, em duas partes, estimada Senhora minha contemporânea:
1 – quer queiramos ou não todo o conhecimento só pode ser transmitido como informação – não como conhecimento. Para que o receptor assimile (ou seja, transforme a informação em conhecimento seu) é necessário que o emissor (no caso, o professor) tenha tempo, disponibilidade e vocação para fazer com que, no momento da emissão, a informação seja relevante e significante para o receptor (o aluno), se não fica, quando muito, a informação retida, mas desconexa e descontextualizada.
É evidente que exige da parte do professor uma apetência e grande esforço para conhecer cada aluno, a sua identidade e cultura próprias para adaptar o seu discurso comunicativo. E já não falo na escassez de tempo que o professor hoje se defronta com tanta papelada sem interesse algum para a aprendizagem;
2 – é claro, que o equilíbrio justo, o bom-senso é sempre o melhor caminho, mas este mundo teórico anda sempre a reboque de opostas teses que, em boa verdade, de pouco servem para a aprendizagem. Interesse, e muito, conhecer a fundo os vários métodos e instrumentos pedagógico-didácticos, mas para aplicá-los conforme determinada situação aconselhar. Essa é a sabedoria…, que só a experiência dá ou, nunca escamotear que, como em qualquer área profissional, há talentos natos.
Muito grato pelo beijinho, mas creia que o prazer de a receber é meu.
Beijinho
sim, muito bem, mas no fundo há uma coisa que a mim me parece absurda: é a própria pergunta! pra que raio serve dizer qual é a função do apóstrofo? importa é saber usá-lo. pá. digo eu.
Essa é uma boa pergunta! Porque raio se questiona uma coisa dessas?
Os alunos estão a viver nesta nossa actualidade, duas viáveis formas de aprendizagem, mas que estão completamente de costas viradas:
- Aprendizagem Livre, através das novas tecnologias que permitem aprender fora da escola, uns com os outros, ou através de jogos, ou chats, ou programas de ciência, históricos ou documentais de vários canais televisivos, da net, etc. (muito teria aqui para acrescentar).
- Aprendizagem obrigatória, através da Escola, onde o que se aprende ou o que é ensinado por professores e em que a maioria deles ainda nem sabe sequer utilizar um computador ou se sabe, é muito recente e somente para a mera troca de emails e nada mais.
(- Ainda existe a aprendizagem no seio dos usos e costumes familiares pela tradição, mas que não irei aqui dar relevância, precisamente porque se automatizam nessa aprendizagem livre com a escolástica, e porque estas estão vez mais fora do âmbito da família.)
Ora quero com isto dizer, que existe uma enorme discrepância na procura do conhecer para o que são afinal os conhecimentos, tanto da parte de quem está ou pretende transmitir a dar, como da parte de quem precisa e está ávido para a descoberta de receber.
E os jovens andam perdidos porque os obrigam a perderem-se.
Mas ainda mais perdidos andam, os que são obrigados a ensinar e em suas profissões cada vez mais desfasadas desta nova realidade virtual que a própria tecnologia vai baralhando e que os vai por sua vez, ultrapassando e colocando de parte por obsoletos no saber.
Agora eu pergunto, até quando se quererão isentar dessas responsabilidades, que assiste quem ensina e educa?
E até considero que as crianças ou os alunos são, a maior parte das vezes, bastante tolerantes com essa falta de incompetência devido a uma enorme falta de adultos ou mestres exemplares, tanto de pais, de professores, de instituições, de ministérios.
E porque serão eles (os alunos ou jovens até aos 18anos) que terão de estar isentos dessas responsabilidades deste novo mundo, cada vez mais mal estruturado para o futuro do que aí vem, cada vez mais arreigado na vanguarda do que é tecnológico. Mas porque é sempre para cima dos que estão nesse fase e processo de crescimento, que se deixa a repelente forma de continuar a permitir a exclusão? Afinal sem qualquer razão para tal. É que nos tempos que correm essa tal de tão falada de «exclusão e insucesso escolar» só existe porque é uma mera e óbvia construção de quem procura e necessita de excluir, ou por autoridade ou por incompetência. Então, os responsáveis que sejam punidos porque não conseguem cumprir esses mesmos objectivos e em suas profissões de professorados como também de seus encarregados do que é educar.
Será que os adultos de agora, também não terão de ter consciência, a estarem preparados para entender, que a predisposição de todos nós, tantos crianças como adultos, se fará no sentido de cada vez mais se ter de aprender todos os dias até ao final de nossos dias?
E para tal a vida e a prática são mais que fundamentais para que efective esse sucesso em toda a vida de cada uma das nossas vidas.
Pois, o que aí vem é duro demais para quem não se quer responsabilizar. E precisamente porque esta conjugação da aprendizagem livre com a aprendizagem escolástica tem de se efectivar para que haja um outro sucesso e sem exclusão e que diga respeito a todos e sem discrepâncias…
Cara Alice, não podia estar mais de acordo!
Mas o que diz e preconiza infelizmente a maioria não vê e dos que vêm a maioria acha que dá muito trabalho e requer imaginação para pôr a funcionar. Mas resulta, pois tenho experimentado quase todos os dias com os meus alunos e com o meu filho.
Olá Susana!
Sim, também creio que resulta, e exactamente porque tenho filhos e deixo que a educação deles se processe dessa forma.
Mas normalmente quem não vê, sofre de algum autoritarismo que tenta pois, encobrir pela falta de competência ou falta de apetência para esse prazer pela aprendizagem. E o pior é que me está a parecer que a maior parte de quem está a ensinar e a educar, vive nesta pose de não estar para aprender, interessa sim é passar o tempo nas imensas distracções que estão por aí à venda, e por isso o ensino e a educação estão como estão, a assistir-se constantemente a esta forte e crescente exclusão.
É de tal forma que as crianças e os idosos são quase um estorvo para a sociedade, ou porque não têm poder de compra, ou porque têm de respeitar quem manda por uma qualquer obediência sem olhar a meios e por uma qualquer imposição que se instituiu por quem estudou qualquer coisinha e tirou um curso, e arranja um empregozinho à maneira, pensa logo que já está, fica sábio para toda a vida. Isso é pois, uma outra forma de se ser ignorante! E é quase uma violência descarada aos direitos de ser humano.
Cabe-nos a todos nós alertar e modificar estes estares e atitudes…
Um abraço
Vocências pregam-me cada uma! Então onde arranjarei tempo para estender a roupa, adiantar o refugado para o jantar, passar umas ceroulas e ainda fazer um fato para um dos meus filhos dizer uma ‘fala’ de uma linha num teatrinho de Natal? Como é que vou responder a tanta coisa?
Por partes, pedindo desculpa, por ser breve e um texto para tantas questões:
1 – Ana e Susana Serrano
Estava a ver que ninguém falava da pergunta! Vocês questionam a necessidade de um aluno ter de saber para que serve desde que se sirva a preceito. Eu consigo compreender, mas a minha idade (e a minha experiência ou identidade se preferirem) faz-me desconfiar de que o conhecimento empírico é suficiente! Francamente (por mim falo) só quando sei, porque me ensinaram, eu decorei e aprendi, é que me sinto à vontade para a aplicação prática. Não vejo mal algum na bagagem teórica, bem pelo contrário, mesmo sabendo que a corrente de pensamento existe e que há resultados. O que duvido é que sejam tão profícuos como saber o como e o porquê.
Mas ainda sobre a pergunta permitam-me: num teste de português deste nível (4º ano talvez) não seria aconselhável, apesar de não ser incorrecto, o professor colocar o verbo na pergunta? Não o fazendo, como poderá exigir uma resposta completa? Permitirá o professor que o aluno diga que está subentendido?
Beijinhos para as duas o obrigado pelos comentários.
2 – Alice Valente e Susana Serrano
Os alunos estão a viver nesta nossa actualidade, duas viáveis formas de aprendizagem, mas que estão completamente de costas viradas?
Assim, e muito de repente, acho mesmo que essa é uma perspectiva de quem vê pelo lado do professor. Em boa verdade, enquanto os que se dedicam nos ministérios ao ‘pensa e repensa e trona a repensar’ a educação, os alunos vão assimilando os valores transmitidos pelo audiovisual, dando muito pouco ‘tempo de antena’ aos professores, embrenhados que estão a preencher papéis sobre eles, sem tempo para pensar neles, aturando sem disposição para aturar quem neles manda fazer obrar papéis, sem haver notícia de uma formação generalizada dos professores em matéria de comunicação, em geral, e digital, em particular!
O texto que lemos acima é paradigma que o aluno consegue absorver informação (Jesus, jantinha, Michelângelo, etc), mas que não foi comunicada de forma a que eles assimilassem porque, em boa verdade, a informação para eles não era relevante. Por mimetismo, então, fixou imas coisas, e toca a escrevê-las completamente descontextualizadas!
Culpa dos professores? Culpa?
Não sei! Sei, isso sim, que, ressalvando honrosas excepções, os alunos que obtêm melhores notas continuam a porvir de estratos sociais mais abastados e urbanos e, por outro lado, beneficiam de explicações a torto e a direito.
De acordo estou, sim, que enquanto os ‘pensa e repensar e torna a pensar e vamos experimentar’ obram, os alunos vão-se dispersando pelas distracções, pelas mezinhas, e pelo fácil – sim, o fácil, aquilo que é mais fácil, para nós adultos também – porque é muito fácil a desresponsabilização total que os pais hoje civilmente fruem no que à educação de seus filhos diz respeito, endereçando para a escola, para o sistema educativo, para o ministério da educação, para o primeiro-ministro, para o presidente da república, para o CEE e mais não sei que abstracta instância é, o que tem de voltar a ser a sua prima obrigação enquanto pais – educar os filhos!
Beijinhos para as duas e obrigado pelo comentário.
Bem, eu agora queria também responder, mas não tenho tempo! Muitos papeis para fazer!Lá irei. Um beijo, Susana
Ora aí está! Muitos papéis… Eu bem digo!