Jan 222008
Um hospital novo em Sintra assim tão pertinho de Lisboa? 30 kms?
Não, não me acredito! De certeza que tal como em Chaves, Mirandela, Anadia, Elvas, etc, o Sr. Ministro da Saúde vai mandar uma ambulância do INEM! Só pode ser!
Tags: Centralismo, Correia de Campos, Gestão Pública, Serviço Nacional de Saúde
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6 Respostas to “Hospital novo em Sintra?”
Comentários (6)






















Tiro ao lado Carlos.
Quanto tempo demora um doente a ser atendido se viver em Cascais? E em Elvas? E Évora? E que tipo de cuidados pode receber em cada caso? É por aqui que deve fazer a comparação. Em muitos aspectos o litoral tem estado muito pior servido que o interior. O que este ministro tem tentado fazer é garantir que isso deixe de ser assim: acabando com os serviços no interior! Mas como lhe disse, vá visitar o hospital de Cascais ou o “Amadora-Sintra” ou tente chegar a Lisboa (aos tantos hospitais que por lá há) percorrendo o IC 19 (mesmo numa situação de emergência). Um hospital para quase 750.000 (o amadora sintra) mais “aquilo” que hoje há em Casais é uma vergonha secreta que subsiste há anos a fio.
Quanto ao Hospital de Faro (anunciado na mesma altura) acho que já é a 235ª vez que é anunciado. Da última vez anunciaram um pre-fabricado para alargar as urgências, não foi?
Totalmente ao lado, Rui, numa interpretação literal. Também aprendi, e não me custa a acreditar que os resultados esperados não demorem a surgir na saúde, de que a concentração de recursos e meios é a estratégia de gestão indicada para a melhor eficiência de processos e a eficácia de resultados, mas …
1 – um a gestão de um Serviço Nacional de Saúde não se compadece sem integrar esses princípios no de serviço aos cidadãos e, nesta perspectiva, a eficácia deveria ser medida não só pela qualidade dos serviços e sua eficácia mas também pela proximidade dos utentes/clientes.
2 – a separação das partes do todo leva-nos a conclusões estatísticas – de que faz mais falta um hospital em Sintra (e eu até acho que faz falta) do que uma maternidade em Chaves. Esta perspectiva leva-nos, a majorar diferentemente o que não pode ser (ou não deve) quantitativa nem qualitativamente medido – cada pessoa e a sua saúde.
3 – Tentei escrever com sarcasmo, mas talvez não tenha conseguido porque para mim é tão importante construir um hospital em Sintra, como colocar em funcionamento, com idêntica eficiência e eficácia, um em Chaves, outro em em Elvas, outro em Anadia, outro em Mirandela, outro em Barcelos…, etc
O que coloco em causa, Rui, não é a melhoria dos hospitais centralizados (parece-me óbvio), mas sim a visão economicista de gestão do Serviço Nacional de Saúde que se alheia de 2 princípios básicos, um da cultura europeia que nos enforma, o da solidariedade e outro, eminentemente empresarial, de prestação de todos os serviços contratados em tempo útil aos clientes que os pagam obrigatória e antecipadamente.
Ainda deixo uma outra reflexão, Rui, até que ponto não se estará a fomentar como “bola de neve” um efeito de “peixe de rabo na boca” através da construção de infra-estruturas na área da grande Lisboa. Por um lado, temos o fenómeno de atracção migratória da grande metrópole e por outro, nada fazendo para o combater, assumimo-lo e usamos as contribuições de todos para o intensificar! É um interrogação, mesmo, Rui, sobre a qual reflicto, mas não tenho certezas para além das expostas no enunciado.
Abraço e obrigado pelo comentário.
Gostei bastante de ler, não tanto o artigo, mas a resposta e passo a explicar: é evidente que todos queriamos hospitais em toda a parte e que o nosso S.N.S é das maiores vergonhas que nos oferece este país( há tortura em Portugal basta frequentar os nossos hospitais), mas não será uma grande incoerência estarmos ou estarem sempre a falar em descentralizar e só centralizam tudo o que há de essencial( até hospitais e maternidades )sempre que podem?
E não é que podem sempre?
Um abraço
Essa é uma questão pertinente que vai para além da gestão do Serviço Nacional de Saúde, caro Nuno Góis: porque não cessam de falar em descentralização e continuam a agir no sentido da centralização?
Obrigado pelo comentário.
A discussão por aqui está interessante e eu vou dar a minha achega. Que nos interessa a nós a construção de novos hospitais muito bem equipados se depois os técnicos de saúde não são suficientes ou se são não têm capacidade de resposta para as necessidades das populações que a eles ocorrem. Um abraço do Raul
É verdade, amigo Raul, mas apesar de ser um problema diverso, aí acho que a política de concentração em curso poderá ter melhores resultados na gestão de recursos humanos. A ver vamos…
Abraço e obrigado pelo comentário.