A fragmentação extrema da divisão social corresponde (…) à nova tendência tecnológica para o «ligeiro» (…)
Têm-se apontado (…) os aspectos risíveis das inovações tecnológicas modernas, a sua proliferação de acessórios, as suas aberrações de funcionalidade absoluta (…)
O tecnológico tornou-se porno; o objecto e o sexo entraram, com efeito, no mesmo ciclo ilimitado da manipulação sofisticada, da exibição e da proeza, dos comandos à distância, das interconexões e comutações de circuitos, de «teclas sensitivas», de combinatórias livres de programas, de existência visual absoluta.

Gilles Lipovetsky, A Era do Vazio (1983)

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3 Respostas to “Inovação, tecnologia e a cultura “light””

Comentários (2) Pingbacks (1)
  1. Por acaso, Ricardo, em especial por se tratar de uma produção para promover uma agência de publicidade.
    Esta produção revela uma qualidade criativa superlativa porque contém uma implicação ética e social, uma narrativa rebuscada, mas de fácil assimilação, actualidade e, claro, uma construção técnica irrepreensível.

    Abraço

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