Não encontro adjectivo para qualificar a quantidade de inverdades feitas notícia que o Ministério da Educação, seus serviços e acolitadas pessoas passam para a comunicação social sobre o Ensino Artístico Especializado. Veja-se: uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, …, etc…, etc…
Já pedi à Senhora Ministra (ver atrás) para assumir a responsabilidade das suas pretensões. Já informei que o que está em causa não é, tão-só, o fim do regime supletivo e do 1º ciclo, mas tudo o que está inscrito num Relatório de Avaliação do Ensino Artístico Especializado cujo teor é bem mais vasto e danoso que o anunciado e que carece de validade científica conforme está escrito na petição que elaborei. Resta alertar, mais uma vez, o Senhor Presidente da República e o Senhor Primeiro-Ministro sobre a sucessão de dislates que o Ministério da Educação está a emanar – uma vergonha!


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11 Respostas to “Ensino Artístico – Ministério da Educação intoxica Comunicação Social”

Comentários (10) Pingbacks (1)
  1. Susana Serrano diz:

    Eu já tinha lido hoje no Público e pensado o mesmo. Será que é assim tão grande o poder do governo? Pelos vistos é mesmo!
    Só não percebo como! Não deveriam ser os meios de comunicação um pouco mais verdadeiros? Não há lá gente séria e inteligente? E informada?

    Neste momento estou mesmo muito desalentada com tudo o que este governo tem feito, com a comunicação social, com os meus colegas de profissão (incluindo as chefias), enfim, de uma forma geral com o nosso país e os nossos concidadãos.

  2. Gi diz:

    Já está. Amanhã vou ver se dou conhecimento a mais pessoas lá no meu canto.

    Um beijinho

  3. Alice diz:

    Como exemplo, poderemos pegar na notícia que referes em duas (da rtp) com o título: Presidente do Conservatório de Música de Coimbra considera positiva adopção do regime integrado
    Pois claro que esse senhor tem de estar absolutamente de acordo com o Ministério da Educação. Só podia, então?
    É que esse senhor Manuel Rocha, presidente do Conservatório de Música de Coimbra faz parte do tal «Grupo de trabalho para a Reestruturação do Ensino Artístico Especializado» da AGÊNCIA NACIONAL PARA A QUALIFICAÇÃO, por isso terem ocultado na passada semana a lista com os respectivos nomes.
    Ora leiam lá o post do Ideias Soltas com o título: Carta Aberta à Agência Nacional para a Qualificação
    É incrível!

  4. Não sei o que se passa com o Público, de facto Susana! O jornal perde diariamente qualidade e, de repente, parece atacar o governo sem nexo para logo depois o defender também sem nexo!
    A postura da RTP e dos órgãos de comunicação social ligados ao grupo do Sr. Oliveira não surpreendem.
    Obrigado pelo comentário

    Obrigado, Gi. Toca a divulgar.

    Pois é, Alice mas para vergonha do Sr. presidente do Conservatório de Coimbra os professores da casa compareceram hoje na concentração frente à Escola de Música do Conservatório Nacional!!!
    Ele há sempre gente muito disponível e disposta…
    Obrigado pelo comentário.

    Estimado Mário Pires, muito obrigado pela referência.

  5. Pianoman diz:

    É verdade ! uma atitude fantástica da parte de alguns Professores de Coimbra e também não esquecer, de Aveiro.

    Obrigado a todos !

    Não esquecer: 6ª Feira às 15h, Manifestação em frente à Assembleia da República.

  6. De Aveiro também, exactamente, estimado PianoMan.

  7. isabel diz:

    Vamos lá ver se nos entendemos: o presidente do Conservatório de Coimbra é o Manuel Rocha (quem não souber, músico da Brigada Victor Jara) que conhece como poucos a realidade do ensino especializado de música e que jamais se prestaria a fazer favores ao governo. Se ele apoia o ensino integrado é porque acredita (eu também) que esse regime é o mais capaz para o ensino de música sério (que eu também defendo). Insinuações maldosas são fáceis e eficazes. Pensar é mais difícil.

  8. Se calhar não entendo mesmo o propósito deste seu comentário, cara Isabel! Onde é que o Manuel Rocha não foi bem tratado neste blogue? Não compreendo a sua exaltação!!!

  9. ali_se diz:

    Cara isabel
    Existe um «Relatório para o Ensino da Educação Artística» elaborado por pessoas que nada têm a ver com o Ensino do Artístico, se o ler irá constatar que assim é e que até está comprovado que esse mesmo relatório, não têm qualquer validade científica e porque já assumido pelo próprio Domingos Fernandes. E sem mais confusões.
    Foi depois criado este «Grupo de trabalho para a Reestruturação do Ensino Artístico Especializado» da AGÊNCIA NACIONAL PARA A QUALIFICAÇÃO, onde se inclui esse senhor que defende e que por sinal até é um profissional da área artística, e que está nessa lista de nomes que se encontrava on-line no dia 2 e que hoje já lá não estão. Defenda quem quiser, mas leia tudo com mais atenção, antes de comentar.
    Agora que tudo isto não está muito certo, ai não está, não!
    E sobre esta questão de PENSAR e em que pensamentos…
    Talvez a isabel seja uma das tais pessoas que pensa que os professores são mais importantes que os artistas! Será ???
    É que para se ser professor e ensinar, é preciso ter-se matéria e Obra feita pelos Artistas. Para então se ensinar a dar continuidade à construção de mais e mais obras, obras com todo o valor. E se assim não for entramos numa completa estagnação e ciclo vicioso, da construção do nada e do se ensinar por ensinar, sem pouco ou nada para se aprender de novo.
    Que sentido faz isto que acabei de escrever? TODO o sentido:
    É que é preciso ter formas variadas de escolha com as inerente possibilidades de se aprender sem espartilhar, para assim com toda a liberdade, FAZER-se OBRA com valor e em seus valores éticos e estéticos.
    Alice Valente

  10. Alice

    Muito obrigado pelo comentário. Nada tenho a acrescentar porque, como sabe, estamos há muito em total acordo.
    Talvez acrescentar uma pequena nota que se prende com o seguinte: debater algo que não tem fundamento contribui para a institucionalização de um fundamento inexistente. É sem nada erguer todo um edifício assente em nada!

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