Não encontro adjectivo para qualificar a quantidade de inverdades feitas notícia que o Ministério da Educação, seus serviços e acolitadas pessoas passam para a comunicação social sobre o Ensino Artístico Especializado. Veja-se: uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, …, etc…, etc…
Já pedi à Senhora Ministra (ver atrás) para assumir a responsabilidade das suas pretensões. Já informei que o que está em causa não é, tão-só, o fim do regime supletivo e do 1º ciclo, mas tudo o que está inscrito num Relatório de Avaliação do Ensino Artístico Especializado cujo teor é bem mais vasto e danoso que o anunciado e que carece de validade científica conforme está escrito na petição que elaborei. Resta alertar, mais uma vez, o Senhor Presidente da República e o Senhor Primeiro-Ministro sobre a sucessão de dislates que o Ministério da Educação está a emanar – uma vergonha!
Tags: Conservatório Nacional, Educação Artística, Ensino Artístico, Ensino Artístico Especializado, Ensino Artístico Especializado petição, Jornalismo, Media, Petição, Relatório de Avaliação do Ensino Artístico, Relatorio Avaliação Ensino Artístico























Eu já tinha lido hoje no Público e pensado o mesmo. Será que é assim tão grande o poder do governo? Pelos vistos é mesmo!
Só não percebo como! Não deveriam ser os meios de comunicação um pouco mais verdadeiros? Não há lá gente séria e inteligente? E informada?
Neste momento estou mesmo muito desalentada com tudo o que este governo tem feito, com a comunicação social, com os meus colegas de profissão (incluindo as chefias), enfim, de uma forma geral com o nosso país e os nossos concidadãos.
Já está. Amanhã vou ver se dou conhecimento a mais pessoas lá no meu canto.
Um beijinho
Como exemplo, poderemos pegar na notícia que referes em duas (da rtp) com o título: Presidente do Conservatório de Música de Coimbra considera positiva adopção do regime integrado
Pois claro que esse senhor tem de estar absolutamente de acordo com o Ministério da Educação. Só podia, então?
É que esse senhor Manuel Rocha, presidente do Conservatório de Música de Coimbra faz parte do tal «Grupo de trabalho para a Reestruturação do Ensino Artístico Especializado» da AGÊNCIA NACIONAL PARA A QUALIFICAÇÃO, por isso terem ocultado na passada semana a lista com os respectivos nomes.
Ora leiam lá o post do Ideias Soltas com o título: Carta Aberta à Agência Nacional para a Qualificação …
É incrível!
Não sei o que se passa com o Público, de facto Susana! O jornal perde diariamente qualidade e, de repente, parece atacar o governo sem nexo para logo depois o defender também sem nexo!
A postura da RTP e dos órgãos de comunicação social ligados ao grupo do Sr. Oliveira não surpreendem.
Obrigado pelo comentário
Obrigado, Gi. Toca a divulgar.
Pois é, Alice mas para vergonha do Sr. presidente do Conservatório de Coimbra os professores da casa compareceram hoje na concentração frente à Escola de Música do Conservatório Nacional!!!
Ele há sempre gente muito disponível e disposta…
Obrigado pelo comentário.
Estimado Mário Pires, muito obrigado pela referência.
É verdade ! uma atitude fantástica da parte de alguns Professores de Coimbra e também não esquecer, de Aveiro.
Obrigado a todos !
Não esquecer: 6ª Feira às 15h, Manifestação em frente à Assembleia da República.
De Aveiro também, exactamente, estimado PianoMan.
Vamos lá ver se nos entendemos: o presidente do Conservatório de Coimbra é o Manuel Rocha (quem não souber, músico da Brigada Victor Jara) que conhece como poucos a realidade do ensino especializado de música e que jamais se prestaria a fazer favores ao governo. Se ele apoia o ensino integrado é porque acredita (eu também) que esse regime é o mais capaz para o ensino de música sério (que eu também defendo). Insinuações maldosas são fáceis e eficazes. Pensar é mais difícil.
Se calhar não entendo mesmo o propósito deste seu comentário, cara Isabel! Onde é que o Manuel Rocha não foi bem tratado neste blogue? Não compreendo a sua exaltação!!!
Cara isabel
Existe um «Relatório para o Ensino da Educação Artística» elaborado por pessoas que nada têm a ver com o Ensino do Artístico, se o ler irá constatar que assim é e que até está comprovado que esse mesmo relatório, não têm qualquer validade científica e porque já assumido pelo próprio Domingos Fernandes. E sem mais confusões.
Foi depois criado este «Grupo de trabalho para a Reestruturação do Ensino Artístico Especializado» da AGÊNCIA NACIONAL PARA A QUALIFICAÇÃO, onde se inclui esse senhor que defende e que por sinal até é um profissional da área artística, e que está nessa lista de nomes que se encontrava on-line no dia 2 e que hoje já lá não estão. Defenda quem quiser, mas leia tudo com mais atenção, antes de comentar.
Agora que tudo isto não está muito certo, ai não está, não!
E sobre esta questão de PENSAR e em que pensamentos…
Talvez a isabel seja uma das tais pessoas que pensa que os professores são mais importantes que os artistas! Será ???
É que para se ser professor e ensinar, é preciso ter-se matéria e Obra feita pelos Artistas. Para então se ensinar a dar continuidade à construção de mais e mais obras, obras com todo o valor. E se assim não for entramos numa completa estagnação e ciclo vicioso, da construção do nada e do se ensinar por ensinar, sem pouco ou nada para se aprender de novo.
Que sentido faz isto que acabei de escrever? TODO o sentido:
É que é preciso ter formas variadas de escolha com as inerente possibilidades de se aprender sem espartilhar, para assim com toda a liberdade, FAZER-se OBRA com valor e em seus valores éticos e estéticos.
Alice Valente
Alice
Muito obrigado pelo comentário. Nada tenho a acrescentar porque, como sabe, estamos há muito em total acordo.
Talvez acrescentar uma pequena nota que se prende com o seguinte: debater algo que não tem fundamento contribui para a institucionalização de um fundamento inexistente. É sem nada erguer todo um edifício assente em nada!