Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo: Abril, 2008

29-04-08

Manutenção

Este blog encontra-se em actualização para o wordpress 2.5.1 e adaptação de template.
Até muito breve.

Alice Valente - traço-verde/olivaAlice Valente (link) expõe traço:verde-oliva, a sétima cor do projecto CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura, composta por 9 Obras em díptico, no Museu de Lanífícios da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, a convite do Núcleo de Estudantes de Filosofia da UBI (Universidade da Beira Interior).

A inauguração ocorrerá a 30 de Abril, pelas 18:30h, contando com a presença do reitor da respectiva Universidade, de Guilherme d’ Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura, entidade patrocinadora da artista e do evento, da directora do Museu de Lanifícios, responsáveis pelo Núcleo de Filosofia da universidade e pelo director do curso de Filosofia.

A exposição estará patente até 29 de Julho com inúmeras actividades programadas aolonga da sua duração: conferências, exposições, encontros, concertos, workshops, visitas-guiadas, visitas acompanhadas para escolas e ateliês. (ver programa)

Deixo um pequeno excerto sobre a exposição:

(…) porque assentes na concepção de um pensamento artístico-filosófico e desenvolvidos através de projectos no âmbito da criação artística, a autora escolheu fazer a apresentação do «traço:verde-oliva», a 7ª cor das nove cores do seu projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura», em que para além das características da cor e em seu projecto, enquanto precisa em inteireza e Verdade, Alice Valente irá relacioná-la neste espaço exposicional com a importância do azeite na lã, em para amaciar e alisar a lã, esta era colocada ou ensopada, durante dias, em talhas ou potes de barro com azeite.

ps: ver projecto “CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura” no e-cultura.

Anos depois, em 1982, José Mário Branco marcou-me com este concerto - FMI - que é um desabafo, pessoal, um desabafo de contra, contra o conformismo, contra o cansaço de lutar pelos conformados, contra o consumismo, a alienação, cansado…, desencantado, mas lúcido, lúcido até hoje. É uma das mais belas e pungentes obras da canção de intervenção, de assombro, de fim de etapa, mas de uma visão de um futuro diferente, sem se prostituir, contudo. Aqui fica:

Questionado como vê a possibilidade de também o líder do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, avançar com uma candidatura às eleições directas do PSD, Miguel Relvas declarou ver «com bons olhos todas as candidaturas». (Miguel Relvas via Portugal Diário)

Luís Filipe Menezes, disse hoje esperar que o seu sucessor “não seja um estorvo” para uma correcta relação entre o Presidente da República, Cavaco Silva, e as instituições do Estado. (via Público)
Ora aí está o melhor argumento para a candidatura de Manuela Ferreira Leite - garantia de que não será um estorvo para Cavaco Silva.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, afirmou hoje que a crise mundial levou os líderes políticos europeus a optarem pela ratificação do Tratado de Lisboa por via parlamentar e o mais rapidamente possível. (via Público)
Afinal, apesar do “grande consenso” foi por causa da crise.., mas…, ò pessoal há crise ou não? Em que ficamos?

O primeiro-ministro abriu hoje a sessão plenária que ratificará o Tratado de Lisboa na Assembleia da República, vincando que existe “um grande consenso político e social em torno do Tratado de Lisboa” (via Público)
Dou o braço a torcer, José Sócrates tem razão… Tem razão na medida em que os cidadãos europeus querem saber cada vez menos “deste” género de político Continue a ler »

Será hoje ratificado pela Assembleia da República o Tratado de Lisboa (via Público) que, antes do que nele está prescrito, traduz inexoravelmente o afastamento entre cidadãos europeus e um grupo de pessoas instaladas no poder, os quais, sabendo que provavelmente os cidadãos que os elegeram não plebiscitariam o que preconiza o Tratado do neoliberalismo financeiro, escondem-se, amedrontados, dos seus eleitores, Continue a ler »

LER - revista Este ano, no Dia Mundial do Livro, limito-me a transmitir-vos a minha alegria por voltar a ter para ler a LER, a revista, novamente dirigida por Francisco José Viegas (link), que quando vivi por outras paragens me confortou e ligou a esta terra, que parece ser cada vez mais só de terra e da língua.
Amanhã irei correr as bancas a ver se já a encontro.

ps: imagem retirado do blogue “LER Blogue

Não tenho conhecimentos que me permitam opinar seja o que for sobre o caso Herbalife. No entanto, sempre adianto que há cerca de dez anos meu Pai, após gastrectomia total, foi alimentado por produtos da Herbalife administrados num hospital público.
Veio a morrer do mal que o tinha tomado, mas o que me espanta é que enquanto em Espanha, para tutelar a comercialização de “suplementos alimentares” existe um organismo estatal apropriado, “Agência Espanhola de Segurança Alimentar”, em Portugal o assunto parece estar entregue a um “Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura“! (via Público)
Será que os suplementos alimentares para humanos são por cá tratados assim tipo rações para gado?

Primavera Musical - Festival de Musica de Castelo Branco O Primavera Musical deste ano (link), o 14.º Festival Internacional de Música de Castelo Branco, produzido pela APSARA (link), com a direcção artística de Carlos Semedo e Guenrikh Elessine, inicia no próximo dia 29 de Abril e prolonga-se até 5 de Junho.
Carlos Semedo habituou-nos em edições anteriores a um assinalável registo de qualidade na programação e produção, traduzido este ano não só na programação (link), como na forma como se encontra harmoniosamente integrada. Sobre o mote Do Místico ao Mestiço poder-se-á assistir a 14 concertos, 5 sessões de cinema, um ensaio aberto e a uma Oficina de Construção de Instrumentos Musicais.
Não é fácil destacar nomes ou momentos mas, ainda assim, não resisto a chamar a atenção, por ordem cronológica, para o recital de Miguel Borges Coelho a inaugurar o festival, a 29 deste mês, o filme “O Grande Silêncio” de Phillip Gröning a 6 de Maio, o Mediae Vox Ensemble (link) a 7 do mesmo mês, ao Takács Quartet (link) a 14 e a Maria João, em quarteto, a 5 de Junho.
Parabéns à organização e a Castelo Branco que muito beneficiará, atendendo à qualidade do programação, pela promoção da cidade e da região.

E eu que nem dei por isso! Participou, sim, quem o diz é o Sr. Secretário de Estado Laurentino Dias no Público. E se participamos, ò pessoal, até que 2 milhões nem é muito!
Em que lugar ficámos, alguém me saberá dizer?

À boleia da “descoberta” das virtudes da regionalização e da autonomia, o elogio de Cavaco Silva a Alberto João Jardim, e não tanto à autonomia regional, parece ter aberto a primeira fractura entre o Presidente e José Sócrates.
A abertura do caminho para a regionalização na próxima legislatura (ver texto anterior), acarinhado com 25 anos de atraso pelos dois governantes, não previa uma extemporânea, e inusitada, homenagem presidencial ao dirigente da Madeira.
Sócrates esteve bem: foi aos Açores fazer a apologia da autonomia e possível regionalização sem abdicar da distinção entre economia e ética, ou por outras palavras, entre desenvolvimento e democracia.
Será que ainda iremos ver Cavaco Silva a elogiar os dirigentes chineses pelo crescimento económico que a China tem conseguido incrementar e manter?

Luís Filipe Menezes já foi, mas parece que ainda assim tem peçonha e ainda mais peçonha e, se calhar, talvez, peçonha!
É muita peçonha…, mas onde estão os notáveis com tomates para pegar o touro pelos cornos?

O Dragão entendeu por bem precisar o conceito de “ciência” uma vez que os significados evoluem, também eles, pragmaticamente. Sintoma disso mesmo é a abundância de artigos de médicos espalhados em publicações ditas científicas por esse mundo afora, apoiados, é claro, na força da razão e da ciência…
Começa assim o Dragão:
CIÊNCIA s.f., conhecimento certo e racional sobre mundos imaginários; investigação metódica das leis e fenómenos que podem ser subsidiados, comercializados e lucrativos; sofisma passageiro bem sucedido; cegueira
Mas isto surgiu-me a propósito de quê? Ah, sim, já me lembro, da vaga de cientistas de educação que de há umas décadas pupulam pelo Ministério da Educação!

Luís Filipe Menezes anuncia que deixa liderança e marca directas antecipadas no PSD. (via Público)
É tempo de vermos quem são afinal os que têm os tomates no sítio entre o rol dos críticos “notáveis” que infernizaram a vida a Menezes. Ou se candidatam ou são mesmo, mas mesmo politiqueiros de alforge. Não é dizer que apoiam este ou aquele ou aqueloutro, ou proclamar, solenemente, que se irão seriamente empenhar para angariar assinaturas para candidaturas de mais líderes temporários; é avançarem, os tais “barões” ou “tubarões”, com a mesma garra com que maldisseram, incessantemente e sem tréguas, o líder cessante.
Quero vê-los, sempre quero ver quem os tem no sítio!

Primeiro foi Jaime Gama, agora Cavaco Silva, a cantar as virtudes do desenvolvimento madeirense e as virtualidades da autonomia.
Confesso que, assim de repente, estes novos cantares de musas obscurecidas, deixou-me perplexo mas, passados estes dias, assaltou-me a ideia de que se trata de preparar os cidadãos para uma regionalização que sempre se recusou e agora parece todos acreditarem que ela tudo resolverá.
O PS, ganhando as Legislativas de 2009, avançará com toda a certeza para a Regionalização e Cavaco, apercebe-se agora que, para além de estar de acordo, assume-se como “educador” das consciências mais avessas à ideia (ver Regionalização - incompreensão e pavor).
A ver vamos…, a ver vamos o que é que essa regionalização trará sobre o que importa - a descentralização da decisão e a autonomia financeira.

Festival Internacional de Musica de MaputoVia JPT do Ma-schamba tomo conhecimento da programação do IV Festival Internacional de Música de Maputo. Mais um festival, dir-se-á, mas atentem na riqueza da programação lá consta.
Começo a crer, cada vez com mais convicção, que dos países ditos em desenvolvimento, nomeadamente dos lusófonos, poderão advir iniciativas que nos mostrem que a inovação, hoje tão, mas tão politicamente correcta, poderá estar, e bem, aliada à tradição, à cultura e à identidade.

Após tomar conhecimento da morte do seu amigo Johnny Hodges, Ben Webster, com Teddy Wilson ao piano, dá-nos esta interpretação de Old Folks:

Tarde, mas talvez ainda a tempo, os Conservatórios de Música públicos reuniram-se ontem tendo acordado trabalharem em conjunto para encontrar as linhas mestras de uma proposta definitiva a fazer ao ME que indicará “aquilo que consideramos ser um bom currículo para o ensino da música”. (Manuel Rocha ao Expresso)
Trata-se de um grande passo, o qual particularmente me apraz, se atendermos que ainda há pouco tempo pareciam de costas voltadas no que ao ensino artístico especializado diz respeito, mormente os regimes de frequência.
Resta-me, contudo, uma mágoa, ou melhor, uma esperança, a de que as escolas particulares e cooperativas que fazem parte do Sistema de Ensino Artístico Especializado estejam também representadas. Será, no entanto, dificil que tal venha a acontecer tão cedo uma vez que sofrem de vulnerabilidades que já há um ano adiantei e que de então para cá não se alteraram: não estão associativamente organizadas, estando incluídas numa associação geral de ensino particular e cooperativo onde são uma pequena minoria.
Urge que estas escolas se unam Continue a ler »

Decorrerá hoje no Museu da Electricidade em Lisboa, pelas 15:00, a 3ª edição de Conversas UNICER, que visão reflectir sobre a Comunicação Institucional e a Gestão Empresarial, sob o tema Blogosfera, um problema para as empresas ou um novo universo para as relações públicas?, sendo transmitido on-line neste link.
Esta tarde o orador principal será Bruno Giussani, contando com António Granado, Eduardo Correia, Maria João Nogueira e Paulo Querido (gestor da rede TubarãoEsquilo) como oradores e interlocutores numa discussão sobre blogues, relações públicas, Internet social e empresas.

O encontro - casual, como fazem questão de salientar os intervenientes, não estivessem os apitos “Dourado” e “Final” no auge da discussão - ocorreu num hotel de Lisboa e acabou por ficar marcado por um incidente com uma equipa de reportagem da RTP. Mas antes de Vieira se ter desentendido com o repórter, ainda teve tempo de comentar com Hermínio Loureiro o seu desacordo com os inquéritos disciplinares instaurados pela Comissão Disciplinar da Liga à sua pessoa e ao técnico Fernando Chalana. O presidente do Benfica acabou por não ouvir a opinião do líder da Liga porque o dito “encontro imediato” foi interrompido pela curiosidade dos jornalistas.. (via DN)

Casualidades…, pois…

O povo do Zimbabwe “quer a mudança” e “isso deveria ser muito claro para o Presidente Mugabe”
(…)
“Nós devemos fazer com que a China se comprometa mais com os direitos do homem e com a liberdade de expressão. É uma situação que nos preocupa e nós devemos abrir um diálogo muito franco com as autoridades chinesas” (Durão Barroso no Público)

Entre “povo” e “autoridades” vai seguindo esta União Europeia de ética desnudada!

Em Beja, lentamente, que a coisa não se quer breve nem súbita, o sofrimento, ah, sim, o ir vendo, tudo, lentamente, a desaparecer, até pessoas, sim, uma a uma, mas muitas, estas sim, em debandada, mas lentamente, ou melhor, sem se dar conta de repente…
Desta vez vez foi a Continue a ler »

Para mim, é totalmente insatisfatória a situação. É preciso o partido dedicar-se muito mais a pensar, a reflectir e a falar com o País.
(…)
Os meses de Janeiro a Março foram três meses perdidos, com disputas internas por razões menores”. “Espero que retomemos a linha que tinha sido pensada em Outubro e Novembro. (Ângelo Correia via Público)

Todas as sensibilidades do PSD poderão afirmar que as palavras de Ângelo Correia eram dirigidas aos adversários ou até, como Daniel Oliveira, entender que se tratará do primeiro sinal de debandada mas, cá para mim, Ângelo Correia falou na qualidade de presidente da mesa do congresso do PSD, ou seja, falou para todos os que pouco têm feito pelo partido e se têm envolvido em “disputas internas menores”, sendo que se há disputas há contendores de todas as partes envolvidas.
Se assim é, Ângelo Correia falou em nome do PSD para todos, dizendo tão-só, que assim não vale a pena! Enfie a carapuça quem quiser…

Os arautos do absolutamente livre funcionamento dos mercados, os neo-liberiais de hoje, que não liberais à moda antiga como gosta, justamente, Francisco José Viegas de se demarcar, uma vez que estes aprenderam com Keynes após a depressão de 29, desaparecem sempre em momentos de crise económica e/ou financeira, ousando mesmo demandar dos Estados obrigações que em tempos de abastança recusam, chegando mesmo ao ponto de quase defenderem a abolição do seu papel de regulador. (ver notícia do Público que anuncia que o FMI pede intervenção pública mais radical no mercado)
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Gonzalo Rubalcaba, ainda muito escondido pelos “puristas” do jazz que sempre desconfiam do apuro técnico dos músicos, é seguramente um dos pianistas mais inventivos e respeitadores da tradição “afro” do Jazz da actualidade, que junta esses predicados a uma técnica e sensibilidade raras.
Quem puder não perder, ele estará amanhã no Auditório de Espinho, e 3ª feira, dia 8, no Seixal, no Auditório Municipal.
Deixo dois registos vídeo em duo com Chick Corea absolutamente inadjectiváveis. São para ouvir…

I have a dream
Be judged by the character

Parece que Álvaro de Almeida Santos, presidente do Conselho das Escolas, órgão consultivo e selectamente seleccionado do Ministério da Educação, dá o mote para novo rumo da investigação - educação e sociedade ou a sociedade em contexto educativo, ao afiançar, seguramente alicerçado em estudos de rigor:
(…) os estabelecimentos de ensino são dos lugares mais seguros da sociedade(…)
mas não obstante…
Se as armas provêm da família e da sociedade, então é preciso actuar a montante das escolas. (via Público)
Assim sendo, e neste contexto, exigimos: sociedade fora das escolas, JÁ!
Inadmissível permitir que a sociedade permaneça a montante das escolas! Se tal não for possível de imediato, colocá-la, pelo menos temporariamente, a jusante!

O Estado deve ser claro na definição das grandes linhas estratégicas e das políticas estruturais e saber que umas e outras só serão mobilizadoras dos cidadãos se estes delas se sentirem co-proprietários, condóminos e parceiros, se estes forem estimulados na sua auto-estima e na sua capacidade própria de vencer as dificuldades. (Jorge Sampaio via Expresso)