Abr 032008
Via Público:
se não fizerem a avaliação dos sete mil professores contratados, “estes não poderão ver renovados os respectivos contratos”. (Jorge Pedreira, Secretário de Estado Adjunto da Educação)
(…)
“Mentira e chantagem”, clama o dirigente da Fenprof, Mário Nogueira (…)
Parecem reunidas todas as condições para arrasar com o já débil prestígio que a Escola Pública ainda granjeia junto dos cidadãos que, por acaso, são quem financeiramente a sustenta.
Tags: Cultural Management, Educação, FENPROF, Gestão Cultural, Indignações, Jorge Pedreira, Mário Nogueira, Ministerio da Educação, Professor, sem categoria
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Comentários (4)






















O ME mantém uma espécie de mão de obra barata nas escolas – os professores contratados, em relação aos quais os vem explorando ao longo dos anos.
Existem em Portugal professores com contratos precários há mais de quinze anos (chegam a ter até 20 anos de serviço) a passar por imensas dificuldades anos a fio. Por isso é que está a decorrer um abaixo-assinado para uma petição a ser entregue na Assembleia da República disponível em:
http://www.petitiononline.com/20031999/petition-sign.html
Pena é que o governo e a AR precisem que lhes chegue uma petição para então discutirem tamanha injustiça.
Se pretendemos ter melhor educação, porque não começar a resolver os seus problemas por aqui? Se queremos professores motivados porquê manter estes profissionais a contrato muito para além do que está estabelecido no código de trabalho. È curioso, existe uma lei geral do trabalho neste país, que obriga a entidade patronal a vincular aos quadros o trabalhador ao fim de seis anos a contrato, mas o Estado não cumpre a lei que impõe à generalidade dos empregadores!
A petição já recolheu cerca de mil assinaturas em dois meses! Assine se quiser alterar esta injustiça.
Li o teu texto sobre a regionalização/”áreas metropolitanas” de 2004, gostei bastante, tanto do estilo como do bom-senso que patenteias.
Estimado AC
Por acaso já assinei e considero uma situação absurda manter contrato precário a quem trabalha há tantos anos. Em idêntica situação, por acaso, temos os professores das escolas de ensino artístico especializado, vulgo Conservatórios, em situação idêntica, com a agravante de estarem enquadrados numa coisa (a ver se não me engano…) chamada “professores de ensino especial”!
Convém, no entanto, ressalvar que não será por isso que as escolas funcionarão menos bem, embora seja, a forteriori, fonte de chantagem laboral.
O que agora está em causa, parece infelizmente, não são os reais problemas da educação (sendo o que refere um deles), mas uma escalada de disparates cujo término não vislumbro.
Obrigado pelo comentário.
Muito obrigado pelas palavras, caro Esquedista.
Sobre regionalização poderão ser lidos outros textos no seguinte arquivo: Regionalização | Ideias Soltas.