Portugal participou na Fórmula 1

E eu que nem dei por isso! Participou, sim, quem o diz é o Sr. Secretário de Estado Laurentino Dias no Público. E se participamos, ò pessoal, até que 2 milhões nem é muito!
Em que lugar ficámos, alguém me saberá dizer?


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Commentários

O Tiago Monteiro ficou uma vez em 3º lugar numa prova de F1, nos EUA (em condições especiais, é certo). Será que isso chega?

Olha, este tipo de post é tipico de quem não sabe do que está a falar. Primeiro que tudo: o Tiago pagou doze milhões para entrar na Formula 1, do qual os dois milhões foram uma parte. Durante esse tempo todo, ele andou com um logotipo do Turismo de Portugal no seu macacão e na carenagem do carro, e nese tempo, conseguiu sete pontos no campeonato e prestigiou o nome do nosso país lá fora.

Segundo: o subsidio foi dado em 2005, antes até deste governo ter começado a fechar maternidades onde nasciam menos de um bebé por dia e escolas com menos de cinco alunos. E não sou PS, atenção!

Terceiro: Tiago Monteiro saiu da Formula 1 no final de 2006, altura em que o contrato acabou. Desde então não anda com nada disso.

Os dois milhões não foram um desperdício. foram uma pechincha, pois houve milhões de pessoas que viram o nosso nome em todo o mundo, e se calhar muitos vieram visitar o nosso país à custa disso. Desperdício são os dez estádios que tivemos que construir para termos um evento que durou quatro semanas, e que agora estão vazios e a custar-nos dezenas de milhões de Euros por ano.

Espero que te tenha esclarecido as coisas, meu caro.

Quando li a notícia no Público não estranhei. Afinal a Fórmula 1 é apenas mais um desígnio nacional como o foram os estádios, as auto-estradas e, no futuro, o TGV, o aeroporto e a ponte.
2 milhões? É o valor aproximado dos apoios a projectos pontuais do MC, para 2008. Dá para corar de vergonha.

Vieram a Portugal à custa do Tiago Monteiro? Quem? Lolololol… Ele até pode ter prestigiado o nosso país.. mas quantos outros atletas não obtiveram melhores feitos e se for preciso nem ajuda têm para ir aos Jogos Olímpicos?

É supreendente a demagogia que uma notícia publicada por um jornal - que uma vez mais procura deliberadamente enviezar a opinião de quem a lê - conseguiu gerar!

Em primeiro lugar, parece-me que, por muito que nos custe (atendendo à actual conjuntura económica do país) se foi assumido um compromisso pelo governo português (independentemente da sua cor política) ele tenha que ser honrado. O governo que antedeceu o actual, entendeu que a participação de um piloto português na Fórmula 1 seria um desígnio nacional, assim sendo, haveria que assumir essa responsabildade até ao fim!

É de uma tamanha insensatez - nalguns casos acompanhada de ignorância - questionar os apoios dados à criação de grandes eventos (EXPO 98, Euro 2004, Lisboa-Dakar, America’s Cup, se tivesse chegado cá…). A geração de riqueza - para além do prestígio imediato - que daí advém permitem criar uma dinâmica da economia que dificilmente se obtém de outra forma. O investimento é, até certo ponto, elevado mas o retorno supera os custos e esse sim cria empregos, traz dinheiro estrangeiro e promove o crescimento.

Concordo que se fosse hoje - e sabendo o que se passou - este ou outro governo não teria atriubuido esse fincanciamento, ainda assim, estou certo que se ele tivesse sido atribuído via uma qualquer empresa maioritariamente estatal (CGD ou Santa Casa da Misericórdia, por exemplo) seguramente não teria sido questionado desta forma.

Finalmente, é sempre fácil fazer demagogia com a questão dos dinheiro que é atribuído para esta ou aquela actividade. Só quem não sabe como é elaborado um orçamento (de uma pequena empresa ou o OGE) é que pode pensar que aquele dinheiro iria para ajudar pessoas com dificuldades ou para construir escolas e hospitais. As verbas atribuídas a cada rúbrica de um orçamento estão globalemnte definidas depois a sua distribuição dentro de cada uma delas é que poderá ser ajustada.

portugal já tinha gasto muito dinheiro na F1 antes, é preciso não esquecer as continuas obras no “famoso” Autódromo do Estoril, com tanta, mas tanta falcatrua pelo meio para no fim ficarmos a ver a F1 por um canudo (neste caso um plasma).

Caro B. Costa
Tiago Monteiro conseguiu muito mais que isso. Foi glorioso na regularidade que demonstrou, mas não é isso que coloquei em causa: uma coisa é o desportista profissional Tiago Monteiro, pessoa que tive o cuidado de não nomear, outra é o governo português, entender atribuir 2 milhões de euros para o patrocinar pessoalmente, vindo depois adiantar de que se tratava de uma representação nacional.
Obrigado pelo comentário.

Caro Speeder_76

Não tenho o prazer de lugar algum para o tratamento que aqui dispensa, mas…, o senhor lá saberá qual o código de conduta que adopta.

Em relação ao Tiago Monteiro, desportista profissional, só tenho a abonar pela resultados alcançados, mas não é disso que se trata, pois não?
Em princípio, deverá o Estado subsidiar o desporto amador através das federações das diversas modalidades, porque a não ser assim, parece que seria também normal, o Estado financiar em mais de 2 milhões de euros todos os clubes de futebol presentes em provas estrangeiras, os quais, seguramente, divulgam muito mais o nome de Portugal e, por outro lado, chegam mais próximo das comunidades portuguesas espalhadas por pela Europa!
Mas tal não seria razoável, pois não?

Carlos Semedo
Nem é só essa coisa do “desígnio” que indigna; talvez mais o facto de o Estado financiar um desportista profissional!
Abraço e obrigado pelo comentário.

Seria interessante, caro Joaquim saber com quanto o Estado financiará a nossa representação olímpica na China! Por acaso até seria…
Obrigado pelo comentário.

Caro Vicente Maya

A organização de eventos como a EXPO 98, o Campeonato Europeu de Futebol, a Porto 2001, nada tem a ver com subsidiar pessoalmente desportistas profissionais por muito bons que eles sejam. Isso é confundir alhos com bogalhos, isso sim, próprio da mais elementar demagogia.
Por outro lado, tanto se me dá que a asneira tenho sido cometido por um governo rosa, laranja ou azul às ricas. Não é disso que estou a falar - falo de princípios orientadores da conduta do Estado no que à política de apoios financeiros diz respeito.

Esse caso do autódromo foi muito bem lembrado, Ricardo! A forma como o Estado se deixou, por várias vezes, ludibriar por um grupo económico privado foi hilariante!
Abraço e obrigado pelo comentário.

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