Será hoje ratificado pela Assembleia da República o Tratado de Lisboa (via Público) que, antes do que nele está prescrito, traduz inexoravelmente o afastamento entre cidadãos europeus e um grupo de pessoas instaladas no poder, os quais, sabendo que provavelmente os cidadãos que os elegeram não plebiscitariam o que preconiza o Tratado do neoliberalismo financeiro, escondem-se, amedrontados, dos seus eleitores, refugiando-se em Parlamentos onde pululam deputados que ninguém elegeu (ver percentagem de abstenção) e que mais não fazem que seguir as directivas dos partidos comprometidos com a construção de uma Europa só para eles, mas para o bem de todos, claro está!
A Europa dos cidadãos de Monet acabou. Doravante teremos a Europa elitista; não de elites, mas de elitistas, tout-court!
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