Antonio Sousa Homem - Os Males da Existência

António Sousa Homem irá a Lisboa na próxima quarta-feita, dia 25, às 18:30, para o lançamento do seu livro Os Males da Existência. Crónicas de um Reaccionário Minhoto… [Ler mais em Origem das Espécies por Francisco José Viegas]

Portugal vs Alemanha – até os comemos!!!
A partir de hoje acabaram-se os jogos a feijões e soa a hora de, independentemente de gostarmos ou não de Scolari, de estarmos de acordo ou não com os 23 seleccionados, de apostarmos ou não no mesmo 11 inicial, juntarmo-nos, em uníssono, contra os ‘boches’.
Apesar das palavras de Scolari sobre o 11 inicial ele surpreender-me-á se não incluir Meira ou Bruno Alves, atendendo à sua tendência no que concerne à segurança defensiva.
Mas não é isso que importa, entrem os 11 que Scolari escolher com o incondicional apoio dos preteridos para iniciarmos, com o pé direito, o ‘nosso campeonato’. Em praticamente todos as posições do terreno temos mais qualidade do que os alemães e, por isso, toca a confiar (os jogadores e nós, os apoiantes) de que somos capazes de vencer a força com a nossa arte de bem tratar a bola.
FORÇA PORTUGAL QU’ INTÉ OS COMEMOS

De acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério da Educação (ME), 18,3 por cento dos alunos obteve “Não Satisfaz”, dos quais 1,8 por cento obtiveram a nota mais baixa, alcançando o nível E, numa escala até ao nível A.
Em 2007, quatro em cada dez alunos (41 por cento) chumbaram na prova, dos quais 6,6 por cento obtiveram o nível mais baixo. (via Público)

Fantástico! UAU! Em apenas um ano os resultados dos alunos de matemática nas provas de aferição do 6º ano melhoraram 224% – redução de cerca de 41% para 18,3% que não obtiveram nota positiva.
É muita qualidade, muita tecnologia, prenhas de inovadoras e tecnológicas inovações e não me admiraria que a Agência Nacional para a Qualificação certificasse já estes alunos com o grau de mestres em sabedoria intensiva aplicada.
De parabéns estão o Ministério da Educação, o governo por dar estas novas oportunidades e, com certeza, o Sr. Presidente da República que vê assim que um dos seus alertas (quase diários, agora) não foi em vão.
E assim vão…, vamos…, iremos, todos, não sei para onde, mas vamos, cheios de tecnologia e inovação!
Prevejo, com sincera fé, e atendendo à manutenção desta cadência de sustentado desenvolvimento, que em menos de 2 anos ultrapassemos a média europeia de sucesso escolar. É garantido!

ADENDA:
Ministra da Educação rejeita críticas de facilitismo nas provas de aferição

Após a realização das provas, a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) sublinhou que os enunciados contêm um “número exagerado de questões demasiado elementares”, afirmando por isso que os resultados dos alunos poderiam ser bastante piores se os enunciados fossem “mais exigentes”.
Confrontada com esta acusação, a ministra considerou que houve “pouca prudência” e “imprecisão” nas críticas da SPM e garantiu que as provas de 2008 são “equivalentes em complexidade e dimensão” às de 2007. “Agora é moda dizer-se que as provas são fáceis. A percentagem de alunos que consegue resolver todo o teste é de cinco por cento”, afirmou.
“É com alguma mágoa que vejo acusações de facilitismo. São comentários de pessoas que não entendem nada de avaliação educacional”, afirmou, por seu turno, o director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), Carlos Pinto Ferreira, responsável pelas provas.

É mais do que evidente! Ele há mesmo gente muito mal-intencionada! Gente sem tecnologia nem inovação!

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Por ausência de decisão definitiva da Federação Portuguesa de Futebol que tem em mãos um recurso de Pinto da Costa que, a ser deferido, implica a anulação dos castigos aplicados ao F. C. do Porto, a UEFA entendeu aguardar por essa decisão e manter para 2007/2008 o F. C. Porto na ‘Champions’.
Tudo que estará para além disto, do carácter, afinal, não definitivo dos castigos aplicados ao F. C. do Porto, pouco entendo sobre todos os trâmites administrativo / disciplinares que têm envolvido este caso, abstendo-me, por isso, de emitir juízos que seriam, seguramente, infundados.
Não posso, contudo, estar ao lado dos portistas que se dão por satisfeitos com este desenlace, uma vez que sobre o F. C. do Porto pairarão, por mais uma época, as pressões mediaticamente exploradas de corrupção, ou tentativas, da porra do ’sistema’ e tudo o que a propósito se lembrarem para desmerecer, influenciando indirectamente arbitragens, todo e qualquer sucesso desportivo.
Gostaria de uma decisão final, fosse qual fosse, para colocar um ponto final sobre o assunto, para bem do F. C. do Porto e do futebol português.

Incluído no ‘Jornal das 22′ da RTP N o ‘Noites do Euro‘, conduzido por Carlos Daniel e com o comentador residente Luís Freitas Lobo e mais 2 convidados por sessão, é o único programa sobre o Euro 2008 que vou seguindo. O de ontem foi dos mais bem conseguidos devido à presença de Rui Costa, jogador até há bem pouco tempo, pessoa instruída, conhecedora do meio, dono de uma honestidade intelectual rara, revelando isenção, assertividade e sabedoria em todas as suas intervenções, contrastando com muitos outros convidados que por lá passaram.
Apostar em convidados deste gabarito é meio caminho para o sucesso do programa e é neste sentido que, se pouco me importa saber o motivo que norteou Scolari a ostracizar Vítor Baía, me questiono que razões haverá para o não convidarem para este programa, uma vez que, tal como Rui Costa, é um dos ex-jogadores da ‘geração de ouro’ que prima pela dignidade, isenção ética e dedicação à selecção nacional? Digo este porque me parece que Carlos Daniel tenta imprimir qualidade e rigor e não compreendo a ausência de Baía de todo e qualquer programa sobre o Euro 2008, seja neste canal ou noutro qualquer, muito menos num público, uma vez que, tal como Rui Costa foi, é uma mais-valia evidente.
Haverá algum acordo tácito (coisa que tenho dificuldade em admitir) ou será esquecimento?

Segundo o Sr. Procurador-Geral da República, em todas as televisões em canal aberto há cerca de 3 meses, a arbitragem portuguesa melhorou imenso só pelo facto de existirem os processos relativos ao ‘apito dourado’ (estas declarações foram proferidas aquando da 1ª sessão em tribunal deste processo).
A corroborar tão evidente e insofismável evidência o DN dá-nos hoje conta de que Pedro Henriques ficou este ano classificado entre os 10 piores árbitros, enquanto Olegário Benquerença foi um dos melhores.
Segundo ainda o mesmo jornal, o jogo mais polémico de Pedro Henriques aconteceu à sexta jornada (clássico Benfica–Sporting, no Estádio da Luz). Os dois clubes queixaram-se da equipa de arbitragem e entre os casos mais falados estão uma mão de Katsouranis na grande área e uma pretensa falta para penálti de João Moutinho, que Pedro Henriques não assinalou.
Não sei que efeito terão provocado as queixas dos dois clubes, mas o certo é que Pedro Henriques desapareceu, praticamente, da Liga Bwin desde esse jogo. Atendendo às mãos não assinaladas, e bem em caso de bola na mão e não mão na bola, neste campeonato de Europa, das quais ninguém convictamente reclamou, entre nós a fobia de assinalar livre directo e exibir cartão amarelo a qualquer bola que vá à mão em equipas que não os três grandes, parece ter pegado de estaca e fazer escola…, à portuguesa, pois claro.

São as massas que dão a energia ao poder e quando as massas privilegiam o poder, o poder sacrifica-as, tiraniza-as
Alice Valente em Ali_se

Mas, sendo assim, Alice não será verdade, também, que o motivo que leva as massas a privilegiar o poder, não será a sua natural propensão de buscar conforto através de dele se acercarem?

Ainda continuo por perceber para quem são exames e para quê são os exames.” Albino Almeida, presidente da CONFAP

««os exames “fazem bem à saúde e são uma forma de [os estudantes] entenderem que a vida é uma competição (…)” (…)»
«o que “estraga” é a pressão a que os jovens são submetidos, não tanto pelos exames, mas pelos pais e professores que “exorbitam o tipo de consequências que vão ter (…)” Eduardo Sá, psicólogo, psicoterapeuta e psicanalista, doutorado em Psicologia clínica pela Universidade de Coimbra.

Associações de pais que querem assento na gestão de escolas para promover o facilitismo e psicólogos e psiquiatras, ou cientistas da educação como hoje se diz, que justificam a existência de exames porque fazem bem à saúde, mal-grado (para o psicólogo) a ‘maldade’ de alguns pais e professores prezarem que filhos e alunos se desenvolvam intelectualmente, eis a quem os Ministérios da Educação têm entregue os destinos de uma Educação que deveria ter a promoção do acesso à cultura e à formação de identidade próprias o principal factor de inclusão social.
Inclusão pelo facilitismo através do sucesso da passagem ‘administrativa’ camuflada, não é mais do que promover uma sociedade de pares de cultural mediocridade.

Via Improvisos ao Sul, tomei conhecimento que, finalmente, o Conservatório Regional do Baixo Alentejo, mais conhecido por Conservatório de Beja, aderiu a alargar o seu projecto educativo à área do Jazz, tendo assegurado António Branco como dinamizador do projecto.
De momento pouco mais sei do que está no Improvisos ao Sul e no site do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, ou seja, a abertura de um curso de ‘Iniciação ao Jazz’ já a partir de Outubro.
É uma boa notícia para Beja, aproveitando para endereçar votos de sucesso ao António Branco, assim as condições que lhe proporcionarem permitam desenvolver o projecto que ele terá em mente.
Noto, contudo e com tristeza, que apesar de o Jazz entrar no projecto educativo do CRBA, o Cante Alentejano continua fora da única escola de ensino artístico especializado do Baixo Alentejo.