Isabel Pires de Lima e o Acordo Ortográfico
Sobre o Acordo Ortográfico, Isabel Pires de Lima afirma que
(…) se imporia “uma revisão do Acordo que atentasse à urgente necessidade de uma descrição linguística das variantes africanas do Português”, em particular nos casos de Angola e Moçambique. Deste modo, frisa, o Acordo não se limitaria a ser “o que, na prática, é, um acordo entre o Brasil e Portugal”, transformando-se num “efectivo ‘acordo’ entre pares”.
(…)
“a expansão internacional de uma língua não se faz nem por facilitações ortográficas bebidas em critérios fonéticos em detrimento de critérios etimológicos nem por unificações ortográficas estabelecidas por decreto (…), mas sim pelos conteúdos que for capaz de veicular (através da literatura, da música,enfim, da cultura). (Público)
Não sendo especialista sinto uma lógica irrefutável nestes argumentos de Isabel Pires de Lima em relação ao Acordo Ortográfico…, mas também ao ambiente que se está a instalar no PS.
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Commentários
a lingua eh una
cada pais a vive de forma diferente
evolui em cada espaco do oceano
nao se fala o mesmo em mocambique do que se fala em angola
eh outra gente
o mesmo se passa no brasil, na guine e em timor
portugal eh a genese
para k um acordo
deviamo-nos preocupar em perceber as diferentes evolucoes
entender os dialectos de aquem-mar
e aceitar os designios
e orgulharmo-nos por ter comecado algo
soh para lembrar
a forma do portugues escrito em portugal
no tempo do eca de queiroz
era totalmente diferente
e quem nao o conhece?
Completamente de acordo, estimada Senhora de Idade Que Passou Por Aqui.
No que à bola concernem ache que, de facto, Isabe, Pires de Lima não tem ar de quem tenha muito jeito para a bola…, senão o Scolari não a deixaria andar por aí ![]()
Muito obrigado pela visita e comentário.
Sim, Ricardo, uma língua viva é isso mesmo, viva porque vivificada por todos. Que me interessa a mim uma escrita estandartizada para vários cantos do mundo que, naturalmente, lhe dão vida diversa, vivificando-a?
Bastaria, talvez, digo eu que disto não percebo nada, um normativo diplomático.
Abraço e obrigado pelo comentário.
parafraseando….
“a expansão internacional de uma língua não se faz nem por facilitações ortográficas bebidas em critérios fonéticos em detrimento de critérios etimológicos nem por unificações ortográficas estabelecidas por decreto (…), mas sim pelos conteúdos que for capaz de veicular (através da literatura, da música,enfim, da cultura).
netse ponto……….concordo,
absolutamente!
Percebemos agora que aquela - dispensável - substituição PLACEBO. Afinal não o foi. Nesta área a IPLima seria corrosiva. E percebemos agora, as palaras do Vasco Graça Moura sobre a sua saida. Ela tinha mesmo de sair a um ano das eleções para dar lugar ao PLACEBO. Placebo que agora todos compreendemos que é fino VENENO.










Eu até não vou nada à bola com a Senhora (pura inveja e dor de cotovelo - assumo, - só porque ela nunca me revelou a referência da tinta que usa no cabelo nem o cabeleireiro que lhe “bate em castelo” a massa capilar).
Isso não me impede de, desta vez, concordar com estas afirmações em género, número e grau. Uma língua é uma “coisa” viva, que evolui a bel-prazer dos seus falantes, não se espartilha com leis, decretos e acordos. Se querem fazer alguma coisa em prol deste património fundamental, pensem - isso sim - em estratégias e métodos de pôr as pessoas a usar correctamente, oralmente e por escrito, a nossa língua. Quando até alguns documentos oriundos do Ministério da Educação padecem de erros, gralhas e incorrecções, tudo o mais é palhaçada que serve apenas para fazer alguns senhores parecerem ter preocupações e “obra feita” mas na prática não serve em nada a língua e os seus falantes.