ou o ‘Bilderberg Group’ e a traição da liberdade de expressão
Ao cabo de quase cinco anos a blogar fui invadido por uma crescente inquietação que me leva a ver este blogue de forma diferente: valerá a pena estar para aqui a debitar quando parece que as pessoas até lêem o que escrevo só para fazer tudo o que entendo que não deveriam, por bem, fazer?
Vivemos momentos de opinião, de todos (e a minha, claro), momentos esses de grande liberdade, liberdade essa nunca vista ou sequer equacionada. Mas para que serve? De que serve esta liberdade de expressão se aos livres só a emissão de opinião é permitida?
Poder-se-ia pensar, como outro qualquer psicopata, que o mundo está errado, mas não, ainda não atingi esse senil patamar – eu é que não estarei a ver bem. E, assim sendo, e porque não me dá especial prazer dizer coisas para mostrar que as disse ou proclamar ‘eu bem disse…’, (exige-se um conceito de utilidade) foi apoderando-se de mim uma vontade de desistir, de abster-me, porque não vale a pena (carece da essencial característica de tudo o que deve ser feito – utilidade), daquelas desistências, se calhar, que se reflectem (ou espelham-se) através da abstenção, pela recusa de sentirmos que pretendem que façamos parte de uma coisa na qual não nos revemos nem pretendemos que nos misturem. Noutros tempos havia outra a saída, a da clandestinidade, mas até esse ‘nobre gesto’ a liberdade de expressão nos retirou.
Uma liberdade inconsequente assemelha-se a uma vontade sem força, inerte, para a qual não estou ainda preparado. Talvez mais tarde, quando a força começar a fugir e a ideia persistir, me conforme. É cedo, de momento. Por isso não desisto, mas abstenho-me, interrompo-me, ’sine dia’, até que esta inquietação passe. Ou não…
ADENDA: ‘Bilderberg Group’ convida este ano Rui Rio e António Costa. No passado José Sócrates, Santana Lopes, Durão Barroso, e outros. Permanente só mesmo Pinto Balsemão. O que é o ‘Bilderberg Group’?
Tags: Abstenção, Antonio Costa, Bilderberg, Democracia, Liberdade, Liberdade de Expressão, Pensamentos, Rui Rio






















Caro amigo desistir só porque não encontramos eco na expressão da nossa contestação ao modelo de sociedade liderada pelos membros da Bilderberg que nos tentam impor, julgo que deve ser o último pensamento de alguém que convictamente luta por uma sociedade melhor e mais justa. Eu julgo que a blogosfera tem estado a dar um enorme contributo para o esclarecimento da verdade que tão pouco nos chega através dos órgãos de comunicação social que obviamente está ao serviço desse poderoso grupo. Temos de insistir na denuncia dos esquemas montados pelos políticos que pretendem proteger os grupos económicos mais poderosos e fazer com que eles ainda enriqueçam mais em detrimento das classes mais desfavoráveis.Um abraço do Raul
“Uma liberdade inconsequente” é uma impossibilidade. Se é mesmo liberdade, então será consequente – no mundo, nos outros, em si mesmo… Se assim não for, então não é liberdade, mas apenas a aparência dela.
O conceito de liberdade é muito dado a falsos entendimentos e definições. A liberddade é hoje entendida, nesta nossa sociedade pós-democrática, como um egoísmo que nos permite fazer qualquer escolha, independentemente das suas consequências. Se não percebe bem o que estou a dizer, leia (se puder, claro), por exemplo, A Democracia Totalitária, do Matthieu Baumier (Publicações Europa-América, colecção Biblioteca das Ideias, 18,81€ na FNAC).
A liberdade, tal como a maior parte das capacidades existênciais humanas, contem em si um tremendo paradoxo: quanto mais se entrega gratuitamente ao serviço do outro, mais cresce em nós. Tal como a amizade.
Depois de muito a procurar – mas muito mesmo, acredite – o meu caminho pessoal levou-me a concluir (com muita relutância inicial, confesso, pois fui todo moldado pelo racionalismo) que a única liberdade verdadeira é aquela que Jesus Cristo refere quando diz: “Conheceries a Verdade e a Verdade vos libertará”. A pergunta imediata de um racionalista será: E essa Verdade onde está, o que é? Mas o Senhor já sabia que esta seria a pergunta e já havia dado a resposta: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por Mim”. Para chegar à liberdade basta pois ser como Jesus, fazer como Jesus – um novo paradoxo, pois uma coisa aparentemente tão simples como imitar alguém que viveu tão simplesmente, é, de facto, muito difícil de realizar.
Mas mudar de caminho, ter dúvidas, inquietar-se, pode ser exactamente o que é necessário para alguém começar a entender o caminho que conduz à liberdade…
Até breve ou até sempre.
Um abraço.
“Em um nível muito mais profundo, dentro da sociedade civil, há um pacto, um pacto de silêncio e passividade. Talvez muitos se dêem conta de que não se pode defender a «democracia» destruindo-a, mas decidem calar e seguir com suas cômodas rotinas cotidianas: o que ocorre não os afeta. O problema é que sim, afeta-os. A batalha está se liberando neste preciso instante e a ditadura global ─ o Governo Mundial Único ─ vai ganhando.” (Daniel Estulin in A Verdadeira Historia do Clube Builderberg)