György Czifra interpreta a ‘Valsa Impromptu’ de Liszt. Adequada a quem é sensível ao romantismo sem condescendências lamechas de mau gosto. Bom fim-de-semana.
Hossein Derakhshan, iraniano e muçulmano, atreveu-se, em nome de uma cultura de paz, a visitar Israel onde proferiu várias conferências com o intuito de, nas suas palavras, tentar mostrar aos Iranianos como é a vida quotidiana em Israel. Aos Israelitas vou mostrar que a grande maioria do Iranianos não se identificam com a retórica de Ahmadinejad. Vou mostrar-lhes que qualquer tipo de violência contra o Irão só iria prejudicar os jovens que gradualmente reformam o sistema e que só os radicais beneficiarão dessa situação.
As duas visitas que efectuou a Israel motivo bastante para ter sido detido no Irão sob a acusação de espião do governo israelita, incorrendo o risco, se vier a ser condenado, de pena de morte.
Fica o alerta que me chegou via email, servindo para recordar que a esmagadora maioria assassínios e chacinas foram, desde remotos tempos, efectuados em nome de deus, mas de um Deus que não está presente em nenhum Livro nem em nós.
O governo, e bem, não dá o aval solicitado pelo Banco Privado Português e, adianta Teixeira dos Santos, não o nacionalizará por entender não ser, e cito o Ministro das Finanças, “um caso de polícia” nem “um banco comercial”. Ao Banco Privado Português restará ou a aceitação de um plano de recuperação pelo Banco de Portugal ou a falência. (ver Público)
Parece-me bem, mas deixe de fazer, se é que fazia, o mínimo de sentido e coerência a nacionalização do BPN, já que o montante em causa é similar e, por outro lado, se este é “caso de polícia”, fica-se com a ideia de que o Estado impediu a falência de um banco devido a gestão danosa e não a de um banco cujo problema é derivado da crise financeira internacional!
Critérios precisam-se e precisa-se de os saber e dar a conhecer antecipadamente, até para que depois não recaiam suspeitas de que poderão as decisões enfermar de interesses particulares.
Miguel Azguime ganha Prémio ‘Music Theatre Now‘ com a sua obra ‘Itinerário do Sal’, estreada em Abril de 2006 sob a direcção de Paula Azguime, atribuído pela ‘Musiktheaterkomitee des Internationalen Theaterinstituts (ITI)’ na categoria ‘Other Forms Beyond Opera’, incluída num concurso destinado a novas óperas e música para teatro. (ver notícia do Público)
Mantendo a secular tradição portuguesa em relação aos seus criadores e artistas, o reconhecimento do trabalho de Miguel Azguime vem de além-fronteiras, pese embora o extenso e profícuo trabalho que tem desenvolvimento em prol da música electroacústica, seja como compositor, como fundador, mentor e membro do Miso Ensemble, do ‘Festival Música Viva’, da ‘Orquestra de Altifalantes’ e do sítio Miso Music Portugal, onde poderá encontrar as notícias mais actualizadas sobre música contemporânea, mormente a electroacústica, músicos portugueses que a interpretam, cursos, encontros seminários, enfim, tudo o que à temática diz respeito.
A obra premiada, o ‘Itinerário do Sal’, estará em digressão pela Hungria, Polónia e Alemanha durante o mês de Dezembro, esperando-se, como é óbvio, que as instituições com responsabilidade sobre a programação cultural, públicas e privadas, promovam a sua execução nas várias salas deste país.
Via Alice Valente tomo conhecimento que a Gulbenkian, através do seu administrador Marçal Grilo, encerra a Colóquio/Letras.
Deixo aqui o texto que enviei a Joana Morais Varela, onde me associo a quem se manifesta contra esta perda.
É com profundo desânimo que vejo desaparecer mais um dos estandartes do legado da Gulbenkian. Foi o serviço de música tal como Madalena Perdigão o concebeu e deixou e a ele ficaram devedores quase todos os músicos portugueses (lembrar a fabulosa programação deste último ano de Pereira Leal); foi o Ballet Gulbenkian, a marca mais valiosa da instituição além-fronteiras; agora a Colóquio/letras.
A Fundação Gulbenkian está sendo ocupada, preenchida e usada para promover ‘prestamistas’ de entretenimento e entretida educação, esvaziando os serviços e acções que a erigiram mundo afora, os quais privilegiavam a qualidade de quem sabe…, fazer, criar e pensar.
Parco tem sido o tempo para escrever como gostaria sobre este psico-processo da avaliação de professores (ler excelente texto da Alice Valente). O método e a metodologia eram inegociáveis para Maria de Lurdes Rodrigues; os sindicatos, sem qualquer vergonha, desconfiados de já que não representarem os professores, assinaram em Abril um acordo com o Ministério onde apenas adiavam o problema sem o resolver, sabendo, por tal, que o inexequível método faria retornar os professores às ruas.
Entretanto, diante do impasse criado pela Sra. Ministra e pelos sindicatos, logo aparecem sugestões de reactivação do diálogo entre eles após duras palavras entre eles: uma comissão de sábios; sentem-se novamente à mesa e reflictam; simplifiquemos a burocracia da avaliação, mas esta mantém-se e o método também. Porreiro! Como é que não nos lembramos disto antes?
Mas que se passa? Passa-se que o diabo das estruturas democráticas deixaram de controlar as pessoas, no caso os professores, e eles, os das democracias bem estruturadinhas assustam-se com estas demonstrações de cidadania activa – os professores emanciaparam-se do Ministério e dos sindicatos! Os professores, avaliadores e avaliados, sabem que esta avaliação não serve o ensino nem a aprendizagem dos alunos, quanto mais não seja porque deixaram de ter tempo para ensinar.
Mas cuidem-se senhores professores que a avaliação é essencial para melhorar a aprendizagem dos alunos. Não esta, eu sei, que apenas serve para enquadrar progressões de carreira, mas uma que reflicta os que ensinam e o que os alunos aprendem! Sim, a avaliação de professores só faz sentido se estreitamente ligada à progressão dos resultados dos alunos, em exames nacionais e provas globais! Mas, hélas, A Dra. Maria de Lurdes Rodrigues, apesar de apregoar que a avaliação em curso serve para beneficiar os alunos, em mais uma tentativa de virar os pais contra os professores, sabe bem (espero) que não pode haver uma correcta e séria avaliação dos professores pela simples razão que tem vindo a anular a avaliação dos alunos!
Então, se nas palavras da Senhora Ministra e dos cientistas da Faculdade de Psicologia de Lisboa e dos pediatras e dos pedo-psiquiatras não faz sentido reter (reter quer hoje dizer chumbar) alunos no mesmo ano, também não faz sentido reter os professores em avaliações sobre a aprendizagem dos alunos! Façam antes uma eleição, ou referendo, se preferirem, sobre quem deve progredir, anualmente, na carreira docente e poupem-nos a esta palhaçada!
Oh Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite não lhe atribuía tão exacerbado optimismo! 6 meses para pôr tudo na ordem? Salazar bem tentou esse caminho sem êxito obter e durante 48 anos!
A atracção para as urbes do litoral e, mais recentemente, para Lisboa, inibe a grata experiência de viver em lugares como Beringel, uma vila de foral, mas com ambiente e vivência de aldeia.
Hoje, apetece-me cantar Beringel e os beringelenses a propósito de uma súbita mudança de casa que tive de fazer. Não encontrava casa alternativa quando alguém da terra, desinteressadamente, me resolveu o problema. Não contratei nenhuma empresa de mudanças, ninguém para carregar (com excepção do Steinway A de 1903), ninguém para preparar a nova casa. Contudo, como que por magia, aparecerem vizinhos, vizinhos que nem bem conhecia e nada me devem, que tudo fizeram para que esta alteração fosse mais amena para a família. Houve quem desse uns arranjos na casa nova, braços para ajudar a carregar, amigos que cederam furgões para transporte, enfim, tudo o que quem vive em desumanizadas metrópoles não lhe ocorre que ainda há quem solidariamente assim viva, possa viver e dê graças por esta dádiva não ser passível de imposto, de ser regulamentada ou regulada. Não é mão invisível – é solidariedade, preocupação com o próximo.
Em Beringel vive-se ainda a vida, a vida de todos, embora poucos e cada vez menos, mas sensibilizado e grato estou por o destino que ter para aqui atraído.
Obrigado beringelenses por me fazerem continuar a acreditar que podemos ainda viver a vida solidariamente sem necessidade de tecnologias e inovações que para nada servem a não ser para estimular o consumismo.
Não é brincadeira! O observador nomeado pela Liga Portuguesa de Futebol para o último Sporting vs F. C. Porto atribui a classificação de “bom” à actuação de Bruno Paixão. (ver notícia)
Não encontro adjectivo para este dislate sem vergonha, para mais numa altura em que já nada se pode atribuir ao Sr. Pinto da Costa ou a anteriores órgãos de gestão da Liga.
Em boa verdade não recordo árbitros tão fracos e arbitragens tão más desde que memória tenho, sendo com pena que vejo e ouça sportinguistas e portistas a esgrimirem quem terá Bruno Paixão prejudicado mais! Bruno Paixão prejudicou, neste jogo, o futebol, a arbitragem e o espectáculo acima de tudo.
É-nos de todo impossível saber como teria corrido o jogo se uma arbitragem normal tivesse ocorrido, tantas as asneiras, a incompetência e a falta de estofo para jogos desta natureza que Bruno Paixão demonstrou.
Bonito, correcto e elevado, seria Sporting e F. C. do Porto emitirem um comunicado conjunto em vez de andarem a lutar contra moinhos de vento (se me prejudicou mais a mim ou a ti), para marcarem uma posição de força junto da arbitragem e da Liga no sentido de os responsabilizar pelos danos causados à qualidade do espectáculo.
Banco de Portugal conta com apenas 60 técnicos de supervisão bancária, segundo esta notícia do Público, para fiscalizar cerca 320 instituições financeiras. Há 5 anos eram mais de 160…
Quando se fala de lavagem de dinheiros de droga, de tráfico de mulheres, de armas, de agiotagem e especulação financeira, de ‘off shores’, of shure que 60 técnicos são mais que suficientes para a ‘mão invisível’ funcionar!
O problema é de regulação? Mas claro, é evidente,! Quem apenas quer dispor de 60 técnicos de supervisão bancária, não regula. Esse é o verdadeiro problema de regulação – de gente que não regula…, nem quer regular!
E administradores no Banco de Portugal? E directores? E administradores e directores aposentados após uns anitos de actividade? Perdemos a conta não foi? E sabem porquê? Porque a gente também não regula ao permitir esta palhaçada!
Somos nós, sim, somos todos nós que permitimos que esta gente leve vida boa à nossa custa, com o nosso beneplácito e até o voto em democrática urna!
Têm razão! O problema é de regulação!





















