Escola C+S de Alfragide - polícia carrega sobre alunos

Apareceu a notícia no Público de que a polícia terá carregado sobre os alunos da Escola C+S de Alfragide, tendo ferido, pelo menos, um.
Carga PolicialIsto está a tornar-se absolutamente insustentável: a Sra. Ministra da Educação tratou de, pública e recorrentemente, desautorizar professores e escolas; ontem surge Mariano Gago, o Ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, a desautorizar os gestores das universidades em vez de assumir que as tornou financeiramente insustentáveis; por fim, quem mandou a polícia para a Escola C+S de Alfragide mais não fez do que contribuir para que nos habituemos, também, a desautorizar as forças policiais!
De desautorização em desautorização chegaremos a um ponto em que, não merecendo já os governos que lhes concedamos autoridade, eles próprios se encarregam de a esvaziar de todas as instituições sociais, aquelas que, afinal, ainda sentimos que poderíamos recorrer em caso de necessidade.


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Commentários

Mas alguém acredita mesmo que a polícia andou às bastonadas a uma criança? Esta história está muito mal contada.

“a filha depois de agredida foi para casa”
Então mas não deveria ir para o hospital?
Com tanta gente a manifestar-se, ninguém via uma criança a ser agredida e a levava para o hospital?

Isto é, como se costuma dizer, palha para burros e, pelos vistos, há muitos a come-la!

Mal contada, não tenho mesmo dúvida, caro Miguel, daí eu ter salvaguardado com a notícia do Público e com o “terá carregado”.
No entanto, a atitude policial, ou melhor, terem mandado um efectivo da polícia para a escola e, eventualmente, este ter dado uns empurrões que fosse a alunos, parece-me uma atitude desmesurada e que fere a autoridade, para o futuro, da própria polícia perante esses jovens e adultos futuros.
Lembro que antes do 25 de Abril a polícia não podia entrar nas escolas; a Pide, talvez, polícia, não. Porquê? Precisamente para salvaguardar o respeito pelas forças policiais para intervirem onde e quando é efectivamente necessário.
Obrigado pelo comentário.

A TSF diz que “Segundo uma outra aluna, Bruna Cruz, a polícia, depois de rodeada pelas cerca de duas centenas de alunos, carregou sobre os alunos”.

Além de que a polícia não entrou em escola nenhuma, tudo se passou à porta de escola, que tinha sido fechada a cadeado por “desconhecidos”. A polícia poderia não ter nada que ir à escola mas TINHA (como foi) de repor a ordem para que quem quisesse ir à escola, pudesse.

[...] por confirmar pois a notícia do Público, que me chega pelo Carlos Araújo Alves, é vaga. Fico sem saber se a Polícia terá carregado ou não sobre as crianças que se [...]

Sim, CAA. Há que indagar da veracidade da história. Mas, de qualquer forma, não creio que a presença da polícia frente a putos de 10 anos seja coisa de louvar. Nem dentro nem fora da escola.
Isso, a mim, diz-me muito do momento que passamos. A esses miúdos diz ainda mais.

[off topic] sem querer meter foice em blogue alheio, aquele plugin das actualizações dos comentários por e-mail fazia cá um jeitaço…

Não percebo tanta indignação pela presença da polícia. A escola foi fechada a cadeado! A partir faz todo o sentido chamar a polícia para abrir e escola e acabar com a desordem.

Ouçam lá~! Voces nao tavam lá! Nao sebem o que se passou realmente! A policia agrediu alunos!!

Ah! Miguel… saudades dos bons velhos tempos?

Sim, Miguel, ao que parece a polícia não entrou na escola, mas que diacho lá foi fazer? Repor a ordem pública? Apanhar meliantes?
Que diacho, não serão os professores capazes de tomar conta de alunos insubordinados? Se se trata de uma reivindicação estudantil sem violência, será necessária a polícia? Para quê? Para aparecer nos órgãos de comunicação social?
Ah, meu caro Miguel, por mais voltas que dê, não vislumbro razão bastante para enviar um contingente de polícias para a porta das escolas.
Obrigado pelo comentário.

Também não creio, Carlos José Teixeira, que a polícia tivesse algum interesse em magoar crianças. No entanto, se para lá foi enviado uma força é bem natural que ânimos se exaltem e violência possa ser desencadeada.
Abraço e obrigado pelo comentário.

Ah, Carlos José Teixeira, o “siga os comentários no seu email” logo, logo depois de mudar de casa! Nem queira saber o que isto tem sido! :)
Fica a promessa.

Não está em causa, Miguel, a presença da polícia onde ela é necessária, em especial, para repor a ordem pública e apanhar meliantes, mas francamente, a sua presença numa escola que alunos fecharam com cadeado para se manifestarem parece-me despropositado e até propiciador a que, no meio da agitação, alguma violência se gere.
Obrigado pelo cometário.

Cara Eu ou caro eu.
Não estive lá, é verdade, mas daqui também não o(a) consigo ouvir. Se quiser contribuir para o aqui vai sendo escrito, faça favor, as suas palavras serão muito bem-vindas.

Desde quando os alunos com a idade indicada tem autonomia ou capacidade de se manifestar sobre o que seja. Esta notícia roça o ridículo, apesar de, a ser verdade a agressão, se terem que apurar vários aspectos:
1 - A posição das autoridades relativamente às agressões, que a terem acontecido conforme relatado deverão, sem dúvida, ser punidas de forma pesada.
2 - O porquê das crinças, que deveriam estar entregues à instituição de ensino paga com o dinheiro dos contribuintes, e protegidas pela mesma, com idades de 10 anos, estão na rua sem conhecimento dos encarregados de educação.
3 - A haver um protesto contra o que fosse, visto que ainda ninguém assumiu a responsabilidade da escola fechada, este seria conduzido pelos encarregados de educação, não por nenhum aluno.
Pensem nisto meus Senhores, é por estas situações que este país é uma vergonha.

Quem disse que foram os alunos que fecharam uma escola a cadeado? A versão oficial é que foi fechada por desconhecidos. Uma escola fechada a cadeado, implica chamar as autoridades para tratar do assunto, certo?

Quanto à idade, caro Ricardo, que não sei que pensar. Se pensar em mim fui expulso de um liceu com 14 anos por fazer uma greve antes do 25 de Abril; se pensar nos meus filhos até estou de acordo com o Ricardo.
Mas…, dá pano para mangas. Então um aluno menor do secundário pode ir para as discotecas até altas horas da noite, embebedar-se até se lhe apetecer, sem que a polícia se aflija com isso, mas não pode manifestar-se à porta de uma escola!?
Não sei. É isso mesmo, estou mesmo a ficar cota!

Oh Miguel, mas então se não foram nem alunos, nem pais, nem professores por que razão é que o director executivo não foi abrir a porta e ficava o assunto resolvido? O que terá levado alguém a chamar a polícia e os órgãos de comunicação social?

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