Para comemorar os 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos não me é suficiente colaborar numa cadeia blogosférica a pugnar pela “Dignidade e Justiça” como propõe Fênix ad eternum. Aqui fica…

Declaração Universal Direitos Humanos - 2008

mas prefiro lembrar, muito particularmente, como estamos ainda longe (ou mais longe) dos propósitos enunciados por Kofi Annan sobre a ‘Erradicação da Pobreza’, em mensagem dirigida a 17 de Outubro de 2000, enquanto Secretário-Geral das Nações Unidas, da qual deixo este excerto:

Poverty on such a scale is unacceptable, not least because globalization has opened up vast avenues of wealth creation. Globalization can be a strong force in the fight against poverty. But globalization must mean more than creating bigger markets, and experience confirms that growth alone cannot reduce poverty and income inequality. Economic policy must be combined with effective social policies aimed at education for all, health for all and gender equality. This is essential if globalization is to work for all the world’s peoples, and if we are to meet the goal of halving, by the year 2015, the proportion of people living in extreme poverty.
(…)
This is an ambitious goal, but it is neither utopian nor impossible. We have the knowledge and the means with which to achieve it. What is missing is the will.
(texto colocado em evidência da minha responsabilidade)


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8 Respostas to “Declaração dos Direitos Humanos – 60 anos”

Comentários (8)
  1. Uma Senhora de Idade Que Passou Por Aqui diz:

    Sessenta anos depois, tanto avanço tecnológico e tão pouca evolução do Ser Humano… :(

  2. luma diz:

    Acredito que a Declaração dos direitos humanos seja o ideal a que iremos chegar, com a boa vontade de todos e para isto, quem é mais consciente, deve por obrigação, tentar propagar as idéias e aplicação deste ideal fraterno. Beijus

  3. Estimada Senhora Sem Idade que por aqui passou

    O alucinante ritmo do nada, do vazio, de vidas sem sentido, com sentido só para elas ou, pior, sem direito à vida!

    Obrigado pelo comentário e Beijinho.

  4. Luma

    Cada um de nós, exacto, todos remos de construir, ou seja, por outras palavras, ninguém se deverá abster da construção desse ideal e ninguém pode desviar-se nem, especialmente, obstar que outros o façam.
    A parte do obstar e dos interesses do obstáculo é que preocupam mais.
    Obrigado pelo comentário.

  5. francisca esquivel diz:

    estamos numa época em que os direitos humanos são plasticamente manobrados, eles próprios fazem parte de um negócio fictício

  6. teofilo m. diz:

    Mas, meu caro, a pobreza é uma coisa que tem de existir, para que os mais afortunados se possam sentir beneméritos nestas épocas ao deixar cair algumas migalhas na sua direcção.

    Por isso, quanto mais pobres melhor, porque assim a esmola pode ser mais pequena, mas será mais apreciada.

  7. Estimada Francisca Esquível

    É bem verdae o negócio que se montou em torno dos Direitos Humanos…, em torno de tudo, mas compete-noas não desistir nem deixar que o zénite se perca.
    Muito obrigado pelo comentário.

  8. Estimado Teófilo M.

    Qunato mais desmesuradamente ricos, mais pobress e mais pobreza. Sim. Mas preocupam-me menos os ricos, ou aqueles que da sua vida fazem um exercício de enriquecimento financeiro, do que os remediados que, afinal, se calhar distraídos no ruído da cultura de massas com que media os alimentam e eles alimentar se deixam, que afinal, silenciosamente, permiteem que a pobreza alastre mundo afora.
    Abraço e eobrigado pelo comentário.

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