O Ministério da Educação através do Conselho de Ministros aprovou o ’simplexissímo’ modelo de avaliação do desempenho dos professores e, simultaneamente, fez aprovar uma série de medidas para tentar chamar para o seu lado os professores titulares em fuga das escolas públicas ao dispensar da avaliação os que se encontrem em condições de pedir a reforma até 2011 e os docentes contratados em áreas profissionais, vocacionais e artísticas, não integradas em grupos de recrutamento.
Aproveita, ainda para aumentar em 50% o suplemento de ordenado dos Directores Executivos das Escolas e colocações por 5 anos para o próximo concurso de professores!
Eis o nacional ‘chico espertismo’!
O DN, através de Nuno Saraiva, sob o título ‘Governo aposta tudo na divisão dos professores’ vai mais longe:

O Governo aprovou ontem em Conselho de Ministros a redução do número de professores a avaliar. E prometeu ainda o número de quadros para a docência e subir o ordenado das novas chefias. O objectivo é dividir os professores, antes da greve marcada para 19 de Janeiro. José Sócrates não quer arriscar começar o ano de todas as eleições com nova contestação maciça dos professores
As medidas ontem aprovadas pelo Conselho de Ministros têm um objectivo político claro: dividir os professores e reduzir o número de adesões à greve de 19 de Janeiro. Ao DN, uma fonte governamental garantiu que se trata de “uma rearrumação do tabuleiro de xadrez”, em que se joga a batalha com os docentes.

Não há vergonha! É o vale tudo, de tudo, para atingir os fins! Que fins? A designação de modelo de avaliação uma vez que do seu conteúdo, da substância, já nada resta!


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5 Respostas to “Ministério da Educação – o nacional ‘chico espertismo’”

Comentários (4) Pingbacks (1)
  1. alice diz:

    Pois é Carlos, de quando em quando ocorre-lhes em lembrança e vá de lançar umas migalhinhas… Deve ser por ser Natal!

    Abraço

  2. teofilo m. diz:

    Mas não é apenas mais uma satisfação às reivindicações dos professores e da célebre plataforma sindical?

    É que ainda não vi nenhum professor a dizer que não aceitava a benesse… ou a coerência só está de um lado?

  3. Migalhitas, sim, mas o Teófilo M. também tem razão, Alice. Entãao não é que os senhores professores estão tão caladinhos, aceitando, tacitamente, essas migalhitas? Pois…
    Obrigado pelo comentário.

  4. Eh pá, oh estimado Teófilo M.! Tem toda a razão, não me tinha ocorrido! É certo que a sem vergonha do Ministério da Educação e deste governo se mantém, mas os professores, de facto, deveriam manifestar que não aceitariam tais benesses sem primeiro ver cumpridas as suas reivindicações!
    Boa…, e obrigado porque segue para post.
    Abraço.

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