Tudo parece indicar que agora ando virado para revelar as minhas paixões, desta vez, Liszt, no caso Funérailles, que faz parte das Harmonies Poétiques et Religieuses, abaixo interpretadas por Krystian Zimerman (a minha interpretação favorita).
Esta peça de elevadíssimo grau de dificuldade, tanto técnica como interpretativa, revela uma densidade emocional intensíssima, tendo sido estreada pelo próprio Liszt no funeral de Chopin que faleceu em 17 de Outubro de 1949. Daí o facto de ser também conhecida como “Outubro 1949″. No entanto, anos mais tarde, Liszt esclareceu que apesar do facto ele tinha-se inspirado em 3 amigos seus executados pelos Habsburgos, durante a “revolução húngara de 1848″. Aqui fica a interpretação de Zimerman (só audio).
A absolvição de Pimenta Machado (notícia), cujo nome foi pungente, reiteradamente e ad nauseum vilipendiado, durante mais de 6 anos, em todos os órgãos de comunicação social reforça minhas interrogações anteriores sobre o estabelecimento de prioridades da investigação judiciária em Portugal, se não mesmo, se conterá ou não alguma carga persecutória em relação a algumas pessoas e instituições investigadas.
Tanto crime que desconfiamos existir tão danoso para a generalidade da sociedade, como o da área financeira que parece agora investigar-se quase que por obrigação, reforça a minha preocupação sobre a política de investigação da Procuradoria-Geral da República, comprovada por mais esta absolvição de Pimenta Machado, a quem o Vitória de Guimarães muito, mas muito mesmo, deve e grato deveria estar.
Há belíssimas interpretações da Balada No. 2 de Chopin no Youtube que poderão seleccionar. Eu escolhi a de Krystian Zimerman por ser, globalmente, a que mais me toca, sem razão haver para a defender como a melhor.
Coloco, no entanto, a seguir uma outra de outro pianista aclamado, Ivo Pogorelich, capatada no decurso do ‘Concurso Chopin’ de 1980 para contar uma história engraçada acerca de uma atitude de Marta Argerich.
As interpretações são bem diferentes, o que é natural, e ambas revelam talento, mas Pogorelich não ganhou o 1º. Prémio do ‘Concurso Chopin’ de 1980, nem poderia, pois para além do talento e da técnica é necessário uma interpretação consistente da peça na sua globalidade e respeitar o texto do compositor, coisa que Pogorelich não conseguiu (ou não quis). A sua interpretação sofre variações várias, como se procurasse uma perfeita para cada frase, comprometendo irremediavelmente a obra no seu conjunto.
Tudo isto não seria relevante não fora Marta Argerich, não se conformando que Pogorelich não vencesse o Concurso, tenha abandonado o júri do qual fazia parte.
Este episódio também nada teria de interessante não fora a polémica gerada ter-se constituído mais benéfica para o lançamento da carreira pianística de Pogorelich do que se tivesse obtido o almejado 1º. Prémio.
Recorde-se, a título de curiosidade que Krystian Zimerman obteve o 1º. Prémio do ‘Concurso Chopin’ em 1975.
Histórias que vidas fazem…
Surpreende-nos sempre, a morte, mesmo quando já aprazada, tolhe o discernimento diante da falta de humildade em assumir o que não se sabe, porque não se compreende.
A vida, o ser e o ser-se, prepara-nos, sem remissão, genética e psicologicamente, para a continuidade, prostrando-nos, forte, mas brevemente, diante da descontinuidade da morte.
O Ser Humano foi-se construindo sobre e numa historicidade, buscando sempre causas para continuidades psicologicamente compreensíveis que mais não é que uma muleta para nos ajudar na perplexidade e no torpor das descontinuidades que a realidade nos impõe.
A mentira e o lapso de memória não podem, em abono da verdade, ser confundidas – a intencionalidade ou ausência dela separa-as indelevelmente.
Há, no entanto, uma similaridade na consequência, que em casos de pública notoriedade, mais se evidenciará – a vergonha ou a falta dela. É esta particular e pessoal consequência o detalhe que diferencia quem assume ou não, ou de que forma, as consequências dos seus actos, determinando atitudes e comportamentos reveladores carácter de cada qual.
Chega um gajo de fora, assim para o estourado, e dá conta que tem de lidar com um inusitado número de pedidos no ‘Twitter’ e no ‘Facebook’. Cá para mim foi vírus que se apegou neste fim-de-semana!
Bom, apesar de tentar, já não tenho idade para estas novas formas de estar (é preciso ter tempo, sim, tempo que foge), mas poderá indicar que as pessoas parecem interessar-se por uma nova forma de estar na web, i.e., relacionarem-se.., tal como no início da blogosfera, lembram-se?
Ilusões.., minhas…
Joshua Redman, ‘Blues on Sunday’ com o seu quarteto. Nada como um blues em ritmo rápido neste domingo solarento. O tema está incluído no 1.º CD de Joshua Redman, tendo por título o seu próprio nome, editado em 1993. Este vídeo do Youtube foi captado ao vivo, em 1993, já sem o ‘chatinho’ do Brad…
Joshua Redman – saxofone tenor;
Jonny King – piano;
Christian McBride – contrabaixo^;
Brian Blade – bateria.
Maria José Morgado ordenou a investigação às fugas de informação relativas ao caso Freeport, nomeando duas procuradores experientes para o efeito. (via TSF)
Ficámos ainda a saber que a origem desta diligência parte de uma queixa apresentada por Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República, não me espantando nada que esta iniciativa seja fruto da reunião que teve com Cavaco Silva (ver atrás).
Estranho, muito sinceramente, que seja Maria José Morgado a coordenar a investigação das violações do segredo de justiça uma vez que foi ela própria que no caso Apito Dourado enviou, indevida e inconstitucionalmente, gravações de algumas escutas telefónicas para a Liga Portuguesa de Clubes, dando origem ao Apito Final.
Noticia o Expresso que a ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica apreendeu cabras no Algarve.
À primeira leitura a notícia parece não ter nada de relevante, mas repare-se que até nos animais existe, de forma bem latente, uma inusitada discriminação sexual.
É por isso que os cabrões continuam todos por aí à solta…






















