A absolvição de Pimenta Machado (notícia), cujo nome foi pungente, reiteradamente e ad nauseum vilipendiado, durante mais de 6 anos, em todos os órgãos de comunicação social reforça minhas interrogações anteriores sobre o estabelecimento de prioridades da investigação judiciária em Portugal, se não mesmo, se conterá ou não alguma carga persecutória em relação a algumas pessoas e instituições investigadas.
Tanto crime que desconfiamos existir tão danoso para a generalidade da sociedade, como o da área financeira que parece agora investigar-se quase que por obrigação, reforça a minha preocupação sobre a política de investigação da Procuradoria-Geral da República, comprovada por mais esta absolvição de Pimenta Machado, a quem o Vitória de Guimarães muito, mas muito mesmo, deve e grato deveria estar.
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Provavelmente (com toda a certeza dirão os juízes que o julgaram) Pimenta Machado é inocente dos crimes que pretensamente teria cometido. Provavelmente todos as pessoas com algum poder em Portugal, do futebol à politica passando pela actividade económica e financeira e pelo mediatismo social estão e estarão inocentes de todos os crimes que os acusam. Uma vez que ainda não houve condenações (ou quando as há aos condenados é-lhes por uma via ou outra facilitada a fuga), provavelmente nenhum deles deveria ser julgado. Provavelmnete o país pouparia muitos mas muitos milhões de euros para ver o final de filmes sempre iguais. Provavelmente mais milhões do que os que Paulo Rangel acusou de se gastarem na preparação de inaugurações.
Ah, Predatado, no gozo comigo…
Dou de barato, acho que há muito coisas muito mais urgentes porque socialmente bastante mais danosas para investigar e reforço o sentimento (que não posso provar) de que muitas investigações levadas a cabo parecerem ter sido escolhidas a dedo com carácter persecutório.
Abraço e obrigado pelo comentário.