A ‘Grand Valse Brillante’ op. 18 de Chopin entregue às interpretações de Evgeny Kissin e de Lang Lang. Escolham…


 
Bom fim-de-semana.


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10 Respostas to “Chopin – Grand Valse Brillante op. 18”

Comentários (9) Pingbacks (1)
  1. anacancela diz:

    Olá Carlos
    Kissin, sem sombra de dúvidas

  2. dei por mim a ouv”er” piano no youtube por causa disto
    comecei por ouvir o Rack nº3 pelo Kissin, cinco partes, 3 andamentos, mas uma música é só uma música, 3 minutos ou 70…
    depois vagueei e encontrei pérolas como uma masterclass com a Maria João Pires e do Rubinstein.
    encontrei-me a ouvir o Kissin a tocar o nº3 do Rack…
    tudo isto por uma opinião óbvia
    quando ao Lang Lang bastou ouvir a valsa!
    que raio de comparação que tu pedes: no video do Kissin a primeira coisa que apetece é dançar, rodopiar à volta do piano, é uma valsa! No outro lang-mos, perdoa a expressão.
    tenta lá dançar com o Lang Lang
    vais ver que não consegues

    foi uma boa tarde de qualquer forma

    p.s. a valsa é opus 34 nº1

    • Antes de mais obrigado pelo teu comentário, Ricardo. Pois não nem dançar nem compreender o que pretende fazer Lang Lang com a obra que Chopin nos deixou.
      Kissin interpreta a ‘Grand Valse Brillante’ op. 18 de Chopin; Lang Lang, não.
      E prossigo noutro comentário mais abaixo para enquadrar também a Ana Cancela na nossa troca de impressões.

      Abraço

  3. Ana Cancela e Ricardo

    É evidente que estou completamente de acordo convosco, repetindo o que atrás respondi ao Ricardo: Kissin respeita a obra, enquanto Lang Lang não interpreta Chopin.
    Poderão sempre, como o Ricardo, perguntar a que propósito coloquei a par a interpretação destes dois pianistas, sendo para nós, a resposta tão evidente. É que sente-se a nível internacional a constituição de um grupo de aficcionados de Lang Lang que prtendem entronizá-lo como o pianista dos pianistas e eu não compreendo tal investida.
    Em causa não estão os recursos técnicos físico-motores de Lang Lang, nem a elegância e a beleza que poderemos encontrar e sentir em determinadas passagens da obra. Não, ele está na posse desses talentos e competências, mas o que esses particulares momentos que ele ‘inventa’ nalgumas ‘muitas’ passagens comprometem, indelevelmente, a interpretação global da Valsa, esvaziando-a de um sentido artístico uno pedida por Chopin quando a escreveu.
    Atreve-mo a transcrever o que alguém me diz há anos acerca de alguns pianistas – entretêm-se não com a obra que devem respeitar, mas com inúmeros ‘efeitos especiais’ próprios que não estão escritos nem a obra, artisticamente, os pede.

    Quanto à op. 34 no. 1, é claro Ricardo, mas sugiro-te, para te perderes de riso, ou bem pelo contrário, a procurares a Rapsódia no. 2 de Liszt por Lang Lang no Youtube.

    Abraço aos dois e mais uma vez o meu muito obrigado pelos vossos comentários.

    • anacancela diz:

      Sou mais radical, não consigo encontrar beleza em passagem nenhuma. Confesso que nunca o consegui ouvir até ao fim, perco o interesse rapidamente.
      Que adianta a técnica se não a sabe usar … o tempo dirá se ficará na história ou não.

      Abraço

      • Eia, Ana Cancela,! Pimba! Registo a sua opinião e partilho-a em parte, em especial, no que o tempo poderá fazer a Lang Lang.
        No entanto, ainda assim, a história é feita pelos poderosos, pelos vencedores, e ela está prenha de erros premeditados e omissões…

        Beijinho e obrigado pelo comentário.

  4. Teresa diz:

    É um bocadinho piroso e irritante, sem dúvida. É metade marketing e metade ele próprio. Não há clique de “aficionados”, mas uma campanha comercial gigantesca que, aliás, não se dirige apenas aos europeus.

    Por acaso, andei ontem a fazer o mesmo exercício com o primeiro concerto de Beethoven (Barenboim, Zimerman, Katchen e Lang Lang, uma escolha completamente ao calhas porque era o que tinha no ipod, que não depende do meu gosto, mas das críticas que agora estou a dever) e, se bem “ganhou” Katchen (a quem muito admiro, desde sempre), Lang Lang ficou bem à frente dos outros dois. Claro que com este comentário faço batota, porque não menciono as orquestras, nem os maestros.

    Mas talvez seja o dia, porque, também não gostei da valsa do Kissin. Achei, vejam só, previsível! Amanhã volto a escutar. Pronto, Carlos, agora tem de lançar o concurso para decidirmos qual é a melhor interpretação de todos os tempos desta peça…

    Abraços.

    • Oh Teresa, que é feito?

      Obrigado por arranjares tempo para espreitares por aqui. É, sobre este interpretação do Lang Lang estamos conversados. Dizes que ele é produto de marketing aliado à sua ‘loucura’? Talvez. Sinto, de facto, pelo vou lendo uma de pressão muito grande em redor do seu nome.
      Quanto à valsa do Kissin não posso dizer que não gosto. Aceito plenamente a evidência da interpretação que enuncias, mas não consigo deixar de me sentir próximo. São coisas…
      Mas daí a ser a minha interpretação preferida vai uma grande distância. Lançar mais interpretações sobre a Grand Valsa Brillant poderei fazê-lo (até sinto que tu já terás uma boa surpresa para dizer), mas acontece que a minha preferida não existe (ou nunca encontrei on-line) na íntegra.

      Sobre o 1º de Beethoven para Piano, que dizer? Eu tenho os meus ouvidos muito viciados para conseguir a isenção que sempre tento: é escola alemã, em especial, no que à articulação diz respeito (vem de Vianna da Motta) e, simultaneamente, grandes reservas à nova moda de entender Beethoven mais como o primeiro romântico do que o zénite do clássico como sempre o vi e senti.
      Ainda assim, e sem esquecer o que disse atrás, Zimerman a interpretar Beethoven é para esquecer mesmo com a Filarmónica de Viena dirigida por Bernstein – pouca força e demasiadamente ‘legato’, i.e., pouco articulado. Sobre Katchen estou plenamente de acordo contigo, é a mais vibrante dentro do classissimo de Beethoven de entre as que tinhas à disposição. Lang Lang não está mal, não, mas entre ele e Barenboim não sei. Barenboim está sempre ‘lá’ sem nunca me entusiasmar; Lang Lang sente-se estará muito contido, talvez para evitar os seus disparates…
      Mas há outras que bem conheces, Michelangeli ou Kempf (não me sinto próximo de Brendel nos concertos, é curioso), muito embora a minha preferida seja a de outro…

      Queres dar sugestões para um ‘quiz’ sobre a valsa? Ficar-te-ia agradecido.

      Beijinho e obrigado pelo teu comentário.

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