António Correia, com a ajuda técnica de José Pedro Correia, colocou online o Braga Virtual, com fotografias e textos seus, um sítio que pretende apresentar Braga ao mundo e ‘passear’ pelo seu esplendor patrimonial e paisagístico ao longo da sua multi-milenar história.
Segundo António Correia
Pretendeu-se fazer uma apresentação diferente de uma cidade, um passeio geográfico e o que se pode encontrar ao longo desse passeio. Por esta razão fez-se um interface com a Google Earth. Vão ser desenvolvidos alguns temas: Património em destaque, documentos históricos sobre Braga, Visitas virtuais 3D, Miradouros, Bracarenses ilustres, Itinerários e rotas, etc. A Apresentação obedece à mesma lógica: o que encontro de interesse ao “passear” nas ruas, ou onde está um determinado objecto patrimonial.
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visite o Museu Nogueira da Silva.
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SALVEM O PATRIMONIO
Sete Fontes
A arte, o engenho e a vida
As Sete Fontes, tal e qual hoje se apresenta, constitui uma Obra Hidráulica de meados do século XVIII destinada a promover a captação, condução e abastecimento de água à cidade de Braga. Situada nos arredores, no lugar do Areal de Cima – Freguesia de S. Vítor – , junto à Geira romana (via XVIII), admite-se que os mananciais aí existentes já alimentassem Bracara Augusta com a preciosa linfa, pelo que a datação do presente conjunto patrimonial se estende muito para além da expressão que hoje ostenta. Na verdade, até à entrada do sistema de captação do rio Cávado, em 1914, as Sete Fontes constituiria a principal fonte de abastecimento à cidade. Encontrando-se ainda hoje em pleno funcionamento as suas minas garantem água a quase uma centena de penistas (1) e a todos os que a ela diariamente demandam.
O sistema que podemos apreciar terá, no essencial, sido construído entre 1744 e 1752, sob a égide do Arcebispo D. José de Bragança (1741-1756), sabendo-se, todavia, que o seu antecessor, D. Rodrigo da Moura Telles (1704-1728), mandara aí proceder a numerosos trabalhos. Também D. Frei Caetano Brandão (1790-1805) terá ordenado a abertura da Mina dos Orfãos (1804), para abastecer a instituição homónima que fundou.
O complexo das Sete Fontes é composto por um grupo de minas de água e estruturas edificadas que se estendem por cerca de 3500mts, segmentadas em 14 galerias subterrâneas e 6 pontos de junção, num conjunto, todo ele edificado em pedra. Nele sobressaiem as Mães de Água, expressão da arquitectura barroca, pela estrutura cilíndrica provida de cúpula abobadada, rematadas por cornijas circulares e encimadas por pináculos. Em cada uma dos extremos são visíveis as armas heráldicas do mecenas, profusamente lavradas em granito.
A obra hidráulica é um exemplar único da engenharia setecentista portuguesa, manifesta entre outros elementos: na concepção das galerias e das câmaras de visita; na articulação do sistema, em função dos caudais e da topografia do vale onde está instalado; e nos tipos de encanamento subterrâneo e aéreo, que exibem um trabalho delicado no seccionamento escavado nos blocos de granito, que se encaixam entre si. Por aí desliza a água em tramos que chegam atingir mais de uma centena de metros entre os pontos de encontro. São ainda de notar as pias de centrifugação e os respiros que rematam os pontos de ruptura de nível.