A prevenção contra a corrupção política e financeira é o principal objectivo da Transparency International – the global coaliation against corruption, sendo que foi com regozijo que reagiu à decisão de uma juíza francesa para abertura de uma investigação aos bens imobiliários de luxo de três chefes de Estado africanos.
É um grande avanço, sim, e se a moda pega…
Mas lendo lá a página da ‘Transparency International’ constamos que uma das suas principais preocupações é pugnar pela transparência do financiamento dos partidos políticos através do rigor contabilístico, contrariando assim, os propósitos da Revisão da Lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, aprovada quase por unanimidade na Assembleia da República esta semana, nomeadamente no concerne ao facto de os partidos voltarem a poder receber em “dinheiro vivo” quotas e contribuições.
Deixo excerto para que não restem dúvidas de que os nossos partidos políticos deram um passo de gigante para abrir as portas à corrupção:
Money has always been necessary for political parties and candidates to compete in elections. The purpose of anti-corruption efforts in the area of political finance is not to curtail funding, but rather to ensure that parties are properly funded from sources that are neither corrupt nor potentially corrupting, and are accountable to oversight bodies and the general public for their funding. (continue a ler directamente na fonte)
Tags: Assembleia da Republica, Corrupção, Democracia, Indignações, Partidocracia, Política, Transparency International






















realmente…
esta lei é escandalosa. apenas permite aos partidos ganhar em propaganda o que se perde em debate ideológico.
o povo, esse continuará a pagar… e muito dele voluntariamente. vá lá saber-se porquê.
soube pelo “económico” que a GRECO vai colocar portugal na lista negra de peíses com leis de financiamento de partidos “amigas da corrupção”… (em http://economico.sapo.pt/noticias/e-preciso-defender-a-democracia_9725.html )
abraço.
Mais escandaloso que a lei, estimado Carlos J. Teixeira, é a apatia dos cidadãos diante deste desconchavo dos partidos políticos na Assembleia da República!
Sem conotar, ainda, políticos com corrupção, não tenho a mínima dúvida que esta lei abre de forma escancarada as portas aos corruptos.
Aguardo para ver se Cavaco Silva se colocará ao lado dos partidos políticos ou se, em nome do rigor e da prevenção contra a corrupção vetará a esta Lei.
Abraço e obrigado pelo comentário.
ps: António Costa acaba de se colocar ao lado de António Seguro e João Cravinho contra a Lei do Financiamento Partidário e das campanhas eleitorias.
sim, compreendo… mas a apatia tem razão de ser e creio residir precisamente na desistência dos cidadão face à completa vacuidade política que vivemos.
e não esqueçamos que, por outro lado, há os voluntários: sempre houve quem, de livre vontade – e muitos à semelhança do que fazem com o futebol, tirando pão à boca para lá ierem – pagasse pontais, avantes e altis.
quanto a cavaco. aguardemos, pois, embora não creia que ele vá tomar uma atitude contra este financiamento. espero estar enganado.
por fim, um viva para o antónio costa. dá-me a impressão que lhe fez bem viver um clima político mais “operacional”, como o que exige uma câmara como a de lisboa.
abraço!
Carlos, só reproduzo parte das suas palavras para ‘retimbrarem’:
Obrigado pelo comentário.