Crise foi termo que abandonei por vergonha e respeito por mim, adoptando o de ‘Depressão Neoliberal’ para caracterizar as consequências que começamos a sentir devido às políticas neoliberais implementadas nas democracias ocidentais no início dos anos 80 do século passado.
Convicto estou de que seja que retoma for que possa, eventualmente, surgir, nada voltará a ser como dantes – ou enveredamos por um neoliberalismo ainda mais feroz, cavando a sul-americanização da União Europeia e dos EUA, ou cairemos na tentação de sobrepor uma estatização da economia que abafa a liberdade individual e a respectiva criatividade, seja económica, social ou cultural. Meio termo, temo que não haja coragem. Coragem para continuarmos a defender um modelo liberal assente em Estados sólidos na compensação e defesa dos que mais necessitam.
No entanto, entre ontem e hoje, surgem dois indicadores que adensam as minhas interrogações:
Vendas a retalho nos EUA caem inesperadamente pelo segundo mês consecutivo (Jornal de Negócios)
Vendas a retalho na China aumentaram 14,8 por cento em Abril (Público)
Não estaremos mesmo no advento de uma nova ordem mundial, com o pólo central a deslocar-se, tão camuflada quão vertiginosamente, para o Extremo Oriente, onde a aliança entre o capitalismo e as ditaduras será o novo paradigma?
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É mesmo para mudar isso que a nova ordem mundial virá, os passos estão a ser dados, China e Rússia a serem cercados por bases militares Americanos, até em África a Europa e americana estão a entrar para tentar travar a economia chinesa. A cultura europeia está em declínio com o crescimento e dominância próxima do povo islâmico. Eles estão a agir agora para que a futura minoria branca no mundo continue a dominar.
A ver vamos, Bruno Fehr, que caminhos nos estarão reservados.
Obrigado pelo comentário.