José António Pinto Ribeiro, o actual Ministro da Cultura, brindou a cultura, a identidade, das gentes de Miranda do Douro, com especial elevação:

Tal como nas histórias do Astérix, onde “há uns loucos gauleses que viviam numa aldeia” e resistiam à invasão dos romanos cá “também há uns loucos portugueses que vivem em Miranda do Douro e falam outra língua”. (via Expresso)

Tão adequadas e tão cultas e tão distintas palavras foram proferidas na inauguração de dois museus de Arte Sacra em Trás-os-Montes, projecto que não recorreu a qualquer financiamento do Ministério da Cultura nem de qualquer outra instituição estatal.
António Pinto Ribeiro, o nosso José da Cultura, não foi parco ao agradecer às parcerias locais, nomeadamente às Câmaras Municipais, que ergueram o projecto:

A prova de que não precisam de apoio é que aqui estão feitas (via JN)

Entretanto, D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, dizia ontem sobre a ‘Crise Económica’:

A crise económica é, acima de tudo, uma crise ética, de valores, que reflecte uma grande injustiça social. (…). As crises da humanidade devem-se à falta de respeito pelos Direitos do Homem. É fundamental acreditar no Homem para haver Paz (via Correio da Manhã)

E assim vai o mundo… Uma crise económica? De ética e valores? De modos, sim, também, de modos de estar e de tratar os outros…


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8 Respostas to “António Pinto Ribeiro – o José e a cultura de Miranda”

Comentários (8)
  1. maria cancela diz:

    Pinto Ribeiro desceu ao povoado, ou melhor, subiu?
    De vez em quando mostra-se. Podia ter ido só para a fotografia, caladinho sem se armar à culto.Foi capaz de pensar que teve graça…….

  2. jpt diz:

    do mais fino recorte técnico essa a do ministro

    • Tão fino, mas tão, tão fino, estimado JPT, que até provoca ilusões de óptica! É que, à primeira vista, se não nos embrenharmos profundamente no denso contexto destas palavras, até que parece grosso! Mas não… Não se ousem levezas de interpretação em palavras de um Ministro da Cultura!

      Obrigado pelo comentário.

  3. A prova de que não precisam de apoio é que aqui estão feitas (via JN)

    Isto é exactamente o programa do Ministério da Cultura.

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