A OCDE, através do seu secretário-geral, contradisse, categoricamente, o que Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva, este por via mais implícita do que explícita, vêm a transmitir aos portugueses numa feroz e muito pouco limpa pré-campanha eleitoral. Angel Gurria, afirmou, sem possibilidade de diversa interpretação, que as reformas da segurança social e a da administração pública e o controlo do défice, levadas a cabo por este governo, permitem que
Portugal esteja agora melhor preparado para responder à crise internacional do que no passado, e que tal se deve às reformas implementadas pelo Governo.
(…)
Portugal, no passado, sofria mais do que a média durante as crises internacionais, mas desta vez isso não está a acontecer. (via Público)
Há muito por onde criticar este governo, mas a estratégia montada para derrubar Sócrates, não suspeitando, embora parecendo até que por acordo, veiculada por Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, associações empresariais, alguns empresários e comentadores a eles afectos, entrou numa espiral de inverdades que carecem de fundamento político e ético, tão mais grave quanto é de ética política que dizem pretender falar e defender.
Façam oposição a Sócrates, à sua governação, mas peguem naquilo em que, de facto, não governou ou governou mal (não falta matéria, desde a educação, passando pela cultura, a falta de apoios específicos destinados à a classe média / baixa endividada e dizimada pela banca, pela ajuda a bancos, eu sei lá que mais…), senão correm o risco de, como agora aconteceu com a OCDE, de serem publicamente envergonhados.
Tags: Ética, Campanha Eleitoral, Cavaco Silva, Eleições, Manuela Ferreira Leite, OCDE, Política, Reflexões, Sócrates





















