Maria João Pires renunciou à nacionalidade portuguesa optando, unicamente, pela brasileira. Aparece um pouco por todo o lado que o motivo se prenderá com o tratamento indevido deste governo com o projecto Belgais, mas acontece que Maria João Pires (notas biográficas) acompanhou, muito de perto, toda a tramóia que foi o processo destruição do sistema de ensino artístico especializado em Portugal, iniciado com o Relatório Avaliação Ensino Artístico da responsabilidade do Professor Doutor Domingos Fernandes e que culminou na semana passada com a Portaria n.º 691/2009 que colocou um ponto final na qualidade, exigência e bons resultados do sistema de ensino especializado da música e da dança em Portugal.
Maria Joao PiresTenho vergonha…
Tenho vergonha deste país quando me lembro de como Vianna da Motta, Luís de Freitas Branco, Bernardo Moreira de Sá, Hélia Abranches Soveral, Maria Manuela Araújo e muitos outros foram tratados em Portugal, em nada diferente do tratamento dispensado a Maria João Pires e, muito recentemente, ao sistema de ensino especializado de música, que deles herdamos e obrigação tínhamos de preservar e desenvolver.
À bolina de conceitos que nada dizem, como ‘ensino elitista’, ‘ensino focado nos alunos’ e sei lá que mais, somos agora chegados à integração do sistema de ensino artístico especializado no ensino genérico, sem cuidar de conhecer e reconhecer as suas especificidades, num caldo que promove uma discriminação negativa (beneficia quem não trabalha nem quer aprender) e a exclusão do ensino público (ou do financiado, se preferirem) dos alunos que trabalham, querem avançar e que são capazes de o fazer!
Se o Professor Domingos Fernandes o iniciou o processo e aceitou presidir ao ‘Grupo de Trabalho para a Reestruturação do Ensino Artístico’ junto da ANQ, hoje, seja por manifestaram acordo, por se alhearem, seja por se terem remetido ao silêncio, são também responsáveis por esta hecatombe os conselhos directivos das escolas públicas de ensino artístico especializado bem como as direcções executivas das particulares e cooperativas que, em conjunto, formam o sistema de ensino artístico especializado em Portugal.

Parabéns aos senhores professores e doutores promotores da mediocridade!

adenda: o Ministério da Trabalho decretou o arresto dos bens de Belgais, nomeadamente os pianos, onde funciona o projecto de ensino artístico de Maria João Pires, hoje dirigido pela sua filha. (via Público)


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35 Respostas to “Maria João Pires renuncia nacionalidade portuguesa – VERGONHA”

Comentários (32) Pingbacks (3)
  1. Se pretendia ser nacional de um país democrático, onde as crianças de rua não sejam assassinadas e não se construam muros entre os muito pobres e os muito ricos, então voltou a errar na escolha. O Brasil não é em nada melhor do que Portugal. Os brasileiros são um povo extraordinário, mas os políticos são corrupção ainda melhor do que a nossa.

    • @Carlos Campos
      Caro Carlos Campos

      O investimento de Maria João Pires nos últimos anos tem sido, à semelhança, do projecto Belgais, incluir o ensino das artes, nomeadamente da música, no ensino geral junto das crianças mais desfavorecidas.
      A Escola da Mata que tomou conta porque era uma das que o Estado pretendia encerrar é o exemplo disso.

  2. Magna Ferreira diz:

    Estou sem palavras…

    • Sentimo-nos impotentes, não é Magna.

      • Magna Ferreira diz:

        Completamente. Tenho saudades do Agostinho da Silva. Tenho saudades de Portugal.

        • Exactamente, estimada Magna, daquele Agostinho que em tempos a Magna teve a gentileza em vídeos de editar, de uma beleza e genuinidade raras.

          • Magna Ferreira diz:

            Devo dizer-lhe que a referência que faz a alguns dos nossos melhores exemplos, é bastante sensível e pertinente.
            “Tenho vergonha deste país quando me lembro de como Vianna da Motta, Luís de Freitas Branco, Bernardo Moreira de Sá, Hélia Abranches Soveral, Maria Manuela Araújo e muitos outros foram tratados em Portugal, em nada diferente do tratamento dispensado a Maria João Pires e, muito recentemente, ao sistema de ensino especializado de música que deles somos herdeiros e obrigação tínhamos de preservar e desenvolver.”
            Precisamos de Poetas, urgentemente!

  3. Alberto Lopes diz:

    Independentemente da qualidade artistica desta senhora, ela nao e’ mais que os outros, no sentido em que, ao receber subsidios volumosos do Estado Portugues, fica obrigada a relatar onde e como gasta esses largos milhares… o que ela se recusou a fazer… depois, foge para o Brasil e da’ o tacho de Belgais `a filha, de presente…

    • Caro Alberto Lopes

      Não sei bem o que é isso de ser ou não mais que os outros. Maria João não será mais que ninguém, mas foi mais longe, levando o nome de Portugal a todo o mundo.

      Quanto ao prestar contas, tenho de estar de acordo consigo, mas que diacho, será que um colaborador da repartição das finanças de Castelo Branco não poderia deslocar-se a Belgais para lhe dar uma ajuda?

      Relativamente à fuga, escuso-me de comentar por não ser verdadeira e demonstrar desconhecimento pormenorizado do processo Belgais.

      • Alberto Lopes diz:

        Carissimo Carlos,

        Como referi, nao coloco em causa o talento da Senhora, que e’ inegavel. Mas coloco em causa o assumir-se como vitima, assim como coloco em causa o facto de se recusar a fazer relatorios de onde gastou os volumosos subsidios que recebeu do mesmo Estado que agora (e nao so’) critica. Qualquer entidade que receba subsidios, automaticamente sabe que devera’ relatar sobre os destinos desses mesmos subsidios. A dita Senhora, ao fugir a isso, pecou (para nao usar expressao mais forte) e dai o ter afirmado que ela se julga diferente dos outros, ou superior aos mesmos. A responsabilidade e’ dela, que pediu e recebeu os subsidios e nao compete a nenhum funcionario das Financas ir ensinar a dita Senhora em fazer os ditos relatorios. Para mim, isso foi um abuso de confianca e um abuso de dinheiros publicos. A qualidade artistica que admiro e que deve ser admirada nao tem absolutamente nada a ver com essas obrigacoes. Ja’ antes a Senhora tinha ameacado ir para Espanha, agora e’ o Brasil, enfim, morder a mao a quem lhe da’ de comer (e `a familia, segundo transparece) e’, no minimo, ingrato. Se o Carlos conhece assim tao bem o caso Belgais, talvez possa esclarecer melhor tais posicoes desta Senhora.

        • Caro Alberto Lopes

          Sei bem que não compete a um colaborador das finanças fazer as continhas de Belgais nem de Maria João Pires. Mas não foi isso que eu disse. Disse que, atendendo a ser quem e ao prestígio que empresta a Portugal, o Estado não fez tudo o que estaria ao seu alcance para rendibilizar o país através do nome e do projecto Belgais.
          Repito, o Estado não tem obrigação de o fazer, mas bastaria o Ministério da Cultura exigir a Maria João Pires e ao Projecto Belgais o mesmo género de prestação de contas que, por exemplo, exige a Manoel de Oliveira!

          Relativamente ao fugir ou ameaçar ir para outro lado, lembro que antes de Maria João Pires instalar o seu projecto em Belgais tinha convite do Príncipe da Gales para o instalar no Reino Unido, financiado, na totalidade, por ele próprio e também do Rei de Espanha. Mas isto foi antes de Maria João Pires optar pela sua terra – Portugal.

          Obrigado pelo comentário.

  4. Carla Pais diz:

    É uma situação lamentável…acredito que para a Srª Maria João Pires tivesse sido uma decisão difícil… mas com este país no que respeita á cultura e ao ensino da musica é vergonhoso.
    Muitos dos nossos músicos que são excelentes acabam quase todos por ir para fora do país estudar ou até fazer carreira. Infelizmente, nós os portugueses e o nosso governo não lhes dão o relativo valor. Francamente ….o projecto Belgais era um óptimo projecto e uma mais valia para este país, para além de termos contactos com excelentes profissionais de todo o mundo, era um local de aprendizagem e de nos educar a ouvir e fazer boa musica.

  5. João diz:

    A Senhora está a vitimizar-se.

  6. Na mouche, Carlos, como de costume. O único consolo é saber que a Arte resiste a tudo e que a Maria João Pires não precisa de passaporte algum para ser quem é.

    • O afago do ego nunca pode ser substimado, muito embora, estimado Pedro Sousa Silva, sei não ter arcaboiço lexical para falar sobre a grandeza de Maria João Pires, como artista e como pessoa.

      • Alguém disse algo como “tudo o que pode ser dito pode ser dito claramente”. Fica de fora o que não pode ser dito e a grandeza da Maria João Pires (falo da artista pois não conheço a pessoa) não cabe em palavras.

        É ridículo pensar que alguém como a Maria João Pires tenha algo a provar ou que tenha procurado obter mais-valias pessoais através do projecto em Belgais. É triste que alguém com o seu percurso e tendo a iniciativa de elaborar um projecto educativo que é um espelho da sua postura enquanto músico, não obtenha um crédito maior que um caça-subsídios qualquer. É vergonhoso que o estado perca uma oportunidade de se associar a um projecto que poderia ser uma referência. É possível usar dinheiros públicos para resgatar bancos privados que se afundam em gestões fraudulentas mas não é possível destacar um TOC ou um gestor para dar apoio ao projecto em Belgais?

        Fico estupefacto com o que se escreve sobre o Brasil. Esta sensação de superioridade cultural (quem bem há pouco sentíamos da Europa central em relação a nós) cega-nos a ponto de nos convencermos que um país com desigualdades sociais e económicas não pode ser um país culto. Mas quer um exemplo simples do peso e importância da cultura nos dois países? O aeroporto do Rio de Janeiro chama-se António Jobim, o do Porto Francisco Sá Carneiro.

        Educação e Cultura (se é possível distinguí-las) são as únicas verdadeiras mais valias de um povo, de uma nação, de uma área politico-geográfica, de um aglomerado de pessoas reféns do mesmo sistema fiscal, ou qualquer outra coisa que se lhe queira chamar a isto de país. Dá jeito esquecê-lo, ignorá-lo, fingir que não é assim. Mas é meter a cabeça na areia.

  7. Jaime Branco diz:

    De facto mais um ponto negativo para Portugal a juntar a muitos outros. A politica do facilitismo que infelizmente impera no dito ensino regular, está cada vez mais a penetrar as teias do ensino artístico. A vida das escolas de ensino artístico com a publicação desta ultima portaria acaba com a réstia de uma possibilidade de um ensino de qualidade.

    Os filhos do regime supletivo vão infelizmente vendo a pouco e pouco “seu pai” adoecer cada vez mais.

    O golpe final não tarda………

    A atitude de Maria João Pires acaba por ser mais uma situação escandalosamente embaraçosa, num Portugal dirigido por incompetentes.

    Onde e quando vamos parar?

    • Exactamente, estimado Jaime Branco, mas é preciso também não esquecer que este crime contra o ensino especializado de música e dança não pode agora ser apenas imputado ao Professor Doutor Domingos Fernandes e ao Ministério da Educação.
      NÃO.
      Os responsáveis das Escolas de Ensino Artístico Especializado, públicas e particulares e cooperativas, foram chamadas a pronunciar-se sobre o assunto e, assim sendo, e porque não conheço nenhuma reacção PÚBLICA de demarcação em relação à Portaria n.º 691/2009, são, são, no mínimo, coniventes com a destruição da herança cultural que se constituiu num sistema que tão bons resultados estava a dar ao país.
      Abraço e obrigado pelo comentário.

  8. André diz:

    Caros Pedro e Carlos
    Infelizmente o talento da MJP não é acompanhado por igual dose de bom senso.
    Com este anúncio MJP limita-se a dar mais um passo na já longa sucessão de birras para manter um projecto meramente pessoal e familiar, sem qualquer utilidade cultural, artística e pedagógica que justifique o investimento público.
    Belgais sempre foi a casa de MJP e da sua família e um verdadeiro sorvedouro de dinheiro, em grande parte graças às contantes manias das filhas.
    Durante muito tempo Belgais teve TOC que acabou por “fugir” por não lhe ser possível suportar a ausência de justificação para gastos completamente desmesurados. Os próprios directores artísticos que por lá passaram, muitos deles próximos de MJP, não encondem a sua indignação quanto à forma como Belgais é gerido. Podia dar um chorrilho de exemplos desta realidade, mas sei que este é um assunto que causa enorme sofrimento e infelicidade a MJP.
    Tenho pena que uma das melhores intérpretes de sempre do repertório clássico deixe de ter nacionalidade portuguesa. Mas tenho ainda mais pena que MJP invoque a ausência de apoios aos seus projectos quando, na realidade, o que se passou foi exactamente o inverso. Não há seguramente artista que seja mais acarinhada e apoiada pelo seu país do que o foi MJP em Portugal. Tudo em nome de uma utopia completamente pateta.
    Por muito que lhes custe…

    • Alberto Lopes diz:

      completamente de acordo!

    • Caríssimos André e Alberto Lopes

      Belgais ser “um projecto meramente pessoal e familiar, sem qualquer utilidade cultural, artística e pedagógica que justifique o investimento público”? Não poderia estar mais em desacordo. Qualquer projecto de Maria João Pires financiado pelo Estado só não trará dividendos, seja à imagem, seja financeiramente, se o Estado não quiser ou não souber elaborar uma estratégia de promoção e divulgação do mesmo. Já reparou que Maria João Pires deu dinheiro a ganhar a toda a gente que nela investiu, menos em Portugal? Não lhe parece estranho?

      Poderá ser o projecto Belgais uma utopia? Não me custa nada a aceitar. Mas que projecto artístico não se inicia mesmo por uma ideia que, à partida, não passa mesmo disso?

      Maria João Pires é acarinhada em Portugal? Já reparou nos comentários que surgem um pouco por todo o lado, desde jornais a televisões, incluindo aqui? Não sente que haverá uma invejazita recôndita tão, mas tão portuguesa?

      Muito obrigado pelos comentários, mesmo em contraditório.

  9. C.C. diz:

    Não haveria assunto mais polémico para nos pôr todos às “turras”. A minha opinião é que não deveríamos misturar factos.
    1- A decisão de MJP se tornar brasileira, penso que deva ser considerado como uma questão pessoal, e não por “birra” ou simplesmente por se sentir ofendida.Vivemos actualmente num País democrático, e não podemos “ofender” aqueles que de uma forma ou de outra tiveram no passado de viver no exílio por via das suas convicções.Entendo que tratando-se de uma figura da máxima relevância, deveria no entanto, vir publicamente dizer o motivo da sua opção, por uma questão de cortesia e educação.Só por isso.
    2-O projecto de Belgais não deve ser alheio ao Governo Português, e todos sabemos que não foi; poderia ser maior ou outro,todos sabemos que sim;mas penso que um projecto educativo na área da música, vindo de MJP, não pode estar confinado a uma escolinha em Belgais. MJP é universal e por isso o projecto terá que o ser também;e nesse sentido deveria chegar a espaços maiores que ultrapassassem a fronteira portuguesa, e angariador de fundos noutros meios mais ricos.Onde estão os amigos magnates de MJP? Deve-os ter.Sediado em Belgais? Óptim0;que daí resultasse desenvolvimento para o País na área de educação musical, ainda melhor.
    Neste capítulo posso dar o exemplo de Barenboim,fundador da Orquestra West Eastern Divan com um projecto educativo e polítio de todos conhecido, sediado em Sevilha com apoios do governo Andaluz, mas vive essencialmente com os apoios dos que tendo dinheiro acreditam nele;tem na América uma sede da Fundação só para angariar fundos.
    A Orquestra Juvenil Simon Bolívar que me encantou este ano no Coliseu, foi criada pelo economista venezuelano João António Abreu, que, com um conjunto de amigos e simpatizantes do projecto, e com dinheiro,criaram a Fundação(FESNOJIV)que é hoje aquela obra magnífica de educação juvenil dirigida a crianças que vivem abaixo do limiar da pobreza.
    Mas há mais. Este espaço é que não é para isso.
    A minha opinião é portanto, que antes de se queixar do País , MJP terá de se queixar do seu próprio projecto.
    3-A catástrofe que tem caído no ensino artístico português, deveria ser motivo de luta e não de DESISTÊNCIA.A MJP poderia ter uma acção importante aí.E quando se perde uma batalha não se perde a guerra.
    Por último,permitam-me que discorde de MJP quando desiste de Belgais. E se razões deste género a fizeram desistir do País,não posso estar mais em desacordo com ela.Alimento a esperança de não ter sido.

    • Estimada C. C.

      Por partes, também, para tenar ser mais assertivo:

      1 – Maria João Pires renunciar à nacionalidade portuguesa é algo que me mexe com os fígados. Não me compete apreciar os sentimentos de que tal anúncio fez, tratando de quem se trata é esmorecedor.

      2 -O projecto Belgais poderá não corresponder ao que gostaríamos de ver a grandeza de Maria João Pires associada, mas era o que ela pretendia e onde investiu tudo, entenda-se (TUDO) o que tinha e, já que fá-la no projecto ‘El Sistema’ do José António Abreu, quem conheceu as ideias iniciais de Maria João Pires, não se distancia muito, nem nos propósitos nem na qualidade. Difere, reconheço, na amplitude nacional que MJP nunca pretendeu e que José António Abreu perseguiu.
      Maria João Pires só tem queixas de Portugal, ou melhor, de vários governos portugueses. sua dimensão internacional para a projecção de nome de Portugal só poderá ser comparada com 1 ou 2 jogadores de futebol da actualidade, sendo que, neste contexto, mereceria, nom ínimo, o mesmo respeito e tratamento que é dispensado a Manoel de Oliveira. Será pedir demais?

      3 – A catástrofe que se abateu sobre o sistema de ensino especializado de música, estimada C. C. doi motivo de luta e assanhada, conforme se lembrará, mas depois passou a um estado de lume brando até ao dislate de obter a concordância de muitos presidentes dos conselhos directivos das escolas públicas e de directores executivos de privadas e cooperativas e essas pessoas devem ser co-responsabilizadas em todo este processo.
      Eu não desisto (sei que não precisaria de lho dizer), mas é com extrema angústia e repulsa que os que mais interesse deveriam ter, não tardaram a preferir o lambe-botismo tão português. Ouvi-los nas escolas a falar até nos entusiasma, mas mal são chamadinhos ao Ministério da Educação baixam-se tanto, mas tanto que até …..

      Muito obrigado pelo seu comentário.

  10. o calvário

    partilho da vergonha do Carlos, parece uma ferida que não consigo curar, custou-me sempre tanto assistir ao que Portugal não fez, não faz e não quer fazer por si próprio. Permito-me acrescentar dois nomes aos referidos; Carlos Paredes ( a vergonha suprema) e José Afonso
    vá-se lá saber como poderia a MJP gerir as finanças de qualquer projecto cultural, só me lembro de todo o calvário percorrido desde o início do percurso Belgais, a tremenda vergonha que ela não deve ter sentido perante os convites Ingleses e Espanhois e deste lado o senhor chefe da secretaria português -eu é que sou o presidente da junta! lembro também o lado enjoado da MJP ao referir-se ao processo, suponho que ninguém sabe da missa à metade, quando tudo parece emperrar neste constante calvário de obter um carimbo numa folha de papel selado
    afinal o Brasil é bem mais perto do que parece, não me admira a opção, em breve tudo será esquecido com mais um caso do Benfica
    ficam os ossos
    só me faltam 3 anos para pedir a minha nacionalidade britânica
    aguardo ansionsamente

    abraço

    • Acrescentaste e bem, Ricardo e permite-me acrescentar mais 3 que na hora de fazer um post sempre escapam coisas que não deveriam – Lopes-Graça (até ao 25 de Abril), Jorge Peixinho e Gilberta Paiva.

      Abraço e obrigado pelo comentário.

  11. Sónia Amaral diz:

    É uma pena que, tendo tão poucos nomes que possam levar o (bom) nome do país tão longe, acabemos por perder mais um!
    Talvez MJP pudesse ter-se batido mais por Belgais, talvez devesse bater-se pelo ensino especializado da música no seu país, mas compreendo que ela já não fale a língua que aqui se usa, e sendo assim torna-se cansativo tentar fazer-se entender…

    • Estimada Sónia Amaral

      “compreendo que ela já não fale a língua que aqui se usa”.

      É isso mesmo e também é a maneira de ser de Maria João Pires – não é dada às artes performativas do exibicionismo público – que para tratar com os Estados parece ser, hoje, condição ’sine qua non’.

  12. Olá Idéias Soltas é um prazer passar aqui para uma visita. espero que tenha muito sucesso e é sempre bom visitar blogs porque assim a gente aprende novas da cultura. é uma lição de casa, uma lição de vida.
    abraços de António São José dos Campos
    São Paulo
    Brasil

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