Poderá parecer estranho ainda não ter escrito sobre os corninhos que Manuel Pinho endereçou a Bernardino Soares, uma vez que muitas vezes me insurgi contra os ‘modos’ de estar de hoje, seja de governantes, na Assembleia da República, seja, como reflexo, constante nas próprias escolas, onde os alunos parecem não saber comportar-se e os professores já lhes respondem ‘à letra’.
No entanto, confesso que não me senti particularmente violentado com o gesto de Manuel Pinho. Não que o defenda ou que considere que poderia ter deixado passar em claro, mas num local onde, verbalmente, todos se insultam uns aos outros, fazem da insinuação estratégia arruaceira, não me parece nada de extraordinário e gesto do ex-ministro.
Neste caso, por nada ter a acrescentar, transcrevo palavras de Luís Filipe Meneses sobre o assunto:

(…) há palavras e insultos contra membros do Governo e contra o próprio primeiro-ministro que se calhar são bem mais graves do que este impensado e condenável acto”. “Chamar ladrões uns aos outros, fazer insinuações sobre a idoneidade das pessoas, isso, deixa-se passar”, lamentou, considerando que esta “é a altura de pormos em paralelo as duas situações”. (via Público)


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