Com alguma distância, por cansaço, mas com intrínseca curiosidade, tenho seguido o evoluir da campanha eleitoral, em oficial fase de pré, para as próximas eleições legislativas, sendo com franca expectativa que vejo desenharem-se duas alternativas deveras consistentes: a do ‘cheque em branco’ e a do ‘cheque sem provisão’!


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2 Respostas to “Eleições Legislativas – desenham-se alternativas claras”

Comentários (2)
  1. Sal diz:

    Se me permite deixa-me dizer-lhe que se não abrir os seus horizontes para outras forças políticas ficará sempre confinado à alternância entre esses “cheques”.
    Há mais partidos, com propostas mais honestas, com uma visão mais justa do que deveria ser este nosso país.
    Sendo um homem da Cultura certamente saberá que faz parte dos compromissos ideológicos do PCP o estímulo à Cultura como forma de emancipação do Homem. É, curiosamente, o mesmo partido que em vários momentos questinou o actual governo sobre a reforma do Ensino Artístico. De tal facto dei-lhe conhecimento na altura, mas o Carlos não publicou o meu comentário (há cerca de um ano, mais ou menos). Desde então deixei de comentar o seu blogue, visto que percebi que não estava disponível para aceitar outras propostas senão as que são emanadas dos partidos dos “cheques em branco” e dos “cheques sem provisão”.
    Espero que tenha um pouco de tempo para conhecer um pouco mais sobre os outros partidos. Num outro post publicava as palavras de alguém que chamou “lúcido” a Borges Coelho. Está coberto de razão. Mas, curiosamente… sabia que ele é comunista? Isto quererá dizer algo.
    Não me leve a mal, afinal, nem nos conhecemos, mas efectivamente acho que deveria abrir os seus horizontes políticos. É uma pena um intelectual deixar-se absorver pelo sistema.

    Saudações,
    Sal

    • Estimada Sal

      Grato estou pelo seu esforça para me abrir os horizontes, mas gostaria que soubesse que nenhum preconceito me move contra o PC do que a outro partido qualquer. Bem pelo contrário, admiro quem pensa sem coagir a sua liberdade por qualquer filiação partidária.
      Se preconceito tenho, admito-o, é o o de ter dificuldade em compreender que razões terá uma pessoa livre e séria para se filiar num partido político nos dias que correm, muito embora não discrimine ninguém por esse facto.

      Esclarecido este ponto, devo dizer que todas as iniciativas que tomei há cerca de um ano sobre a educação artística deu conhecimento a todos os partidos, sem excepção, com assento parlamentar bem como a todos os órgãos de soberania, sendo que alguns aproveitaram o produto da minha investigação e trabalho, outros preferiram seguir caminho próprio e outros ainda ignoraram o assunto.

      Gostaria, ainda, de esclarecer de que a minha admiração pelo maestro Borges Coelho é anterior à sua filiação partidária e que antes de este se filiar já antes eu me tinha desfiliado da ex-UEC, onde desempenhei funções de alguma responsabilidade.

      Dito isto, e realçando as opiniões que o maestro Borges Coelho tem proferido ultimamente sobre o ensino da música, não esqueço o papel que desempenhou no extinto ‘GETAP’, no Porto, aquando da constituição do ESMAE, colocando-se ao lado da Professora Helena Sá e Costa, permitindo a esta convidar quem muito bem quis para professor daquela escola desrespeitando o mérito dos professores existentes bem como os que por concurso, com prestação de provas públicas, forma admitidos como professores do ensino superior, enquanto outros não foram sequer admitidos e outros, ainda, apenas para professores do ensino não superior.

      Mas creia que nada me mova contra si nem contra ninguém desde que por bem venha, mas a memória é essencial para a constituição do arcabouço cultural de cada um de nós.

      Muito obrigado pelo comentário e não hesite a comentar aqui, porque será sempre bem-vinda e respeitada como todos aqueles que aqui vêm sem ser para fazer, apenas, propaganda partidária.

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