Corre por aí uma petição a pedir um referendo sobre o casamento entre homossexuais, com empenhado rol de subscritores que até irá ser alvo de, pelo que se prevê, aceso debate na Assembleia da República.
Parece-me, em modesta opinião, que será esse referendo e o tal debate, por consequência, demasiadamente prematuro. E prende-se esta minha dúvida, em modesto parecer adiantada, que a montante muita coisa haveria a fazer:
1 – uma petição para um referendo para saber se os homossexuais são ou não cidadãos de pleno direito;
2 – uma seguinte a propor um referendo para se saber se os homossexuais podem ou não votar para eleger os iluminados que debatem as petições;
3 – uma outra para se referendar no sentido de saber a que género pertencem os homossexuais, ou seja, se são homossexuais ou homossexualas;
4 – outra ainda a propor um referendo para se saber se um heterossexual casado tiver um caso com um homossexual casado poderá ou não considerar-se adultério;
5 – por último, mas não de menor pertinência, se os casais homossexuais podem ou não beneficiar das consultas de planeamento familiar disponibilizados pelo Serviço Nacional de Saúde ou se continuarão, também neste capítulo, a ser despudoradamente discriminados.
Depois, então, sim, mas antes não, porque senão o sim correrá sérios riscos de ser interpretado como um sim, ou não.
E ainda assim, esse sim não sei se não ficaria condicionado a uma alteração do Tratado de Lisboa, e antecipadamente, a uma alteração da Constituição da República Portuguesa.
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Esta gente passou-se de vez, Ricardo!
Abraço
Realmente estão todos passados. Temos mesmo uma corja a dirigir o país. Mas ri-me bem com as tuas propostas de referendos.
É Susana, mesmo passados, mas acho que já nem recomendar que tomem as gotas servirá…